II REUNIÃO DO COMITÉ NACIONAL DA OMA: Discurso de Abertura do Vice-Presidente do MPLA, Camarada João Lourenço
Luanda, 13.10.16- (Quinta-Feira)
Camarada Luzia Inglês, Secretária Geral da OMA,
Distintos membros do Comité Nacional da OMA,
Estimados convidados,
Minhas Senhoras, Meus Senhores,
Agradeço a honra e oportunidade que me concedem para presidir a sessão de abertura desta II Reunião do Comité Nacional da OMA, que se realiza pouco tempo depois do VII Congresso do MPLA, e que vai tratar de importantes assuntos da vida da organização.
Ao longo dos anos, a OMA afirmou-se como a maior organização feminina angolana e aquela com maior história e tradição de luta na defesa dos interesses da mulher angolana, pela sua emancipação e igualdade de direitos. Sua trajectória remonta aos anos da luta de Libertação Nacional contra o colonialismo português, quando nas matas dos Dembos e de Nambuangongo, nas densas florestas do maiombe em Cabinda, ou nas chanas do leste de Angola, combateram de armas na mão lado a lado com seus companheiros de luta, por uma Angola livre da opressão, da escravatura e da humilhação, por uma Angola Independente.
Como consequência da vossa luta, a mulher angolana ganhou por mérito próprio, seu espaço na sociedade angolana, tem garantida a igualdade de direitos consagrados na Constituição, o acesso à educação, ao emprego, ao desempenho de importantes funções nas instituições do poder e outros de relevante importância na nossa sociedade.
A mulher angolana hoje se destaca nas áreas do saber, na gestão de importantes empresas públicas e privadas, constituem já uma maioria do universo de estudantes de praticamente todos os estabelecimentos de ensino superior, a mulher angolana destaca-se também no desporto de competição tendo conquistado ao longo de anos sucessivos o titulo de campeãs africanas em modalidades como o andebol e o basquetebol, para citar apenas algumas.
A mulher angolana é por excelência lutadora e por isso mesmo vencedora, conquistando palmo a palmo o espaço que por direito lhe está reservado. Em termos de participação da mulher angolana nos principais órgãos de decisão política do país, nomeadamente o Executivo e o Parlamento, não estamos mal no quadro dos padrões africanos e da nossa região da SADC, no entanto reconhecemos haver mais degraus a subir pela mulher na escala do poder político.
É um processo que não se alcança apenas pelas quotas definidas pelas organizações regionais, continentais ou internacionais como a SADC, a União Africana ou as Nações Unidas, resulta sobretudo da vontade política dos poderes nacionais e da própria capacidade de a sociedade formar, educar e preparar líderes femininas. Neste aspecto, temos meio caminho andando, porque nosso Partido o MPLA é sensível e aberto à necessidade da promoção da mulher em cargos de chefia e maior participação nos órgãos de decisão política.
Nesta luta que não é apenas vossa, não estão sozinhas, o próprio desenvolvimento económico e social de nossos países assim o exige, é do interesse de todos que a mulher seja uma força de trabalho activa, participativa em todos os processos de transformação política, social, comunitária, científica e económica que se operem em nossos países.
Apreciamos o papel da OMA como pioneira destacada na luta contra o analfabetismo, na luta contra a violência doméstica não apenas contra o género, mas também contra a criança, quantas vezes violentada pelos próprios pais e outros familiares mais próximos.
Contamos com a OMA na luta que a sociedade angolana trava contra o tráfico e consumo de droga que destrói nossa juventude, contamos convosco na luta contra os crimes violentos sobretudo contra a mulher e que a todos envergonha. Contamos convosco na luta contra todo tipo de violência sexual, de abuso sexual de menores de ambos os sexos. A mutilação genital feminina é uma prática que começa a ser introduzida no nosso país de há algum tempo para cá.
À luz da nossa cultura, das nossas tradições, esta prática constitui crime contra a pessoa humana, contra a mulher pelas profundas marcas físicas e psicológicas que deixa para sempre, e como tal deve merecer nosso repúdio e ser enérgica e exemplarmente condenada. Temos a certeza que se trabalharmos todos juntos na defesa dos nossos valores culturais, conseguiremos vencer todas essas práticas que minam os alicerces da nossa sociedade.
Camaradas,
O Camarada Presidente José Eduardo dos Santos, na sua Moção de Estratégia aprovada no VII Congresso do Partido, defende que a OMA deve ser a grande defensora dos ideais e aspirações das mulheres e dedicar-se de forma permanente à identificação dos problemas, aspirações e expectativas da mulher angolana e participar activamente na formulação e implementação das respectivas soluções, seja a nível rural seja urbano ou na periferia das cidades, nomeadamente nos planos da formação e capacitação e do desenvolvimento do empreendedorismo da mulher rural e da que trabalha no sector informal da economia.
Uma atenção especial deve também ser prestada pela OMA às mulheres empresárias e aquelas que exercem funções de chefia e liderança nos vários domínios da sociedade, de modo a atraí-las para a causa do MPLA e tornar a OMA cada vez mais inserida em todos os segmentos da sociedade angolana.
Aproximam-se as eleições gerais que terão lugar no próximo ano. A mulher constitui a maioria da população angolana, portanto a maioria dos eleitores deste país. Estando a OMA inserida em praticamente todos os extractos da sociedade e em todo o território nacional, exortámo-la a se organizar na campanha de mobilização da mulher, em particular das nossas militantes, das jovens estudantes e trabalhadoras das cidades, da mulher do meio rural, para que façam a actualização do seu registo eleitoral e o registo para quem o fizer pela primeira vez.
As eleições ganham-se agora, cumprindo com o pressuposto número um, o de garantir que todos os nossos militantes e outros que não o sendo formalmente porque não têm cartão nem militam nos nossos CAP’s mas sabemos que vão votar no MPLA, estejam em condições de exercer o seu direito e dever cívico e patriótico de votar a favor do nosso Partido e do nosso candidato à Presidente da República.
Sabemos que esta reunião do Comité Nacional vai entre outros, aprovar o Plano de Actividades fundamentais da Organização para o próximo ano.
Se me permitem a ousadia de me intrometer na vossa actividade, gostaria de dizer que tal como o Partido, também a OMA e a JMPLA a partir de agora só têm uma tarefa, um objectivo; ”Preparar-nos para disputar e vencer de forma convincente as eleições gerais de 2017”. Tudo o que fizermos daqui para frente, tem de ter em conta a necessidade de alcançar com bons resultados este objectivo.
Reitero os votos de sucesso nos trabalhos desta II Reunião do Comité Nacional da OMA, na certeza de que o Partido pode continuar a contar com vossa capacidade de organização e de mobilização permanente de novos membros, para engrossar as fileiras da Organização e consequentemente as do Partido.
VIVA A OMA
VIVA A MULHER ANGOLANA
VIVA O CAMARADA PRESIDENTE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS
VIVA O MPLA.
PortalMPLA/Sede Nacional do Partido