Discurso da VP na Sessão de Abertura da 7ª Reunião Ordinária do Comité Nacional da OMA.

PortalMPLA, 30 NOVEMBRO 19 (SÁBADO) – Discurso da Vice-Presidente do MPLA, Camarada Luísa Damião, na Sessão de Abertura da 7ª Reunião Ordinária do Comité Nacional da OMA.

Eis o discurso:

"Camarada Luzia Inglês Van-dúnem, Secretária Geral da OMA – Organização da Mulher Angolana;

Camaradas Membros do Secretariado Executivo Nacional da OMA;

Camaradas Membros do Comité Nacional da OMA;

Permitam-me em nome do Camarada João Lourenço, Presidente do MPLA expressar as saudações da Direcção do Partido, a todas as mulheres angolanas, militantes, simpatizantes e amigas da gloriosa e histórica Organização da Mulher Angolana, aqui bem representada.

Bom dia a todas.

É com subida honra, que tomo a palavra para proferir a intervenção de abertura desta VII Reunião Ordinária, com um sentimento de muita emoção e responsabilidade pela grandeza e importância que a OMA representa na sociedade angolana, fruto da passagem de testemunho das mulheres heroínas que se bateram com o sentido patriótico, lado a lado com os homens, na luta de libertação Nacional e das principais conquistas do nosso País.

Pela primeira vez, desde que fui eleita, para o cargo de Vice-Presidente do MPLA tenho a elevada honra e humildade pessoal, mas com justificado orgulho de mulher de dirigir-me aos membros do Comité Nacional desta organização que foi para mim uma grande escola forjadora de valores patrióticos, de princípios solidários, do exercício de uma cidadania plena e participativa e do fortalecimento da democracia.

É um verdadeiro momento cheio de emoção que divido com todas as mulheres de Cabinda ao Cunene que acreditam na força e vitalidade desta Organização que não mede esforços para com determinação, desempenho e dedicação continuar a educar e sensibilizar as mulheres para os ideais políticos do MPLA, promover a sua participação nos órgãos de decisão e no fortalecimento da democracia e desenvolvimento do nosso país.

Não é por acaso que palavras como vida, alma, esperança, coragem, sinceridade, dedicação, e determinação pertencem na língua portuguesa ao género feminino.

Desde logo são de facto as mulheres, que constituem mais de metade da população angolana, que dão a vida, que se entregam de corpo e alma, com muita esperança, coragem, sinceridade, dedicação, determinação e resiliência para encontrar soluções para os inúmeros problemas que afligem a nossa sociedade angolana.

CAMARADAS MEMBROS DO COMITÉ NACIONAL

Esta reunião tem lugar, cinco meses depois da realização do VII Congresso Extraordinário do nosso Partido que procedeu ao alargamento do seu Comité Central em que as mulheres tiveram uma importante conquista ao alcançar 42,53%, numa prova clara e evidente da importância que o nosso Partido confere a Organização da Mulher angolana e ao papel das mulheres de forma geral.

Neste sentido a OMA deve continuar a galvanizar as suas estruturas na contínua identificação de soluções para os inúmeros problemas das mulheres, nomeadamente no resgate dos valores patrióticos, éticos, morais, cívicos e culturais.

A OMA deve continuar a assumir cada vez mais maior protagonismo na sociedade e desenvolver iniciativas que estimulem a participação das mulheres nos grandes desafios que temos pela frente. Felicitamos a iniciativa inovadora da campanha de plantação de árvores em todo o país como um contributo para a afirmação e elevação da cultura de educação ambiental.

QUERIDAS CAMARADAS

Passados 44 anos desde a proclamação da independência nacional, apesar de várias adversidades e desafios que temos hoje, as mulheres registaram várias conquistas e continuam a participar activamente nos processos de transformação política, económica e social do nosso País. Neste particular a OMA teve sempre um papel fundamental.

Congratulamo-nos com o trabalho desenvolvido pela OMA no âmbito do resgate dos valores patrióticos, cívicos, morais, éticos e culturais.

Destacamos também o esforço que está a ser feito na senda da promoção e desenvolvimento da Mulher, traduzido na presença de mais mulheres nos órgãos de tomada de decisão no poder legislativo, executivo e judicial.

Destaque aqui para um dos membros do Comité Nacional da OMA que foi nomeada para desempenhar o cargo de Ministra de Estado para a área social a quem desejamos votos de bom trabalho no cumprimento desta missão.

Uma palavra de apreço a uma jovem mulher a quem foi confiada a pasta das finanças fruto da sua competência e meritocracia a quem desejamos os melhores êxitos.

Uma felicitação extensiva às mulheres que mereceram a confiança para integrarem o Comité Central, o Bureau político, a direcção do grupo parlamentar do MPLA, na diplomacia e outras que tomaram os seus assentos no Parlamento.

A todas, votos de bom trabalho.

Orgulha-nos ver líderes nas instituições do Estado, de ensino superior e geral, nas organizações da sociedade civil, empreendedoras, e nas universidades com funções relevantes na administração central e local do Estado até empreendedoras do sector informal.

Estamos conscientes de que, há ainda um caminho a percorrer para as mulheres que vão vencendo, pouco a pouco, a luta para que tenham mais presenças e qualitativa intervenção nos espaços e processos de tomada de decisão nas instituições não por serem a maioria, mas pela competência e meritocracia.

