A VOZ DO MILITANTE: Camarada Herculano Correia

“TENHO FÉ NO ÊXITO DO COMBATE À CORRUPÇÃO”.

 

PortalMPLA, 03 SETEMBRO 18 (2ª FEIRA) - A voz de hoje é a do camarada Herculano Luís Correia, de 58 anos de idade. Militante do MPLA desde 1974, exerce as funções de chefe de Divisão do Comité Central do Partido, colocado no Departamento de Organização e Inserção na Sociedade.

 

Recolha: Josué António

 

Como se chama, onde nasceu e que idade tem?

Chamo-me Herculano Luís Correia, natural de Luanda, litoral-centro de Angola. Tenho 58 anos de idade.

 

Qual a sua profissão e ocupação actual?

Sou funcionário. Actualmente, exerço a função de chefe de Divisão do Comité Central do MPLA, colocado no Departamento de Organização e Inserção na Sociedade.

 

Quando é que ingressou nas fileiras do MPLA, que cargos já exerceu no Partido e em que CAP está enquadrado?

Ingressei nas fileiras do MPLA em Setembro de 1974. Fui para a aldeia de Golumano-Piri, na província do Bengo, onde desempenhei as funções de comissario político. Estou enquadrado no Comité de Acção n.º 1, do distrito urbano do Kilamba-Kiaxi, na província de Luanda.

 

Quais as razões que o motivaram a ingressar nas fileiras MPLA e a manter-se como militante do Partido?

As razões são várias, mas a principal foi o princípio da unidade nacional, evocado no Manifesto do MPLA. Um partido sem essa dimensão nacional, não vai a lado nenhum. A dimensão nacional é uma divisa.

 

Já participou em algum congresso do MPLA? Se sim, em qual ou quais e que experiência colheu?

Participei no 2.º Congresso Ordinário do MPLA, em 1985, que reconfirmou o Camarada José Eduardo dos Santos no cargo de Presidente do MPLA. A experiência que colhi, naquela altura, foi o trabalho realizado em grupo, a liderança e a humildade, acima de tudo.

 

O que espera das medidas a serem tomadas pelo 6.º Congresso Extraordinário do MPLA, a ter lugar a oito de Setembro próximo?

Espero que o 6.º Congresso Extraordinário conclua o processo de transição política na liderança do MPLA. Essa é a minha expectativa. Por outras palavras, diria que no 6.º Congresso Extraordinário ocorrerá a passagem do testemunho de uma geração para a outra. Aliás, o lema do Congresso é claro nisso, quando diz: “com a força do passado e do presente, construamos um futuro melhor”.

 

Como recebeu a notícia da aprovação da candidatura do Camarada João Lourenço ao cargo de Presidente do MPLA, o que acha dessa escolha e o que espera da sua liderança?

A notícia não me surpreendeu. Quem está nessas lides, deve revisitar a composição dos órgãos dos partidos políticos, tirar ilações sobre os vários cenários que se apresentam. O Camarada João Lourenço, desde cedo, começou a despontar como um político sério. Veja a sua estadia em Cabinda, como comissário político daquela Região Militar. Veja a sua ida ao Moxico, como comissário provincial, no auge da guerra em Angola. Muitos recuaram, naquela altura, mas o cidadão João Lourenço não vacilou. Respondeu prontamente à chamada, para cumprir a missão. E hoje está aí: Presidente da República de Angola. No dia oito deste mês de Setembro, sem dúvidas, será eleito, no 6.º Congresso Extraordinário, como Presidente do MPLA. Vamos deixar que o mesmo organize a sua Agenda Política. Que apresente ao Comité Central, nos próximos tempos, as linhas de força do programa político para o mandato e que encontre as pessoas que o vão assessorar na difícil, mas honrosa, missão de liderar o Partido. Não é fácil trabalhar com uma diversidade de pessoas, mas o País começa a reconquistar o espaço que lhe é devido na região e em África. Vamos ter esperança.

 

O que tem a dizer sobre o papel do Camarada Presidente José Eduardo dos Santos na liderança do MPLA, nos últimos 38 anos e que mensagem dirige para ele?

O Camarada José Eduardo dos Santos é uma figura incontornável no processo de reconstrução nacional, de unidade nacional e de desenvolvimento de Angola. No Partido, ele é o capitão da “Selecção do Partido ÉME”. Um homem que dedicou toda a sua juventude nos esforços de edificação de um Partido forte, coeso e unido. Seu nome deve estar escrito com letras de ouro. O conselheiro presidente da região austral de África e da região dos Grandes Lagos.  

 

O combate à corrupção é uma das bandeiras do MPLA. Acredita no seu êxito em Angola, durante o presente mandato 2017/2022?

Quando o MPLA assume um compromisso, trabalha para concretizar a promessa feita. E esse combate é uma das grandes bandeiras do Programa de Governo do MPLA. Fiquemos atentos aos próximos meses – Dezembro em diante -, quando forem divulgados os primeiros dados desse grande combate. Portanto, tenho fé no êxito do combate à corrupção. Vai levar tempo. Não é uma árvore que está plantada e que se pode cortar. É um problema de comportamento e de consciência das pessoas.

 

Que mensagem dirige aos militantes do Partido e ao povo angolano, no actual momento do País, em que o MPLA pretende melhorar o que está bem e corrigir o que está mal?

Quando alcançámos a Independência Nacional, não tínhamos experiência de governação. Fomos experimentando alguns modelos, com os quadros e homens que o País tinha. Arregaçou-se as mangas e todos esforços foram dirigidos para a reconstrução nacional. Já um professor meu de língua portuguesa dizia: “Para conhecer a montanha é preciso chegar ao cume”.

/JA/AB

Foto: WS

 

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