7ª Reunião Ordinária do Comité Nacional da OMA: Discurso da SG Inga

“A nossa organização deve assumir um protagonismo cada vez maior na sociedade e desenvolver iniciativas que estimulem a participação política das mulheres, nas acções à volta da execução dos programas de apoio à mulher rural”.

 

 

Luanda, 29 ABRIL 15 (4ª FEIRA) - Texto integral do discurso proferido, nesta quarta-feira (29), no Complexo Turístico Futungo 2, em Luanda, pela secretária-geral da Organização da Mulher Angolana, camarada Luzia Inglês Van-Dúnem “Inga”, na abertura da 7ª Sessão Ordinária do Comité Nacional da OMA:

 

“Camarada Jorge Inocêncio Dombolo, secretário do Bureau Político para a Organização e Mobilização e coordenador do Grupo de Apoio à OMA, 

Camaradas membros do Secretariado Executivo Nacional da OMA, 

Estimados membros do Comité Nacional,

Caros camaradas,

Ilustres convidados,

Minhas senhoras e meus senhores,  

Em nome do Secretariado Executivo Nacional da OMA, quero aproveitar esta ocasião para dar as boas-vindas a todas, à 7ª Reunião Ordinária do Comité Nacional da OMA e augurar que continuemos a trabalhar, com afinco, para o engrandecimento da nossa organização.

Aproveito esta ocasião para render homenagem às nossas camaradas Memória Duva e Ana Maria Bueto, ambas membros do Comité Nacional da OMA e secretárias municipais de Camacupa, província do Bié e do Cuimba, província do Zaire, bem como às camaradas Maria Virgília Calei e Emília Pedro Francisco, secretárias municipais de Camanongue, província do Moxico e de Quirima, província de Malanje, que faleceram recentemente vítimas de doença. Peço que observemos um minuto de silêncio, em memória das nossas camaradas.

 

Estimadas camaradas,

 

Esta reunião realiza-se numa altura em que celebramos, com júbilo, o 53º aniversário do dia consagrado à mulher angolana, que, este ano, dedicamos ao resgate dos valores morais.

Neste sentido, devemos continuar a desencadear um amplo programa de resgate dos valores morais, cívicos e patrióticos, aos vários níveis, envolvendo as militantes da nossa organização e mulheres de vários estratos sociais.

Devemos, também, realizar campanhas de educação cívica e manifestações de repúdio contra as tentativas de pôr em causa a paz, a estabilidade social e a unidade nacional e condenar todos os actos de instabilidade e tensão no território nacional.

 

Estimadas camaradas, 

 

O ano que findou ficou marcado pela realização do V Congresso Extraordinário do nosso Partido, onde tivemos uma participação de 676 mulheres, representando 33,19 por cento.

Na abertura do referido Congresso, o Camarada Presidente José Eduardo dos Santos enalteceu o trabalho da OMA na mobilização político-partidária, na luta que empreende há vários anos, pela emancipação e dignificação da mulher e na igualdade do género.

Este reconhecimento do Camarada José Eduardo dos Santos, Presidente do MPLA, coloca-nos perante a elevada responsabilidade de reforçarmos, cada vez mais, a nossa acção em prol da mobilização, sensibilização e educação das mulheres, para os propósitos políticos do MPLA e os grandes objectivos nacionais.

 

Camaradas membros do Comité Nacional,  

 

Este ano, tem para a nossa organização uma importância capital, pois, devemos todas nos engajar na preparação do nosso VI Congresso, que, de acordo com os Estatutos, deve ser realizado de cinco em cinco anos, portanto em 2016.

Que estratégias pretendemos adoptar para este Congresso? Quais as principais linhas de força e que prioridades devemos estabelecer, para corresponder às expectativas das mulheres?

Temos, todas, que começar a reflectir sobre estas questões e unir as nossas ideias e sinergias para os preparativos deste magno evento.

Será um momento importante para traçarmos estratégias inovadoras, que reforcem o trabalho político e social e correspondam à nova dinâmica que se pretende para a nossa organização.

Procederemos ao balanço da vida interna da organização e respeitaremos os princípios de renovação e continuidade nos órgãos e organismos de direcção da OMA, da base ao topo.

