MEMÓRIAS: Proclamação das FAPLA ocorreu há 44 anos

O documento da constituição das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola, então braço armado do MPLA, foi assinado a um de Agosto de 1974.

PortalMPLA, 01 AGOSTO 18 (4ª FEIRA) – Completam-se, nesta quarta-feira (01), 44 anos sobre a data da proclamação das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), então instituição autónoma subordinada à Direcção Política do MPLA, integrando todas as forças militares, militarizadas e de defesa popular do Movimento, provenientes da guerrilha, iniciada em 1961.

Os testemunhos dos que viveram aquela época e as análises dos historiadores coincidem: a principal vitória do MPLA, na altura liderado pelo saudoso Camarada Presidente Agostinho Neto, nos meses de transição para a Independência Nacional de Angola, foi a proclamação das FAPLA, a um de Agosto de 1974, assinada por 32 comandantes de Coluna e 51 de Esquadrão.

Com essa tão inequívoca prova de lealdade à Direcção do MPLA, esta teve a legitimidade de realizar a Conferência Inter-Regional de Militantes, de 12 a 20 de Setembro de 1974, nas margens do Rio Lundoje, na província do Moxico, com importância comparável com a de um Congresso, porquanto já tinha poderes deliberativos.

A Conferência Inter-Regional de Militantes reviu e actualizou o Programa e os Estatutos do MPLA, ratificou a proclamação das FAPLA e aprovou uma nova estrutura de Direcção: um Comité Central, composto por 33 membros eleitos, dos quais foram escolhidos 10 membros para o Bureau Político.

Com a proclamação da Independência Nacional, em 11 de Novembro de 1975, as FAPLA transformaram-se no exército nacional, que soube, com bravura e dedicação ímpar, garantir a defesa do solo pátrio, a integridade territorial de Angola e assestar o maior golpe ao então regime racista sul-africano, na célebre Batalha do Cuito-Cuanavale, em 23 de Março de 1988.

Os dias de hoje, já na vigência das Forças Armadas Angolanas (FAA), exército moderno à altura dos tempos novos, testemunham que a experiência político-militar acumulada pelo MPLA, nos 14 anos da Luta de Libertação Nacional de Angola, contra o colonialismo português, não pode ser ignorada, para a salvaguarda das conquistas inalienáveis do povo angolano.

/AB

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