A VOZ DO MILITANTE: Camarada Augusto Rogério

“OS DIRIGENTES DO MPLA DEVEM SER HUMANISTAS”.

PortalMPLA, 21 FEVEREIRO 19 (5ª FEIRA) – Neste mês de Fevereiro de 2019, a rubrica “A VOZ DO MILITANTE” é dedicada ao 58.º aniversário do Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional de Angola, assinalado no passado dia quatro.

A voz de hoje é a do camarada Augusto Rogério, funcionário do aparelho central auxiliar do MPLA, colocado no Centro de Documentação e Investigação História (CDIH) do Comité Central do Partido.

Como se chama, onde nasceu e que idade tem?

Chamo-me Augusto Filipe da Conceição Rogério, natural da província de Luanda, litoral-centro de Angola. Nasci no bairro Neves Bendinha e tenho 40 anos de idade.

Qual a sua profissão e ocupação actual?

Sou licenciado em Relações Internacionais, pela Universidade Privada de Angola. Actualmente, trabalho na Sede Nacional do MPLA, em Luanda, colocado na Divisão de Investigação Científica do Centro de Documentação e Investigação Histórica (CDIH) do Comité Central do Partido.

Quando e por que razão ingressou nas fileiras do MPLA? O que o anima a manter-se como militante do Partido?

Ingressei nas fileiras do MPLA em 1997, no bairro Vila Alice, em Luanda, por identificação ideológica e por orientação familiar. O que me anima a manter-me no MPLA é o facto de ser um partido que trabalha e que defende os interesses e a soberania do povo angolano. O MPLA é um partido que encontra na sua génese a luta pela liberdade, pela paz, pela dignidade, pela justiça e pelo bem-estar social, sem distinção de cor, raça nem confissão religiosa.

Que funções já desempenhou no MPLA e em que CAP está enquadrado?

Já desempenhei, em Luanda, as funções de 1.º secretário do Comité de Acção da JMPLA na Vila Alice, de 2.º secretário do Comité Municipal do Rangel da JMPLA, de coordenador-adjunto da Comissão Provincial de Disciplina e Auditoria da JMPLA, de membro da Comissão Nacional de Disciplina e Auditoria da JMPLA, entre outras.

No dia quatro de Fevereiro deste ano, completaram-se 58 anos sobre a data do início da Luta Armada de Libertação Nacional, que culminou com a proclamação da Independência de Angola, em 11 de Novembro de 1975. Que significado tem para si essa data?

São 58 anos marcantes de luta, de sacrifícios, de conquistas e vitórias arrebatadas pelo MPLA, marcados pela proclamação da Independência Nacional de Angola. O MPLA enfrentou as invasões sul-africanas, ao sul do País e zairenses, ao norte, defendeu o solo pátrio e contribuiu para a independência da vizinha da Namíbia e para abolição do sistema de apartheid na África do Sul.

O MPLA pôs fim à guerra que assolou Angola durante longos anos consecutivos e teve sucessivas vitórias eleitorais, o que mostra uma verdadeira identificação com o povo.

Como avalia o papel desempenhado pelo MPLA, durante os 14 anos da Luta Armada de Libertação Nacional de Angola? O que pode dizer sobre os benefícios da Independência?

Desde cedo, a quatro de Fevereiro de 1961, o MPLA assumiu a Luta Armada de Libertação Nacional, sendo o primeiro a entrar nas matas angolanas. Libertou o povo do julgo colonial e proclamou a Independência de Angola, em 11 de Novembro de 1975.

Com a Independência, os angolanos ganharam a oportunidade de ter um país complemente livre do jugo colonial, tornando-se num Estado soberano. Temos liberdade de expressão, livre circulação de pessoas e bens, a cidadania angolana, bem como o retorno e valorização da nossa identidade cultural.

Quais os feitos que mais lhe marcaram desde o quatro de Fevereiro de 1961?

O MPLA, enquanto organização política, é reconhecido pelos seus feitos ímpares, a nível nacional e internacional. Desde a sua formação sempre teve a capacidade de congregar um elevado número de patriotas, independentemente da raça, da etnia, do sexo e da religião. O MPLA sempre velou pelo bem-estar do povo angolano e nunca permitiu o encerramento das instituições democráticas do País. Perdoou os irmãos desavindos e, conjuntamente com todos os angolanos, alcançou a paz definitiva em Angola.

O combate à corrupção, à impunidade, ao nepotismo e à bajulação é uma das bandeiras do MPLA. Acredita no seu êxito em Angola, durante o presente mandato 2017/2022?

É um desafio que o próprio MPLA levantou, corajosamente. Faz parte do seu Programa de Governo. Propôs legislação, levou-as à aprovação pela Assembleia Nacional e tem apoiado, de todas as formas possíveis, o Executivo para que este processo seja bem-sucedido.

Qual deve ser a postura dos militantes do MPLA, para ajudarem a melhorar o que está bem e corrigir o que está mal em Angola?

Precisamos de ter em conta as origens, aquilo que norteou a criação do MPLA, enquanto Movimento Popular de Libertação Nacional. Isso leva-nos a perceber que o MPLA tem na sua base valores morais e humanistas muito altos. O MPLA luta pela causa do povo angolano.

Os dirigentes do MPLA devem ser humanistas e mais envolvidos com a causa que ele assumiu, desde a sua fundação. É uma grande responsabilidade do MPLA, de levar a cabo o processo de implementação do lema “melhorar o que está bem, corrigir o que está mal”.

Todavia, é preciso ter em conta que acima do MPLA está o povo angolano e esta é uma responsabilidade, também, de cada um de nós.

Que comentário adicionais faz sobre 58.º aniversário da data do início da Luta de Armada de Libertação Nacional, que conselhos deixa para os angolanos, no actual momento da vida do MPLA e do País?

Devemos primar por uma maior abertura social e política, por uma comunicação mais fluida entre o MPLA e o povo. É uma mudança na página da governação, envolvendo o povo na resolução dos problemas do País.

/www.mpla.ao

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