MULHER ANGOLANA 2019: Discurso da VP do MPLA no Acto Central

“EMPODERAR AS MULHERES É EMPODERAR A HUMANIDADE” – 02.03.19.

PortalMPLA, 02 MARÇO 19 (SÁBADO) – “Permitam-me, antes de tudo, caros camaradas, manifestar o sentimento de tristeza e de solidariedade do Camarada Presidente do MPLA às famílias que sofreram danos materiais, por causa das fortes chuvas que se registam um pouco por todo o País, nesta época chuvosa, em particular às cerca de duas mil e 500 famílias do Cuanza-Norte.

Apelamos às organizações da sociedade civil e às pessoas de bem, aprestarem o seu total apoio às famílias sinistradas, em consequência das chuvas.

Caros camaradas,

É com elevado sentido patriótico e imensa satisfação que agradeço o convite que me foi formulado pela Direcção da OMA, para presidir este acto comemorativo ao dia consagrado à mulher angolana, à qual transmitimos, a partir desta tribuna, um abraço caloroso do Camarada João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente do MPLA.

Igualmente, agradecemos a calorosa recepção, desde a nossa chegada e o elevado nível de mobilização neste acto comemorativo ao Dia da Mulher Angolana, nesta província que, tradicionalmente, nos brinda com cinco a zero, em cada eleição que se realiza, demonstrando que é, efectivamente, uma das praças-fortes do nosso glorioso MPLA.

E é com este ambiente de satisfação que endereço efusivas saudações e felicitações às militantes da OMA e a todas as mulheres ‘guerreiras’ desta Angola e, em particular, às mulheres do Cuanza-Norte, aqui presentes, desde professoras, médicas, engenheiras, governantes, gestoras, camponesas, zungueiras, jornalistas, religiosas, líderes tradicionais, empreendedoras e mulheres ligadas às diversas áreas do saber e de todos os estratos da sociedade, incluindo as jovens. A nossa história está repleta de exemplos de bravura, coragem e determinação.

O dois de Março de 1962 é um desses momentos marcantes e indeléveis que a nossa história regista, reconhece, honra e valoriza. A história do nosso País regista, nas suas páginas douradas, os nomes de vários heróis e heroínas.

Nesta ocasião, queremos render uma profunda e justa homenagem, em reconhecimento aos actos de abnegação, tenacidade e sacrifício, às camaradas Deolinda Rodrigues, Irene Cohen, Engrácia dos Santos, Teresa Afonso, Lucrécia Paim e, num passado longínquo, à Rainha Njinga Mbandi e outras mulheres anónimas que, com coragem e firmeza, derramaram o seu precioso sangue, pelos profundos anseios e aspirações do povo angolano e que hoje servem de inspiração às novas gerações.

Estimados camaradas,

Neste mês, comemora-se, igualmente, o 08 de Março, Dia Internacional da Mulher, que transporta para o tempo presente um património histórico de luta pelos direitos da mulher, luta contra todas as formas de descriminação, aspiração de justiça de várias gerações, o que veio a consagrar a igualdade política e jurídica das mulheres, pondo fim as concepções milenares que foram usadas pelos diversos sistemas políticos ao longo da história da humanidade e reformuladas pelo próprio sistema capitalista, a partir do Século XIX.

O dia oito de Março recorda-nos o trágico episódio que causou a morte de mulheres norte-americanas, vítimas de uma repressão brutal, em 1857, por reivindicarem melhores condições de trabalho.

Esta data está também associada à alemã Clara Zetkin, que propôs a criação do Dia Internacional da Mulher, na 2ª Conferência Internacional de Mulheres, realizada em 1910 em Copenhaga, na Dinamarca.

Março carrega consigo um significado histórico e simbólico. É, na verdade, um período do ano muito especial, quer em Angola, como a nível internacional. É um Marco que serve de reflexão e introspecção em todo o Mundo, acerca do papel da mulher na sociedade.

Este ano, o tema definido pelas Nações Unidas e que serve de mote às celebrações do Dia Internacional da Mulher é “pensemos em igualdade, construção das mudanças com inteligência e inovação”.

Um tema que está centrado nas formas inovadoras para a defesa da igualdade do género e empoderamento das mulheres, em especial aquelas relativas aos sistemas de protecção social, acesso aos serviços públicos e infra-estruturas sustentáveis.

Empoderar as mulheres é empoderar a humanidade. O empoderamento contribui para o crescimento económico, social e político. Entendemos que a inovação e a tecnologia trazem, seguramente, novas realidades e novos paradigmas, oportunidades sem precedentes para as mulheres desempenharem papéis activos na criação de sistemas mais inclusivos, serviços eficientes e infra-estruturas sustentáveis.

