Novos dissidentes no Cuanza-Sul: “Dissemos basta à UNITA”

Cidadãos disseram ter chegado “o momento para abrirmos uma nova página nas nossas vidas e filiarmo-nos, de livre vontade, ao partido MPLA”. Na foto, entrega do Cartão de Militante a novo membro.

 

Sumbe, 09 MAIO 16 (2ª FEIRA) – O cidadão Eduardo Vasconcelos é um dos muitos angolanos que militavam no partido da oposição UNITA e que decidiu integrar-se no MPLA, a força política do Governo angolano. Catraio Jacinto é outro, que seguiu o mesmo caminho, na ânsia de, com o seu trabalho, ajudar a garantir, como disse, “um futuro melhor e de bem-estar aos nossos filhos”.

“Dissemos basta à UNITA e entendemos, de livre vontade, nos filiarmos ao MPLA. As intrigas, a calúnia, as perseguições e a falta de seriedade fez com que nos filiássemos no partido maioritário e é aqui onde queremos dar o melhor de nós, depois de muitos anos de militância, sem reconhecimento e com falsas promessas” – sublinharam.

Os dois falaram, no início do mês, em cerimónias separadas de adesão ao Partido do coração do povo angolano, realizadas em dois municípios da província do Cuanza-Sul, litoral-centro de Angola, por sinal uma das que têm registado actos similares mais frequentes nos últimos tempos. 

“As razões que nos motivaram à tomada desta decisão, entre outras, prendem-se com a garantia de um futuro melhor e de bem-estar aos nossos filhos”. “Retiramo-nos da UNITA e filiamo-nos, voluntariamente, na grande família MPLA, partido que congrega todos os angolanos, de Cabinda ao Cunene, sob a liderança do Presidente José Eduardo dos Santos, o Arquitecto da Paz e da reconciliação nacional e pretendemos contribuir no desenvolvimento do país” – explicaram.

Segundo suas palavras, “para trás ficam as promessas feitas pela UNITA e tudo faremos para que possamos seguir os Estatutos e as orientações emanadas pelo partido a que agora passamos a pertencer”.

Eduardo Vasconcelos sublinhou que “queremos clareza, seriedade e reconhecimento dos feitos já alcançados e materializados pelo Programa do MPLA, factor que nos levou a nos rever nele e, neste sentido, apelamos a todos que ainda permanecem na UNITA que despertem”.

“Esta é uma decisão firme e irrevogável”, declarou, acrescentando que “efectuamos aqui o nosso juramento e cerramos fileiras em prol do MPLA e do Camarada Presidente José Eduardo dos Santos, pela forma como tem conduzido os destinos do país e do povo”.

Ao assinar por baixo o acima exposto, Catraio Jacinto disse que “os tempos mudam e os pensamentos dos homens procuram, de todas as maneiras, reajustar-se aos tempos. Eis que, depois de pensado e repensado o contexto político actual que Angola vive, achamos que é o momento de abrirmos uma nova página nas nossas vidas e filiarmo-nos, de livre vontade, ao partido MPLA”.

(Na foto, o 1º secretário do Comité Provincial do MPLA, camarada Eusébio de Brito Teixeira, à esquerda, entrega o Cartão de Militante a novo membro).

PortalMPLA/AB

Foto. AS

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