OPINIÃO: Militantes do MPLA devem corrigir o passo – António dos Santos Dias*

“Num olhar atento, consegue-se facilmente sentir o contentamento daqueles que nunca nutriram simpatia pelo Partido”.

 

PortalMPLA, 13 AGOSTO 18 (2ª FEIRA) - Angola viveu já acontecimentos de triste memória, que o MPLA soube sempre ultrapassar, mercê das ricas experiências, herdadas pela tradição de luta contra o racismo, o tribalismo e o regionalismo, em prol da unidade nacional, da salvaguarda da soberania e da sua Independência.

No presente momento os detractores da paz social estão muito irritados com o êxito do processo de transição geracional na hierarquia do Partido e do Estado, sabiamente, conduzido pelo Camarada Presidente José Eduardo dos Santos, numa prática de sucesso ímpar em África.

O adversário tem mudado de estratégia, na vã tentativa de enfraquecer o MPLA, que, desde sempre, constitui-se em Vanguarda do Povo Angolano, na luta pelo desenvolvimento, pela estabilidade e pela paz, rumo ao progresso e ao bem-estar social de todos os angolanos, sem quaisquer distinções étnica, racial, religiosa ou politica.

Deste modo, para frustrar as intenções maquiavélicas dos patrões dos “malandros de cá”, todos os militantes, simpatizantes e amigos do Partido do Coração do povo angolano devem saber utilizar as redes sociais, não facilitando para que sejam um meio para veicular falsas informações, que conduzam ao achincalhamento do bom-nome de cidadãos de respeito, em praça pública.

A par disso, urge concentrar atenção redobrada para o reforço da educação política, ideológica e patriótica de todos os quadros do Partido, no sentido de adoptarem uma nova postura, no âmbito dos compromissos assumidos no Programa de Governo do MPLA, que se se sintetiza em melhorar o que está bem e corrigir o que está mal.

A bandeira da crítica e autocrítica deve ser o único meio de sancionar aqueles que se incompatibilizem com a conduta do bom militante, exemplar, todavia não excluindo e, sempre que necessário, a responsabilização civil e criminal. 

É inaceitável o nebuloso clima de difamação gratuita criado no seio da sociedade, devido à imprudência de apontar erros cometidos por bons quadros, durante o exercício de funções na Administração do Estado, quando se deveria privilegiar o foro partidário. Justificações ou reclamações infundadas podem conduzir à “lavagem de roupa suja” em hasta pública, bastante prejudicial para a imagem do MPLA.

Num olhar atento, consegue-se facilmente sentir o contentamento daqueles que nunca nutriram simpatia pelo Partido, quando alguém das fileiras do MPLA seja indiciado pela justiça. É grande o “barulho” da imprensa particular, de fim-de-semana, não poupando as habituais calúnias e invencionices, para macular a reputação de pessoas que continuam a gozar dos seus plenos direitos de cidadania. 

Nunca é demais recordar que todos os verdadeiros militantes, simpatizantes e amigos do MPLA são chamados, nesta hora, a contribuir para a realização exitosa do 6.º Congresso Extraordinário do Partido, a ter lugar em Luanda, no dia oito de Setembro próximo.  

Hoje, como ontem, deve-se deve sempre estar vigilante e não aceitar as manobras divisionistas que visam minar a unidade do Partido, na condução do povo angolano, rumo ao desenvolvimento, pela estabilidade e pela paz definitiva.

*Especialista de Relações Internacionais

/ASD/AB

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