OPINIÃO: JES, o homem que deu pés à Pátria para poder andar - João Henrique Rodilson Hungulo*

“Não existe nenhuma evidência que prove a expressão da dignidade patriótica angolana alheia aos esforços de Dos Santos”.

 

PortalMPLA, 28 AGOSTO 18 (3ª FEIRA) – O Engenheiro José Eduardo dos Santos foi a chave para abertura de portas que fizeram emergir os raios luminosos que incidiram valores, pintando assim o País de dignidade, no panorama universal.

Engenheiro José Eduardo dos Santos foi um elemento primordial para a construção da dignidade angolana, foi um ente de carácter preponderante para que Angola se viesse estampar de valor que afeiçoassem respeito no plano internacional.

Engenheiro José Eduardo dos Santos condiz ao integrante capital para que os valores sócio-éticos fossem plasmados na construção da esfera patriótica e nacionalista angolana.

O seu empenho em prol da Nação angolana corresponde a uma questão ética de valores objectiváveis no seio da sociedade angolana. A sociedade contemporânea está indissociavelmente ligada ao seu sacrifício e aos valores por si transmitidos ao longo da sua trajectória à realização dos altos deveres da Nação angolana.

José Eduardo dos Santos permitiu que ao longo da história se fosse descrever os factos vigentes na geografia angolana, tendo como refúgio obrigatório a abstenção de eventuais cenários perversos e hediondos que lesam a humanidade e corroem a civilização humana.

Sempre esteve ao dispor do perdão, da calma, da paz, e da análise profunda das coisas, para que se pudesse evitar qualquer clima que visasse ensandecer o destino do País.

Não se pode dissociar a dignidade patriótica do seu nobre papel como líder em épocas de corações agitados que nele se revelava a solução da paz e da calma entre as multidões, cercadas de ânsia e preocupações de complexa resolução.

Não existe nenhuma evidência que prove a expressão da dignidade patriótica angolana alheia aos esforços de Dos Santos.

Dos Santos representa o epicentro da conquista dos valores que ditaram o destino do País dando-o um rosto digno ao olhar do Mundo todo. Dos Santos se constitui numa causa intrínseca aos valores incorporados nas aspirações patrióticas do passado histórico do País.

O seu papel, em termos práticos, mereceu destaque nos esforços realizados pelo povo. Foram as suas tácticas políticas e geoestratégias que fizeram resolvidas situações de peso imensurável penduradas às costas de Angola.

A dignidade, que somente teria de depender de fundamentos sócio-éticos no plano universal passou a depender do papel geoestratégico de Angola, no que ditou o fim da guerra fria na África Austral, a queda do apartheid, a libertação de Nelson Mandela, a libertação de África do Sul, da Namíbia e do Zimbabwe.

O sobrevir da paz definitiva, cujo produto não teve incutido em mãos estrangeiras, foram os angolanos que às mãos de Dos Santos permitiram que o plano arquitectónico da paz fosse concebido na prática.

Sua trajectória marca um longo legado e maravilhas sobre Angola por actos de entrega inédita e absoluta, que recusam a sua própria vontade para atender aos da Pátria.

Ainda jovem, no Instituto Superior de Petróleo de Gás de Bakú, no curso de Engenharia de Petroquímica, sua presença em Bakú ficou marcada, não apenas pela conquista do saber, que viria a ditar a formação da sua personalidade como líder, mas, também, no apetrechar de uma verdadeira máquina do associativismo.

Eduardo dos Santos era o verdadeiro líder do associativismo, defendia até aos limites do sensível a Pátria e a Nação angolana. Foi o principal dirigente da Secção dos Estudantes Angolanos na então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

José Eduardo dos Santos é um grande homem, de dimensão heróica e patriótica, que se transformou num ADN presente no código genético da identidade angolana (angolanidade). Marcou, com a sua trajectória, toda uma vida do povo angolano. José Eduardo dos Santos foi até ao limite, manteve este País junto, deu o peito às balas quando a ameaça de desintegração provocada pela UNITA era inegável.

José Eduardo dos Santos cumpriu o seu papel, constituindo-se num legado de pesado sacrifício, de que nem a pedra, nem o ferro destroem. Sua trajectória sobreviverá às marcas da história, sobre sucessões de gerações, como pressuposto patriótico da conquista de interesse de natureza nacional que ditaram a paz efectiva e a reconciliação entre irmãos de carne e sangue iguais, que se apagavam feitos bárbaros e canibais, em tempos de guerra e de loucuras se cuspiram e se menosprezaram.

JES representa a solução dos fenómenos de morbidez repugnante que atacaram o passado da Nação. Sua trajectória será para sempre a marca da união entre os angolanos de tribo, etnia, língua e tradição.

O consolador, o pai da democracia no País, José Eduardo dos Santos é, antes de tudo, a marca da angolanidade.

Bem-haja!

/JH/AB

Fonte: *Angola 24 horas

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