Camarada Presidente: “O MPLA deve continuar a defender, com firmeza, a paz”

“Deveremos estudar, com muita seriedade, como será construída a transição. Na minha opinião, é conveniente escolher o candidato a Presidente da República, que é uma competência do Comité Central, nos termos dos Estatutos, antes da eleição do Presidente do Partido, no 7º Congresso Ordinário”.

 

Luanda, 20 OUTUBRO 15 (3ª FEIRA) – “Um tema, que vai requerer uma profunda reflexão, é a selecção de candidatos aos cargos de direcção e a sua posterior eleição, incluindo ao cargo de Presidente do Partido e ao de candidato à eleição a Presidente da República.

Em certos círculos restritos, era quase dado adquirido que o Presidente da República não levaria o seu mandato até ao fim, mas é evidente que não é sensato encarar esta opção, nas circunstâncias actuais.

Penso, entretanto, que deveremos estudar, com muita seriedade, como será construída a transição. Na minha opinião, é conveniente escolher o candidato a Presidente da República, que é uma competência do Comité Central, nos termos dos Estatutos, antes da eleição do Presidente do Partido, no 7º Congresso Ordinário.

O estudo das soluções a equacionar devem servir para reafirmar o carácter democrático do nosso Partido e consolidar o regime democrático da República de Angola.

O MPLA é o maior, o mais organizado, o mais capaz e o mais sólido dos partidos existentes em Angola. Tem sabido encarar e vencer todos os desafios. Deverá apoiar os órgãos do Estado competentes, em todas as suas acções preventivas, para preservar a paz, a estabilidade e a unidade nacional.

Não se deve permitir que o povo angolano seja submetido a mais uma situação dramática, como a que viveu em 27 de Maio de 1977, por causa de um golpe de Estado.

Quem quer alcançar o cargo de Presidente da República e formar Governo, que crie, se não tiver, o seu partido político, nos termos da Constituição e da lei e se candidate às eleições.

Quem escolhe a via da força, para tomar o poder ou usar, para tal, meios anticonstitucionais não é democrata. É tirano ou ditador. Foram acusar o MPLA e os seus militantes de intolerantes, mas a mentira tem pernas curtas.

Hoje, sabe-se onde estão os intolerantes. Nem precisamos de dizer os seus nomes. Alguns escondem-se atrás dos outros.

O MPLA deve continuar a defender, com firmeza, a paz, a unidade nacional e a construção de uma sociedade de bem-estar, progresso social e harmonia”.

In discurso de abertura

da 3ª Reunião Extraordinária do CC do MPLA – Luanda, 02.07.15

PortalMPLA/Sede Nacional do Partido

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