Cabinda : Discurso da Vice-Presidente na Universidade 11 de Novembro

 Vice-Presidente profere oração de sapiência sobre o 11 de Novembro

PortalMPLA, 8 NOVEMBRO 19 ( 6ª FEIRA)- Discurso da Vice-Presidente do MPLA, Camarada Luisa Damião na Universidade 11 de Novembro por ocasião da 3ª jornada realizada nesta província.

Sua Excelência Profª. Doutora Maria do Rosário Bragança Sambo,Ministra do Ensino Superior Ciência, Tecnologia e Inovação;

Camarada Paulo Pombolo, Secretário Geral do MPLA;

Distintos Membros da Delegação que me acompanha nesta visita a Província de Cabinda;

Camarada Marcos Alexandre Nhunga, Membro do Bureau Político do Comité Central do MPLA, 1º Secretário do Partido e Governador Provincial de Cabinda;

Professor Doutor João Fernando Manuel, Magnifico Reitor da Universidade 11 de Novembro;

Distintos Decanos das Faculdades Públicas e Privadas;

Estimados docentes e Discentes.

Muito bom dia. Em nome da Direcção do MPLA estamos profundamente agradecidos pela vossa calorosa recepção e presença.

Nesta ocasião, permitam-me expressar os nossos reiterados agradecimentos ao Magnifico Reitor, aos excelentíssimos decanos das distintas instituições do ensino superior e toda a comunidade estudantil por nos acolherem neste espaço de excelência onde reside a nobreza do saber, baptizada por 11 de Novembro, data da proclamação da nossa soberania e unidade nacional, a Independência Nacional que será celebrada dentro 4 dias.

O ensino superior em Angola é inquestionavelmente uma conquista da Independência Nacional, proclamada em 1975, que representou um sublime momento de viragem a partir do qual, são lançados os pilares para a edificação de um novo sistema de educação e ensino que proporcionou maiores oportunidades de acesso aos cidadãos angolanos, oriundos de todas as classes sociais.

Apesar de que, no continente africano, a Universidade ser uma instituição com raízes culturais antigas, onde claramente se notabiliza a primeira universidade que surgiu no Cairo, a Universidade de Al-Ahzar, em 988, antes de algumas universidades Europeias, tais como a de Bolonha (1088), Paris (1150), Oxford (1167) e Montpellier (1181).

É consensualmente consabido que a maioria das universidades existentes hoje em África, emergem do período pós-independência e está no centro da preocupação das lideranças africanas.

Elas, “as universidades” constituem no nosso entender, uma das chaves para afirmação da inteligência africana, para a promoção da ciência, da tecnologia e da cultura, contribuindo radicalmente para o desenvolvimento económico e sustentável do continente, onde Angola é parte integrante.

Desde logo, razão mais do que evidente, da aposta do Executivo liderado pelo Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, não apenas na sua expansão mas sobretudo dotá-la de qualidade necessária e a sua convocação para o desenvolvimento do país.

Excelências;

No quadro da III Jornada Política que a Direcção do MPLA realiza na Província de Cabinda, nos é dada a oportunidade, o privilégio do honroso e imprescindível encontro, com a elite do saber que compõem a comunidade académica em Cabinda, proferindo a oração de sapiência que é uma tradição no mundo académico.

Para a prossecução dos grandes objectivos nacionais, mormente as grandes reformas que o Camarada Presidente da República João Manuel Gonçalves Lourenço tem estado a introduzir nos diversos sectores da vida nacional, para que cada cidadão angolano tenha oportunidades iguais para que desenvolva e evidencie o seu talento.

O MPLA considera fundamental a intervenção da universidade como um dos pilares da formação do capital humano e do desenvolvimento sustentável do País, sendo este o cerne da nossa comunicação que auguramos ser bastante interactiva e reflexiva nesta manhã.

A propósito o termo Universidade, tem sido objecto de diversa conceptualização, começamos por referir a concepção de Cerqueira (2003), que defende uma ideia de Universidade em que, por um lado, o conhecimento produzido é socializado, sem se reduzir à sua mera reprodução por parte do estudante, e, por outro, a investigação, enquanto acto ao construir o conhecimento novo, tem em vista o seu benefício social, buscando e sugerindo caminhos de transformação para a sociedade.

