Higino Carneiro: “Ele não sabe quanto custa um quilómetro de estrada”

O governador da província de Luanda e 1º secretário do Comité Provincial do MPLA reagiu, quarta-feira (18), a declarações recentes do presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Adalberto Júnior, sobre as estradas em Angola. Na foto, uma das muitas novas estradas que rasgam o interior do país.

 

Luanda, 19 MAIO 16 (5ª FEIRA) – O governador da província de Luanda, camarada Higino Carneiro, primeiro-secretário do Comité Provincial de Luanda do MPLA, concedeu, quarta-feira (18), uma entrevista à Rádio Nacional de Angola, na qual reagiu a declarações do presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Adalberto Júnior, sobre a durabilidade das estradas de Angola e o investimento aplicado.

De recordar que Higino Carneiro já exerceu o cargo de ministro das Obras Públicas e Urbanismo do Governo angolano, na fase crucial da reconstrução total de Angola, então destruída por uma guerra imposta e cruel de 27 anos.

Higino Carneiro: O Adalberto viveu no estrangeiro. Fugiu daqui, de Angola, há muitos anos. Aliás, lembro-me que eu o encontrei pela primeira vez e o conheci na Itália, onde fui discutir, no Parlamento italiano, um financiamento, para a digitalização das comunicações no Cuanza-Sul. E ele estava lá a procurar impedir esse desenvolvimento. Portanto, ele tem muito pouco a falar sobre Angola. Ele não sabe quanto custa um quilómetro de estrada. Ele não tem noção.

RNA: Quanto é que custa, já agora, senhor governador?

HC: O nosso quilómetro de estrada varia de500 a800 mil dólares. E na Europa, onde ele viveu, custa cinco milhões de euros o quilómetro. Se nós fôssemos a praticar aquilo que são os custos reais, para fazer obras de grande envergadura e de maior durabilidade, não tínhamos orçamento para suportar esses custos. E nós temos trabalhado no limite da nossa capacidade, naquilo que queremos. Por outro lado, no período colonial as estradas tinham a capacidade, apenas, para suportar sete a nove toneladas…

RNA: Essas alegações, de Adalberto da Costa Júnior, não fazem sentido?

HC: Não. Não fazem sentido. São infundadas. Ele está mais preocupado em fazer propaganda eleitoral, porque precisa de ganhar espaço. E devo dizer mais: Ele falava, por exemplo, das dificuldades dos hospitais, das mortes, dos cemitérios, enquanto o Governo estava preocupado em tratar de impedir que houvesse mortes. Ele estava preocupado em contar quantos morriam, quantos eram enterrados, para ir fazer propaganda contra o Governo. Vejam o sentimento humano desse tipo de deputado, que está aí. Para mim, eu o desvalorizo, completamente.

(Na foto, uma das muitas novas estradas que rasgam o interior de Angola). PortalMPLA/AB    

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