A mulher angolana é batalhadora por excelência e na actual conjuntura têm uma palavra a dizer nas instituições, na sociedade e nas famílias, tendo em conta o desenvolvimento socio-económico, do desenvolvimento da ciência e tecnologia.

Reparem nos nossos campos agrícolas. São as mulheres que verão a semear e a colher as culturas. Reparem nos nossos mercados.

São mulheres que verão a comprar , mas também são mulheres a vender os produtos.

Reparem nas mulheres zungueiras que, diariamente lutam para o sustento das suas famílias.

Reparem nas mulheres que estão a liderar as pequenas empresas que são potenciais geradores de empregos e por essa via contribuem para o desenvolvimento do nosso País.

As mulheres são realmente verdadeiros agentes da mudança e os motores que podem ajudar a dinamizar e guindar a nossa economia.

No entanto, a importância das suas contribuições devem ser maximizadas e neste desiderato, a OMA tem a grande responsabilidade de assegurar a voz da mulher angolana e a contínua defesa dos direitos das mulheres angolana, cujo objectivo é o de educar, mobilizar, alfabetizar as mulheres, prestar apoio na luta contra a violência doméstica, apostar na educação e promoção para a saúde, formação política e profissional, combate a fome e a pobreza, á aposta no empreendedorismo, na educação da jovem mulher e no uso correcto das novas tecnologias de informação e comunicação.

ESTIMADOS MEMBROS DO COMITÉ NACIONAL;

A Organização da Mulher Angolana tem de continuar a liderar e reforçar cada vez mais, a sua luta e protecção da mulher zungueira, da mulher Quitandeira, das empregadas domésticas e da mulher rural, da mulher desportista e do mundo das artes, da mulher estudante, olhando às suas necessidades mais prementes e para as políticas públicas que visam a resolução dos principais problemas que afectam a mulher angolana.

Temos de continuar a potenciar os nossos centros de aconselhamento com especialistas e reforçar a cultura jurídica das mulheres.

Hoje temos mulheres bem formadas nas ciências sociais em particular nas opções de Sociologia, psicologia, direito, assistência social, para além de outras áreas que devem ser mobilizadas para o reforço do trabalho dos centros de aconselhamento e formação das mulheres em vários domínios.

Hoje assistimos a situações de conflitos e violência na sociedade angolana que são reflexos, dentre outros, de hábitos e costumes alheios à nossa cultura e por outro lado, resultantes do fraco papel da família que é sem dúvidas, o pilar imprescindível da estabilidade e moralização da sociedade. A mulher angolana é parte da solução da estabilidade da família e da moralização da sociedade a julgar pelo seu papel.

O Camarada Presidente João Lourenço, por ocasião do dia internacional da mulher disse e eu cito: “Mantenho a convicção de que a força da mulher angolana continuará a ser decisiva na árdua e longa batalha pelo resgate dos valores cívicos e morais e na luta sem tréguas contra as injustiças sociais e a discriminação”.

ESTIMADAS CAMARADAS

É nosso entendimento que os membros do Comité Nacional devem ser as primeiras a observar a fidelidade aos princípios e valores orientadores do MPLA e da OMA e estar comprometidas e disponíveis para o trabalho político e social. Devem ser exemplares e estar mais vinculadas as secções de base, mediante a realização de tarefas permanentes e um maior dialogo e proximidade com as militantes, amigas e simpatizantes da OMA e as mulheres em geral.

É urgente e necessária uma forte inserção na sociedade para sentir o pulsar dos problemas e expectativas das mulheres com vista a poder corresponder aos seus anseios e aspirações. São enormes os desafios que temos para o presente e para o futuro.

Devemos preparar as mulheres para os processos eleitorais onde devem participar não só como eleitoras mas também como candidatas o que requere uma boa preparação e formação.

QUERIDAS CAMARADAS

Esta reunião para além dos assuntos sobre a vida interna, introduz para a reflexão do Comité Nacional dois temas muito importantes, nomeadamente, a Segurança Alimentar e Nutricional e a Protecção e acesso as Infra-estruturas Sustentáveis às Mulheres.

Os referidos temas enriquecem a VII reunião e demonstra claramente o sentido de preocupação e pertinente leitura da OMA, em relação a estas questões. Recomendamos que as grandes ideias que resultarem do debate sejam postas em prática para o bem das nossas comunidades.

O Secretariado Executivo Nacional da OMA inscreveu no plano de eventos do Partido para 2020 o lançamento do processo de preparação e realização do seu VII Congresso Ordinário.

Temos de começar desde agora a unir sinergias e inteligências para reflectirmos sobre as seguintes questões:

Que estratégias inovadoras pretendemos adoptar para este Congresso? Quais são as linhas de força e que prioridades devemos estabelecer para corresponder as expectativas das mulheres?

Temos que começar a pensar nas respostas a estas questões.

Finalmente, auguro que os temas agendados para a VII Reunião Ordinária contribuam para o reforço da vida interna, gerem novas ideias, inspirem e mobilizem todas dirigentes, quadros e militantes da organização de Cabinda ao Cunene para os ingentes desafios que temos, com os olhos postos no desenvolvimento do País, na estabilidade e unidade da família angolana e nos desafios políticos eleitorais.

Com estas palavras declaro aberta a VII reunião ordinária do Comité Nacional da OMA.

Muito obrigada pela vossa especial atenção."

/Foto:DG

/www.mpla.ao

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