Nestes desafios, a Organização da Mulher Angolana deve estar na linha da frente, influenciando mudanças e mobilizando as mulheres, para a formação sistemática e funcional.

Apelo à OMA a que continuem a reforçar o seu papel na luta contra o analfabetismo, na promoção da formação político-ideológica e profissional, na educação para a saúde da mulher nas comunidades, no fortalecimento da cultura jurídica das mulheres e a incentivar o uso das novas tecnologias de informação e comunicação no seio das mulheres.

Permitam-me transmitir uma palavra de encorajamento à OMA - Organização da Mulher Angolana - a continuar na vanguarda da defesa da igualdade do género e do empoderamento da mulher e na construção das mudanças transformadoras e inovadoras, para o bem de toda a sociedade.

A OMA deve continuar a assumir um maior protagonismo na sociedade e consolidar o seu papel de vanguarda, na luta pela estabilidade das famílias e pela educação patriótica, sobretudo da jovem mulher, na defesa dos valores do civismo, da urbanidade e da sã convivência.

A OMA e seus parceiros deverão continuar a intensificar as suas acções de aconselhamento, educação e advocacia, a favor das mulheres em situação de vulnerabilidade, principalmente no que toca a saúde reprodutiva, na medida em que os dados demonstram que 20 por cento das mulheres com menos de 20 anos engravidam, algumas de forma precoce.

Preocupam-nos, igualmente, os casos de violência doméstica que vão acontecendo um pouco por todo o País, o que deve mobilizar as instituições do Estado e a sociedade civil, para que os seus actores sejam denunciados e levados à justiça.

Caros camaradas,

Na língua portuguesa e nas nossas línguas nacionais, a força, a sinceridade, a coragem, a esperança e a vida pertencem ao género feminino. E é com sinceridade que é bom lembrar de que a mulher é, a par do homem, a chave para o desenvolvimento sustentável do País, condição que lhe obriga a não prescindir de participar activamente nos processos de tomada de decisão, que lhe afectam e lhe dizem respeito.

Porém, estamos conscientes que vivemos numa sociedade onde, ainda, existem muitos preconceitos contra a mulher.

Uma das melhores ferramentas para vencer tais obstáculos está na competência, meritocracia, rigor e seriedade na forma como se realizam as tarefas em casa, na escola, no trabalho, na assunção das suas responsabilidades. Se é uma professora, será uma boa professora, se é uma médica, há-de ser uma excelente médica. E se for estudante, há-de ser, não apenas boa mas também uma distinta estudante, como é o caso de algumas mulheres que se destacam em diferentes ramos do saber.

De facto, o espaço da mulher está cada vez mais aberto e garantido. Hoje, as mulheres no nosso País e em algumas partes do Mundo começam a estar bem mais representadas nos diversos segmentos políticos, económicos e sociais.

Estimados camaradas,

Ilustres convidados,

O MPLA defende uma política que assegure uma afectiva emancipação e promoção da mulher, garantindo a igualdade de direitos e de oportunidade na educação e no emprego, bem como a sua participação na vida política, económica, social e cultural, como recomendam os instrumentos jurídicos nacionais e internacionais sobre a matéria.

Prova disto, o maior Partido do País tem na sua hierarquia uma mulher como vice-presidente, o que, seguramente, é uma conquista de todas as mulheres e tem prestado uma atenção especial à inclusão das mulheres nos órgãos de decisão, tendo definido uma cifra de 40 por cento.

Auguramos que as janelas de oportunidades continuem abertas para que mais mulheres sejam distintas e com mérito, em vários domínios da vida do nosso País.

Queridas camaradas,

Vivemos em Angola um momento histórico de reformas que nos impele à mudança radical de mentalidades, comportamentos e atitudes, melhorando o que está bem, corrigindo o que está mal, para o desenvolvimento do nosso País.

Ninguém melhor do que uma mãe, uma mulher, esposa, dona de casa, uma trabalhadora, e uma empreendedora é capaz de sentir e captar, com profundidade, o momento que o País vive.

Esta data comemora-se numa altura em que o Executivo, liderado pelo Camarada João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República, está determinado em melhorar as condições de vida dos angolanos.

A sociedade e as instituições caminham num processo irreversível de reformas políticas e económicas em curso, nomeadamente, na criação de condições para a diversificação da economia, na geração de empregos e, sobretudo, na moralização da sociedade angolana, com o combate à corrupção, ao nepotismo e à impunidade, bem como no resgate de valores éticos, cívicos e morais.

