A VOZ DO MILITANTE: Camarada Alfredo Bonifácio

“NUNCA ABANDONAREI O MEU MPLA”

PortalMPLA, 25 FEVEREIRO 19 (2ª FEIRA) – Neste mês de Fevereiro de 2019, a rubrica “A VOZ DO MILITANTE” é dedicada ao 58.º aniversário do Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional de Angola, assinalado no passado dia quatro.

A voz de hoje é a do camarada Alfredo Bonifácio, administrador da Praça do Sábado, no município de Cacuaco, província de Luanda, litoral-centro de Angola.

Como se chama, onde nasceu e que idade tem?

Chamo-me Alfredo Bonifácio. Sou natural do Cuito, província do Bié, centro de Angola e tenho 43 anos de idade.

Qual a sua profissão e ocupação actual?

Actualmente, sou o administrador da Praça do Sábado, localizada na rua direita da comuna da Funda, administrativamente pertencente ao distrito urbano do Sequele, no município de Cacuaco, província de Luanda.

Quando e por que razão ingressou nas fileiras do MPLA?O que o anima a manter-se como militante do Partido?

Ingressei nas fileiras do MPLA em 1985, na província do Bié, centro de Angola, quando fui enquadrado na Organização do Pioneiro Angolano (OPA) e, de seguida, tornei-me dirigente da mesma, na escola que frequentava na altura, no Bairro Kavanga, próximo do Aeroporto da cidade do Cuito.

O que me animou foi tradição que existia no bairro onde vivia, onde quase todos éramos do MPLA e eu, enquanto criança, na altura com 10 anos de idade, gostava, como gosto até agora, da Bandeira do MPLA.

É um partido que amo desde a minha infância. Até por ser militante do MPLA, o meu pai, Bonifácio Katetula, foi morto pela UNITA. Para mim, o MPLA é o melhor partido. Por isso, continuo e continuarei nele, até morrer.

Mesmo que o partido me abandone, eu nunca abandonarei o meu MPLA.

Que funções já desempenhou na estrutura MPLA e em que CAP está enquadrado?

A única função que já ocupei foi a de dirigente da OPA, como já disse atrás, de 1985 a 1987. Agora, como administrador da Praça do Sábado, propus a criação de um CAP, nos arredores do mercado do qual sou candidato a primeiro-secretário.

Aguardamos, apenas, pela luz verde, pelo pronunciamento do primeiro-secretário do Comité Distrital do Sequele, para avançarmos com a inauguração do mesmo, visto que já temos mais de 50 militantes cadastrados, que aguardam pela emissão dos seus cartões de militante.

No dia 04 de Fevereiro deste ano, completaram-se 58 anos sobre a data do início da Luata Armada de Libertação Nacional, que culminou com a proclamação da Independência de Angola, em 11 de Novembro de 1975. Que significado tem para si essa data?

Para mim, o dia quatro de Fevereiro é marcante para todos os angolanos, por ser a data em que se iniciou com a luta armada contra o colonialismo português e que culminou com a nossa libertação, no dia 11 de Novembro de 1975, com a proclamação da Independência de Angola. É a data que simboliza a liberdade do povo angolano.

Que importância atribui ao papel desempenhado pelo MPLA na Luta de Libertação de Angola e quais os feitos que mais lhe marcaram?

O MPLA é a mão do processo da Luta de Libertação. Foi o grande mobilizador para todos apoiarem a luta. Os feitos mais marcantes são a proclamação da Independência e a vitória na Batalha do Cuito-Cuanavale, em 23 de Março de 1988, sobre as forças militares do então regime racista da África do Sul.

O combate à corrupção, à impunidade, ao nepotismo e à bajulação é uma das bandeiras do MPLA. Acredita no seu êxito em Angola, durante o presente mandato 2017/2022?

Acredito sim na luta que o MPLA faz contra a corrupção, o nepotismo e a bajulação, que são males que prejudicam muito o povo angolano.

Qual deve ser a postura dos militantes do MPLA, para ajudarem a melhorar o que está bem e corrigir o que está mal em Angola?

Para ajudar a melhorar o que está bem e corrigir o que está mal, nós, os militantes, devemos apoiar as orientações da Direcção do Partido e implementar o seu Programa de Governo 2017/2022.

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/Foto: MF

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