A VOZ DO MILITANTE: Camarada Augusto José

“TEMOS QUE MANTER A SERIEDADE E A SERENIDADE”.

PortalMPLA, 12 FEVEREIRO 19 (3ª FEIRA) – Neste mês de Fevereiro de 2019, a rubrica “A VOZ DO MILITANTE” é dedicada ao 58.º aniversário do Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional de Angola, assinalado no passado dia quatro.

A voz de hoje é a do camarada Augusto José, administrador do município de Cacuaco, na província de Luanda, litoral-centro de Angola.

Como se chama, onde nasceu e que idade tem?

Chamo-me Augusto José, nasci na província do Huambo e tenho 57 anos de idade.

Qual a sua profissão e ocupação actual?

Sou professor de profissão. Actualmente, exerço as funções de administrador do município de Cacuaco, na província de Luanda, litoral-centro de Angola.

Quando e por que razão ingressou nas fileiras do MPLA? O que o anima a manter-se como militante do Partido? 

Ingressei nas fileiras do MPLA em 1974, aquando da chegada da sua primeira delegação oficial à província do Huambo, chefiada pelo camarada Lúcio Lara. Tinha eu 14 anos de idade. Fui motivado por um primo, que foi da Comissão Directiva do MPLA, o Inácio Cambundo e com ajuda do meu irmão, que neste momento está na Reforma. Enquadraram-me no Esquadrão Comandante Jika, no bairro Benfica. Daí, fui catapultando para a OPA, depois para a JMPLA e, mais tarde, para o MPLA.  

Que funções já desempenhou no MPLA e em que CAP está enquadrado?

Na OPA, onde comecei a minha actividade político-partidária, fiz parte do seu Conselho Nacional. Na década de 1980, fui primeiro-secretário do Comité Municipal de Icuma da JMPLA, na província do Huambo. Após ter concluído o curso de Ciências Sociais e Políticas, na então URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), hoje Federação Russa, fui eleito segundo-secretário do Comité Municipal do Huambo da JMPLA. Em 1989, fui eleito membro do Comité Nacional da JMPLA, onde, já em Luanda, exerci o cargo de director do Departamento de Administração e Finanças. Depois de 2016, dirigi a Área Pedagógica do Centro de Formação Política do Partido (CEFOP). Estou enquadrado no CAP n.º 1147, na Urbanização Nova Vida, em fase de transição para o município de Cacuaco.

No dia 04 de Fevereiro deste ano, completaram-se 58 anos sobre a data do início da Luta de Libertação Nacional, que culminou com a proclamação da Independência de Angola, em 11 de Novembro de 1975. Que significado tem para si essa data?

Considero-a como o símbolo do heroísmo e do patriotismo dos angolanos. Não podia senti-la de outra forma. Às vezes, até nos nossos sonhos, nas nossas vontades, pensamos: “O que seria da nossa geração, nós que nascemos nos anos 1960, se não tivéssemos aqueles patriotas, que pegaram em armas, que criaram o MPLA, para que nós não sofrêssemos aquilo que os nossos pais, os nossos antecessores, sofreram com a dominação colonial?”.

Como avalia  o papel desempenhado pelo MPLA, durante os 14 anos da Luta Armada de Libertação Nacional de Angola? O que pode dizer sobre os benefícios da Independência?

Durante os 14 anos da Luta Armada de Libertação Nacional, o MPLA congregou no seu seio os melhores patriotas que Angola tinha na época, que lutaram sem olhar aos meios, nem aos sacrifícios, para poderem destruir o colonialismo português. O MPLA é um manancial, é uma composição da nata de angolanos patriotas. É uma composição de filhos de Angola, de Cabinda ao Cunene, que aglomera os sentimentos de nacionalismo, de internacionalismo, de luta, de coragem e de preservação da unidade nacional. Considero o MPLA como um símbolo do heroísmo e do patriotismo dos angolanos. Se olharmos para a história de África, constatamos que o MPLA é um partido forjado e temperado na luta de libertação, que sempre nos ensinou que está inserido no seio do povo. O MPLA lutou contra muitas invasões que Angola sofreu, de norte a sul, com mercenários de várias nacionalidades, com antipatriotas que quiseram impedir que nós alcançássemos a independência. O Partido perdura com esta vontade de vencer os grandes desafios, que tem no seu Programa Maior, que é o desenvolvimento e o bem-estar dos angolanos, depois de realizado o seu Programa Mínimo, que foi a conquista da Independência Nacional.

Quais os feitos que mais lhe marcaram na acção política do MPLA?

O feito que mais me marcou foi a proclamação da Independência Nacional de Angola, proclamada pelo Comité Central do MPLA, em nome do povo angolano, na voz saudoso Camarada Presidente Agostinho Neto. Testemunhei actos que marcaram significativamente a minha meninice: os acampamentos de estudantes, os congressos do Partido e a capacidade de unidade do MPLA, vencendo todas as manobras inimigas. O facto de Angola ser um país uno e indivisível é uma proeza de grande valia do MPLA.

O combate à corrupção, à impunidade, ao nepotismo e à bajulação é uma das bandeiras do MPLA. Acredita no êxito em Angola, durante o presente mandato de 2017 a 2022?

Acredito que é uma vontade que os angolanos têm, uma ansiedade que existe há bastante tempo, enraizada nos seus sentimentos mais profundos. Esse combate, que o MPLA escolheu para os próximos tempos, vem corresponder àquilo que o povo angolano mais anseia: o fim da corrupção, da impunidade, do nepotismo, da bajulação, da falta de patriotismo, da destruição dos bens públicos e da utilização dos recursos públicos para fins pessoais.

Qual deve ser a postura dos militantes do MPLA, para ajudarem a melhorar o que está bem e corrigir o que está mal em Angola?

O militante do MPLA tem que fazer a diferença. Tem que saber servir o povo, nas suas maiores ansiedades. Se estivermos unidos, tenho a certeza de que seremos capazes de melhorar o que está bem e corrigir o que está mal em Angola.

Que comentários adicionais faz sobre o 58.º aniversário da data do início da Luta Armada de Libertação Nacional e que conselhos deixa, para os angolanos, no actual momento da vida do MPLA e do País?

Temos um grande desafio que é o cumprimento da Agenda Política do MPLA para o ano de 2019. Prevê-se a realização de um Congresso Extraordinário, há discursos do Camarada João Lourenço, Presidente do MPLA, que têm orientado naquilo que nós, angolanos, temos que cumprir. Há orientações e comunicações do Bureau Político, há orientações que são deliberadas a nível do Comité Central, que nós temos que dar corpo. O apelo que eu deixo aos angolanos é o de unidade, de patriotismo, de certeza e de esperança. O nosso País vai continuar a mudar para melhor e temos que manter a seriedade e a serenidade.

/www.mpla.ao

/JA/AB

/Foto: DG

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