Nesta perspectiva se evidencia a centralidade do conhecimento, e claramente delineadas as três funções nucleares da Universidade, nomeadamente: a investigação, ou seja “o conhecimento produzido”; o ensino, isto é, a “socialização” do conhecimento no seio da academia; e a extensão, que traduz o “benefício social” das universidades, através das diversas formas de interacção com a sociedade, designadamente a prestação de serviços diversificados.

Há aqui como podem perceber, a tríplice hélice e destaco precisamente a necessidade da universidade no actual contexto do País, ter uma intervenção mais activa e proactiva em relação ao desenvolvimento do País, dito de outro modo, seja um verdadeiro player não apenas na formação do capital humano ou na investigação, mas sobretudo, utilizar essa força poderosíssima para o desenvolvimento do País.

Pretendo assinalar e reforçar a necessidade do estabelecimento de um diálogo inteligente e de liderança com a sociedade, Estado, Governo e as comunidades. Não há desenvolvimento qualitativo e sustentável, sem o concurso do conhecimento, das ideais, da inovação, da pesquisa, em suma, do saber científico sobre os fenómenos, num mundo complexo em que, todos os dias, somos desafiados a encontrar soluções para os problemas que o contexto nos coloca.

A governação do país depende do capital humano; estes formam-se através da educação; a educação que é assegurada, principalmente, pela universidade.

Neste particular, importa retomar o que disse na nossa comunicação na Província do Huambo, com os académicos e eu cito: A ideia da Universidade como instituição imprescindível para o desenvolvimento das nações e dos povos, radica do facto de esta ser a Instituição suprema do saber.

Se na Universidade produzem-se saberes, os saberes produzidos pela Universidade devem ter como foco principal, o desenvolvimento do país, nos mais variados níveis.

Acreditamos, por isso, que essa deve ser a função primordial da Universidade. Entretanto, para que a Universidade construa saberes que possam contribuir para o desenvolvimento, do país, quer económico, quer social também é crucial que os recursos humanos que compõem as nossas universidades tenham uma formação sólida, cientificamente edificada e comprometida com os desígnios da Pátria.

Estamos cônscios de que existem dificuldades e tudo está a ser feito pelo Executivo angolano, com o concurso das instituições do ensino superior para que se proporcionem as melhores condições e recursos para a investigação, a formação contínua dos docentes, com formação nos níveis de mestrado, doutoramento e formações específicas, assim como o desenvolvimento de infra-estruturas e serviços académicos que facilitem um melhor desempenho da universidade.

A província de Cabinda dispõe de instituições de ensino superior público e privado. O ensino público com a Universidade 11 de Novembro e o ensino privado, que conta com a Universidade Lusíadas de Angola e o Instituto Politécnico de Cabinda (ISPCAB).

Ambos os subsistemas de ensino tornam a província num espaço de excelência em termos de saber, o que representa um potencial enorme, que deve ser colocado a favor do desenvolvimento da Província, da região e do País.

O ensino superior em Cabinda, apesar das dificuldades com que se debate, tem estado a formar quadros que dão cartas nas instituições e vão se destacando no mundo do saber. Estão por isso, criadas algumas condições para que a universidade em Cabinda possa liderar e aprimorar o exercício das suas funções de pesquisa, ensino e extensão, promovendo em diálogo com a sociedade, traduzidos numa perspectiva estratégica e sustentável.

É ainda imperioso que a universidade nesta região, sem prejuízo da sua especificidade institucional, assuma, consequentemente, no desempenho das suas funções, o imperativo da intervenção social.

Caros Docentes e Discentes;

Nesta fase final do ano lectivo auguro um bom exercício académico ao corpo docente que desempenha com brio e determinação a sua missão, alicerçadas não só em conhecimentos, saberes e fazeres, mas também nas dimensões interpessoais e vivências de cunho afectivo, valorativo e ético, que não se esgota apenas na dimensão técnica, mas na formação integral do homem.

Rendemos a nossa singela homenagem pelo vosso nobre papel. Aos estudantes que ao longo deste ano, dedicaram-se não medindo sacrifícios para aprendizagem dos conhecimentos, desejamos muitos êxitos. O futuro é vosso.

Muito obrigado pela vossa especial atenção.

/www.mpla.ao

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