JOÃO LOURENÇO: “Coabitação” com Presidente Dos Santos é falso problema

Em entrevista colectiva, 6ª feira (14), o candidato do MPLA disse que a expressão aplica-se quando os líderes são de partidos diferentes.

Luanda, 16 JULHO 17 (DOMINGO) - O candidato do MPLA a Presidente da República de Angola, Camarada João Lourenço, considerou, sexta-feira (14), em Luanda, de falso problema a questão da futura coabitação com o actual Chefe de Estado, Presidente José Eduardo dos Santos, depois de o Partido formar Governo, após a vitória eleitoral de 23 de Agosto próximo.

Em entrevista colectiva, na Sede Nacional do MPLA, a oito órgãos de comunicação social, entre públicos e privados, designadamente, agência ANGOP, Jornal de Angola, RNA, TPA, LAC, jornal O PAÍS, Rádio Mais e TV ZIMBO, João Lourenço anunciou que vai trabalhar em perfeita harmonia com o actual Chefe de Estado, que permanecerá como Presidente do Partido.

“No caso de Angola, não me parece que essa expressão seja correcta, na medida em que, quer o líder do Partido, quer, em princípio, o futuro Presidente, caso consigamos conquistar os corações dos angolanos, serão ambos do mesmo Partido, com a vantagem de ser um o Presidente e o outro, o vice-presidente do Partido. No caso, eu sou o vice-presidente do Partido. No entanto, esta questão, que, às vezes, é levantada parece-me ser um falso problema” - sustentou.

Em relação ao sistema político, disse ser imprudente falar sobre a alteração da Constituição da República de Angola e disse discordar de certa insinuação de que a actual carta magna foi feita a pensar exclusivamente no actual Presidente da República.

Quanto ao programa económico, João Lourenço reiterou a estratégia do MPLA, de combate à corrupção, da redução das assimetrias regionais e do aumento dos incentivos fiscais para o empresariado privado.

Ainda na entrevista, anunciou, para o mandato 2017-2022, a alienação, através do concurso público, de empresas públicas que não geram lucros, a favor do sector privado, no sentido de ser assegurada uma gestão eficiente.

Em relação à política externa, o candidato do MPLA deixou claro que a prioridade do um futuro Governo, suportado pelo MPLA, será enveredar por uma diplomacia económica.

PortalMPLA/AB

Fonte: Angop

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