Como disse o Camarada Presidente José Eduardo dos Santos e eu cito, “as escolhas devem basear-se em critérios de lealdade, lisura, patriotismo, disciplina, conhecimento, mérito e capacidade de produzir resultados”. Fim de citação.

É importante que reforcemos o trabalho de formação e de capacitação político-ideológica das nossas militantes e quadros a todos os níveis, especialmente para as novas militantes.

Torna-se imperioso trabalhar na consolidação do processo de emancipação da mulher angolana e da promoção da igualdade do género, especialmente no concernente à ocupação de cargos de responsabilidade política.

A nossa organização deve assumir um protagonismo cada vez maior na sociedade e desenvolver iniciativas que estimulem a participação política das mulheres nas acções à volta da execução dos programas de apoio a mulher rural.

Devemos promover, junto da nossa massa militante e das mulheres, em geral, acções que estimulem o conhecimento e a adesão às tarefas prioritárias, sobretudo as que estimulem o debate político alargado.

Temos, também, a responsabilidade de promover acções de esclarecimento e de mobilização das nossas militantes e mulheres em geral, sobre a necessidade do seu envolvimento construtivo nas tarefas preparatórias das próximas eleições gerais, especialmente as referentes a realização da actualização do registo eleitoral.

Para podermos concretizar os objectivos preconizados pelo nosso Partido, tendo em conta os próximos desafios eleitorais, é preciso que reforcemos o trabalho de equipa, a entrega e a abnegação de cada militante.

A OMA deve continuar a ser uma estrutura dinâmica, forte e coesa e desenvolver um papel importante junto da massa militante e das mulheres em geral, na promoção de acções de esclarecimento sobre a situação económica e financeira do país, decorrente da baixa do preço do petróleo no mercado internacional.

Devemos sensibilizar as mulheres para continuarem a desenvolver projectos inovadores, que contribuam para a diversificação da economia nacional e promover o empreendedorismo no seio das mulheres.

 

Queridas camaradas, 

 

Este ano vamos comemorar os 40 anos da nossa Independência. Devemos, por isso, mobilizar todas as nossas militantes e as mulheres, em geral, para a sua participação activa nas comemorações desta data tão importante para os angolanos, que se orgulham de viver num país livre, independente e democrático.

Devemos continuar a reafirmar o nosso apoio e confiança ao Camarada Presidente José Eduardo dos Santos, na promoção de políticas públicas a favor da mulher e da família e encorajá-lo na sua estratégia de governação, para garantir o bem-estar de todos os angolanos.

Na 9ª Sessão Ordinária do Comité Central do MPLA, o Camarada Presidente José Eduardo Dos Santos voltou a dar mais um voto de confiança à mulher angolana, ao orientar a elevação da cifra feminina para um mínimo de 40% nas listas de candidatos para os órgãos de direcção do MPLA, a todos os níveis, o que constitui um bom indicador em direcção à paridade no género, conforme recomendam os instrumentos internacionais. Esta é mais uma conquista das mulheres.

Para terminar, aproveito esta ocasião para lamentar que tomamos conhecimento, com profunda preocupação, notícias que têm vindo a ser veiculadas pelas redes sociais, que envolvem jovens e não só, com uma conduta que ofende gravemente a moral social estabelecida para o nosso ‘modus vivendis’.

Repudiamos energicamente este comportamento, que chocou toda a sociedade e apelamos a todos os actores sociais e, em particular, as jovens mulheres para evitarem tais práticas que, em nada, dignificam os angolanos.

Para que casos como esses não sejam recorrentes na sociedade, apelamos a que se faça justiça e exigimos que os culpados sejam severamente punidos.

VIVA A OMA

VIVA O MPLA

VIVA O CAMARADA PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS

VIVA AS MULHERES ANGOLANAS

MULHER ANGOLANA UNIDA PELA IGUALDADE E DESENVOLVIMENTO.

A LUTA CONTINUA

A VITÓRIA É CERTA.

Muito obrigada”.

PortalMPLA/Sede Nacional da OMA

Foto: Arquivo

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