Evento: MPLA proclamou a Independência de Angola há 39 anos

O saudoso Camarada Presidente Agostinho Neto discursou (11.11.1975), às zero horas, na Praça da Independência, em Luanda, em nome do povo angolano.

  

Luanda, 11 NOVEMBRO 14 (3ª FEIRA) – O calendário assinala, nesta terça-feira, dia 11 de Novembro de 2014, 39 anos da Independência Nacional de Angola, proclamada pelo Comité Central do MPLA, em nome do povo angolano, na voz do saudoso Camarada Presidente Agostinho Neto, após 14 anos de luta armada de libertação, contra o colonialismo português.

A cerimónia da proclamação da Independência Nacional de Angola teve lugar na actual Praça da Independência, na cidade de Luanda, onde foi instalada uma tribuna, a partir da qual o então Presidente do MPLA, Camarada António Agostinho Neto, o Fundador da Nação Angolana, fez o discurso oficial.

Os princípios que nortearam o MPLA, na recuperação da dignidade dos angolanos, o desejo de liberdade e de independência, são premissas constantes da sua longa trajectória. A longa luta do povo angolano, contra o colonialismo, contra o imperialismo e contra os seus lacaios internos e externos, terminará sempre em vitória, exigindo muitos sacrifícios.

A Independência, proclamada na então Praça 1º de Maio e presenciada por milhares de angolanos, foi alcançada fruto de uma luta armada iniciada a quatro de Fevereiro de 1961, depois de, em 10 de Dezembro de 1956, várias formações políticas de intelectuais angolanos se terem unido num amplo Movimento Popular de Libertação de Angola, que viria a chamar-se MPLA.

Naqueles anos da década 50, o MPLA concebeu um Manifesto, cujo objectivo essencial definia que Angola não conseguiria libertar-se do colonialismo sem luta, dada a intransigência da então potência colonizadora.

Na década de 60, nomeadamente a quatro de Fevereiro de 1961, eclodiu a Luta Armada de Libertação Nacional, marcada por assaltos às principais cadeias de Luanda, onde alguns dirigentes nacionalistas encontravam-se encarcerados.

Com o desenvolvimento do processo e devido a ajuda internacional às forças nacionalistas angolanas, a luta pela independência nacional alastrou-se por todo o território nacional, dando início a um conflito que duraria mais de uma década.

Com o golpe de Estado ocorrido em Portugal, a 25 de Abril de 1974, influenciado pelas lutas de libertação, desencadeadas em todas as ex-colónias portuguesas, assistiu-se à derrocada do sistema colonial português.

A 10 de Janeiro de 1975, teve início em Alvor, Algarve (Portugal), uma Cimeira, em que participaram o Governo português e os três movimentos angolanos. A 15 do mesmo mês, foram assinados os Acordos de Alvor, que determinavam o dia da independência, marcada para 11 de Novembro de 1975 e a constituição de um Governo de Transição, composto por representantes dos três movimentos de libertação.

No dia 31 de Janeiro de 1975, foi empossado o Governo de Transição, mas a situação agudizou-se, devido aos antagonismos existentes entre os movimentos de libertação, até que, a dois de Agosto de 1975, constatou-se o fracasso os Acordos de Alvor.

Angola entrava, então, num estado aberto de confrontação, caracterizada por agressões militares ao país, por parte dos exércitos regulares do então Zaíre, a norte e do regime racista da África do Sul, a sul.  

Foi neste ambiente de guerra que, a 11 de Novembro de 1975, o saudoso Camarada Agostinho Neto fundou a Nação angolana, tornando-se no primeiro Presidente da Angola independente. Estava constituída a República Popular de Angola.

A bandeira que hoje flutua por toda Angola, finalmente pacificada há 12 anos, é o símbolo da liberdade, fruto do sangue, do ardor, das lágrimas e do abnegado amor do povo angolano à sua terra amada.

PortalMPLA/AB

Veja todas as notícias