Angola e China inauguram cooperação estratégica e inovadora

Angola foi surpreendida pela forte descida do preço do barril de petróleo, de que depende para as suas exportações e receitas públicas, tornando-se ainda mais urgente a diversificação da sua economia. Na foto, os presidentes José Eduardo dos Santos e Xi Jinping, em Beijing.

 

Beinjing, 22 JUNHO 15 (2ª FEIRA) - A diversificação da economia angolana, auxiliada com o apoio técnico e financeiro da República Popular da China, assume-se como a chave para uma nova fase do relacionamento entre os dois países, lançada com a recente visita de Estado do Camarada Presidente José Eduardo dos Santos.

Na conclusão, a 13 de Junho de 2015, da visita de cinco dias à China, os governos dos dois países anunciaram que para apoiar os esforços de Angola, em prol da diversificação e desenvolvimento sustentável, foram assinados acordos de cooperação económica e técnica, no domínio da aviação civil e do sector financeiro, tendo sido ainda rubricada a acta da primeira comissão orientadora para a cooperação económica, técnica e comercial Angola/China.

De acordo com o Comunicado Final, Angola e China concordaram em “encorajar as empresas a alargar a cooperação às áreas da indústria, agricultura, pescas, transporte, energia e telecomunicações, através de um entendimento pragmático, de vantagens recíprocas, susceptível de contribuir para a diversificação económica de Angola e para um maior crescimento da China”.

A China disponibilizou-se a ajudar Angola a estabelecer um centro piloto de tecnologia agrícola, tendo sido assinado um acordo específico, que prevê a construção de um centro de formação técnica e profissional para a formação de quadros.

Angola, como refere ainda o comunicado, “considerou que a China pode ser, também, um parceiro estratégico, no domínio da ciência, da tecnologia e da inovação”, como “no desenvolvimento de projectos de investigação, no apoio a centros de pesquisa e na criação de infra-estruturas de investigação de ponta”.

A queda do preço do petróleo teve, além de um impacto profundo na economia e contas públicas angolanas, um impacto particular na relação com a China, que é o maior cliente do principal produto de exportação angolano.

O país foi surpreendido pela forte descida do preço do barril de crude, de que depende para as suas exportações e receitas públicas, tornando-se ainda mais urgente a diversificação da economia.

Nas várias intervenções, durante a visita, o Camarada Presidente José Eduardo dos Santos manifestou o interesse de Angola, de continuar a manter uma relação privilegiada com a China, realizando acções conjuntas no domínio das infra-estruturas básicas e económicas.

Entre os projectos para os quais Angola pretende financiamento está uma central hidroeléctrica, contracto atribuído à construtora China Gezhouba Construction Group Corporation, que conta já com um financiamento do estatal Banco Industrial e Comercial da China (ICBC).

O ministro das Relações Exteriores de Angola, camarada George Chicoty, afirmou que Angola pretende financiamento para projectos prioritários, nos domínios financeiro, do ensino superior, da energia e agricultura.

Na China, o mais alto mandatário da Nação angolana, Camarada Presidente José Eduardo dos Santos, reuniu-se com o seu homólogo, Xi Jinping, visitou a Zona Económica Tecnológica de Tianjin e encontrou-se com vários grupos empresariais chineses.

A China é a segunda economia mais desenvolvida do Mundo, depois dos Estados Unidos da América.

PortalMPLA/EA/AB

Foto: Angop

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