MPLA NO PARLAMENTO: 23 de Março, Dia da Libertação da África Austral

O Grupo Parlamentar do Partido votou favoravelmente, 5ª feira (09), com 121 votos. 

 

PortalMPLA, 15 AGOSTO 18 (4ª FEIRA) - A Assembleia Nacional adoptou o 23 de Março como o DIA DA LIBERTAÇÃO DA ÁFRICA AUSTRAL, em homenagem à vitória das FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola), então exército nacional único, sobre o exército da antiga África do Sul racista, na célebre Batalha do Cuito-Cuanavale, província do Cuando-Cubango, em 1988.

A sua aceitação ocorreu a nove de Agosto corrente, durante a 3ª Reunião Plenária Extraordinária, depois de ter sido aprovada com 121 votos favoráveis do MPLA e 56 contra da UNITA, da CASA-CE, do PRS e da FNLA, no quadro da Lei de Alteração à Lei dos Feriados Nacionais, Locais e Datas de Celebração Nacional.

Na Batalha do Cuito-Cuanavale, o hediondo regime do apartheid foi derrotado, vergado pela tenacidade e o heroísmo dos militares das FAPLA, ou seja, exclusivamente por angolanos, sob o alto comando do ex-Presidente da República de Angola e ex-Comandante-em-Chefe, Camarada José Eduardo dos Santos, o Arquitecto da Paz.

Os combates foram tão renhidos e a derrota foi tão esmagadora, que alguns dos soldados sul-africanos escreveram nas paredes das casas em que pernoitaram, já em território namibiano: “We came out from hell” ou, em português, “Viemos do inferno”.

A Batalha do Cuito Cuanavale foi o golpe final ao regime racista sul-africano, tendo, assim, contribuído, decisivamente, para acabar com o regime de apartheid, a libertação de Nelson Mandela e a implantação da democracia multipartidária e multirracial na África do Sul.

Mas, a Batalha do Cuito-Cuanavale teve, igualmente, um alcance inimaginável no quadro da resolução do conflito interno. É que, além do seu interesse em aniquilar os combatentes do ANC e da SWAPO, que tinham abrigo e solidariedade em Angola, o regime racista prosseguia, no País, dois outros objectivos, para os quais fez uso de forças satélites locais, designadamente a UNITA.

O primeiro, era impedir a edificação de um país progressista e economicamente independente, na proximidade das suas fronteiras e o segundo, era impedir qualquer concorrência no domínio dos corredores logísticos da região.

/AB

 

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