LUANDA: VP considera “fundamental” trabalho da Igreja nos primórdios da luta de libertação

Visita efectuada no programa de comemorações do 44º aniversário da Independência

PortalMPLA, 14 NOVEMBRO 19, 5ª FEIRA (14) –Milhares de cidadãos aderiram a luta contra o regime colonial fruto do trabalho das Igrejas protestantes que perceberam a nobreza da causa da libertação dos angolanos, considerou, esta 5ª feira (14), a Vice-Presidente do MPLA, Camarada Luísa Damião.

A dirigente teceu esta consideração durante a visita que efectuou a Igreja Metodista Unida de Luanda, inserida no programa de comemorações do 44º aniversário da Independência Nacional.

Luísa Damião primeiramente manteve um encontro em privado com o Reverendíssimo Bispo da Igreja, Gaspar Domingos e de seguida iniciou o périplo acompanhada pelo Secretário-Geral do MPLA, Camarada Paulo Pombolo e membros do Secretariado do Bureau Político .

Fizeram parte da delegação, os directores dos departamentos e gabinetes do Comité Central do MPLA, que visitaram a Emissora Metodista da Rádio Kairós, onde a Vice-Presidente, participou em directo no programa dos jovens académicos que no momento estava a transmitir o propósito da visita.

Seguidamente, a dirigente visitou o Templo da Igreja, local que foi visitado pela primeira vez pelo Saudoso Presidente Agostinho Neto, após ter saído do exílio. Na ocasião recebeu informações sobre o contributo dos dirigentes do MPLA que marcaram a história de Angola e da Igreja, no processo da luta de Libertação Nacional contra o jugo colonial.

O programa incluiu a visita aos departamentos da universidade, em que percorreu a reitoria, a biblioteca, sala de aulas e ao laboratório informático com o nome do nacionalista angolano Mendes de Carvalho “Uanhenga Xitu”, facto que chamou à atenção dos presentes.

Para finalizar, a Camarada Vice-Presidente manteve um encontro interactivo com a comunidade académica, onde defendeu na sua oração de sapiência que, a Igreja acompanhou o processo do surgimento da consciência nacionalista, assumindo o papel de formação de quadros, com o propósito de criar homens e mulheres livres da colonização.

Luísa Damião relembrou que o papel interventivo da igreja no , resgate da identidade e dos valores da cultura angolana, fez com que as Igrejas protestantes por retaliação, pagassem “um preço duro porque o sistema colonial português fechou os templos, transformando-os em quartéis”.

Luísa Damião apontou os benefícios de libertação ao referir que passados 44 anos, “temos uma Angola soberana e independente, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade do seu povo, assente no propósito fundamental da construção de uma sociedade livre, justa, democrática solidária, de paz, igualdade e progresso social”.

LN/HT

Foto: DG

/www.mpla.ao

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