Nesta luta, os militantes do MPLA e das suas organizações sociais e associadas devem estar na linha da frente. Continuemos unidas e cerremos fileiras em torno do MPLA e do seu líder, o Camarada João Manuel Gonçalves Lourenço, que quis o destino que nascesse no dia cinco de Março, no mês dedicado às mulheres a quem, desde já, felicitamos antecipadamente e reiteramos o nosso incondicional apoio na sua marcha imparável na senda do desenvolvimento de Angola.

Estimadas camaradas,

Celebramos o Dia da Mulher Angolana sob o lema “mulher angolana: rumo ao desenvolvimento e bem-estar das famílias”.

A melhor forma de o fazermos é continuarmos a trabalhar para moralizar a nossa sociedade, com bons exemplos, comportamentos e atitudes, prestando especial atenção à jovem mulher e afirmando, cada vez mais, a nossa cidadania.

Isto não se faz com palavras mas com actos e com trabalho de todos nós. Por isso, não é uma luta do Executivo, mas um compromisso de toda a sociedade, em particular das mulheres angolanas que apoiam o Camarada Presidente João Lourenço, na correcção de algumas práticas nocivas ao desenvolvimento do País e ao bem-estar dos cidadãos.

Cada um de nós deve encarar a coisa pública como um bem colectivo, que deve ser bem cuidado e utilizado em benefício de todos.

Apesar das dificuldades e desafios ainda prevalecentes, os indicadores são animadores. Transmitem-nos a esperança de dias melhores e a certeza de que o povo angolano fará a travessia para outra margem da história.

Devemos interpretar correctamente os desafios do presente e apoiar o Presidente João Lourenço, na implementação de reformas que o País precisa e exige.

Continuemos a trabalhar no sentido de elevarmos o MPLA a ser um partido político cada vez mais sólido, comprometido com a paz, com a unidade e reconciliação nacional e com as suas responsabilidades perante o povo.

Realizaremos este ano o VII Congresso Extraordinário do MPLA, com o objectivo de adequar o funcionamento do Partido às exigências decorrentes da melhor concretização do programa de governação e dos novos desafios políticos, económicos, sociais e culturais.

Para o MPLA, 2019 é o ano da afirmação e da consolidação das grandes transformações nacionais, que devem assentar numa acção governativa rigorosa, transparente e patriótica, na séria aposta no sector social e na diversificação da nossa economia, visando o aumento da produção interna de bens e serviços e da geração de empregos.

Aproveito a ocasião para solicitar a todos os militantes, simpatizantes e amigos do Partido a contínua lealdade aos princípios e objectivos definidos pelo MPLA e o seu líder, no envolvimento e comprometimento patriótico, mantendo sempre a disciplina, como elemento primordial e catalisador para o alcance dos resultados preconizados.

Queridas camaradas,

Pela primeira vez, a institucionalização das autarquias locais sairão do texto constitucional, com a realização das primeiras Eleições Autárquicas, em 2020.

As mulheres não devem prescindir de apresentarem candidaturas, pois sabemos que reúnem o perfil exigido e a garra para a competição.

Neste sentido, incentivamos e apoiamos a OMA, na promoção de acções de sensibilização e formação das militantes e das mulheres em geral, para uma participação activa, quantitativa e qualitativa no processo de preparação das autarquias e para as próximas Eleições Gerais.

Contamos com a força e vitalidade das militantes, em particular e das mulheres em, geral, para levar o MPLA a vencer os desafios do presente e do futuro.

Convidamos a todas as mulheres para olharem para o futuro com confiança e continuarem a defender o direito de participarem, de forma activa, na tomada de decisões e no fortalecimento da democracia.

Inspiremo-nos no passado glorioso pleno de dedicação, desempenho e determinação das nossas heroínas, no presente desafiante que exige a conjugação de esforços de todos e no futuro que queremos promissor, na senda da prosperidade, do desenvolvimento e de oferecermos um bom país às novas gerações.

Auguro um feliz Março/Mulher e endereço um abraço forte a todas as mulheres de Angola, que contribuem, com o seu talento e saber, para o engrandecimento do nosso País.

Deus nos abençoe grandemente.

Muito obrigado pela vossa atenção.

VIVA A OMA!

VIVA A JMPLA!

VIVA O MPLA!

VIVA O CAMARADA PRESIDENTE JOÃO MANUEL GONÇALVES LOURENÇO!

MULHER ANGOLANA: RUMO AO DESENVOLVIMENTO E BEM-ESTAR DAS FAMILIAS

MPLA - MELHORAR O QUE ESTÁ BEM, CORRIGIR O QUE ESTÁ MAL

COM A FORÇA DO PASSADO E DO PRESENTE, CONSTRUAMOS UM FUTURO MELHOR;

A LUTA CONTINUA A VITÓRIA É CERTA.

Muito obrigada”.

/www.mpla.ao

/Foto: DG

Veja todas as notícias