MEMÓRIAS: 1ª delegação oficial do MPLA chegou a Luanda há 42 anos

A comitiva libertadora foi chefiada (08.11.1974) pelo camarada Lúcio Lara, então membro do Bureau Político do Movimento Popular de Libertação de Angola.


Luanda, 08 NOVEMBRO 16 (3ª FEIRA) - O calendário assinala, nesta terça-feira (08), 42 anos da chegada oficial da primeira delegação oficial do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) a Luanda, chefiada pelo camarada Lúcio Lara.
Com a assinatura, às 17 horas e 30 minutos, do dia 21 de Outubro de 1974, nas chanas de Lunyameji, província do Moxico, do Acordo de Cessação de Hostilidades, entre o MPLA e o Governo português, iniciava-se o eclipse do sistema colonial e o fim da situação da administração de Angola por forças estrangeiras que, desde o final do século XV, determinou os destinos do país.
Esse acordo de oficialização de tréguas pôs termo a 13 anos de Luta Armada de Libertação Nacional, iniciada a quatro de Fevereiro de 1961. O documento foi rubricado, pelo MPLA, pelo saudoso Camarada Presidente Agostinho Neto e, pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) de Portugal, pelo comodoro Leonel Cardoso.
Com a assinatura desse acordo, o MPLA adquiriu, perante as autoridades coloniais, o estatuto de organização política legal.
É assim que, a oito de Novembro de 1974, chegou a Luanda a primeira delegação do MPLA, na foto, conduzida pelo camarada Lúcio Lara, então membro do Bureau Político e que integrava todas as componentes do Movimento: guerrilheiros e representantes das mulheres (OMA), da juventude (JMPLA), dos pioneiros (OPA) e da organização sindical (UNTA).
Os nacionalistas foram recebidos, no Aeroporto Internacional Craveiro Lopes (hoje 04 de Fevereiro), por uma imensa multidão, então nunca vista em Angola, empunhando bandeiras, dísticos, cartazes e fotografias, preparadas para o momento.
Logo após a sua chegada, a delegação seguiu para o bairro Rangel, onde inaugurou a Sede do MPLA em Luanda, cujas instalações foram cedidas pela senhora dona Amália, que era proprietária de armazéns na área.
No acto político que se seguiu, usaram da palavra os camaradas Lúcio Lara e Manuel Francisco Tuta “Batalha de Angola”. Em representação das delegações dos governos da Tanzânia e da Zâmbia, que acompanharam a comitiva angolana desde Lusaka, falou o senhor Suku ni Luanha.
Com a instalação da sua Sede na capital angolana, o MPLA começava, assim, com o apoio prestimoso das populações, um intenso trabalho de mobilização das massas populares, que eram vítimas de intimidação e de morte, por parte de algumas organizações reaccionárias, que se opunham à independência nacional de Angola.
PortalMPLA/AB
Foto: Carlos Guimarães

Veja todas as notícias