OMA propõe reflexão sobre discriminação da mulher no trabalho

A organização feminina do MPLA abriu, nesta 6ª feira (23), em Luanda, uma Campanha dos 16 Dias de Activismo.

 

PortalMPLA, 13 NOVEMBRO 18 (6ª FEIRA) - A secretária-geral da OMA, organização feminina do MPLA, camarada Luzia Inglês Van-Dúnem “Inga”, declarou, nesta 6ª feira (23), em Luanda, que atitudes discriminatórias contra as mulheres podem provocar consequências, que influenciem negativamente no seu desempenho laboral.

Inga, que falava, na Mediateca Zé Dú, no município do Cazenga, na abertura da Campanha dos 16 Dias de Activismo pelo fim da violência contra as mulheres, disse que a violência no local de trabalho pode pôr em causa a saúde, a produtividade das trabalhadoras, a qualidade dos serviços públicos e privados e a reputação das empresas concernentes.

Segundo a dirigente, a violência no local trabalho é um tema pouco abordado em Angola, pelo que a OMA defende um maior espaço de reflexão sobre o assédio moral e as situações humilhantes, constrangedoras e vexatórias que as trabalhadoras são expostas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções.

No seu ponto de vista, este é o caminho para se obter um diagnóstico profundo sobre os vários tipos de violência, assim como a consequente identificação de condições preventivas e de protecção legal e jurídica das vítimas.

Participaram na actividade, representantes do Governo da província de Luanda, do grupo de mulheres parlamentares da Assembleia Nacional, de organizações de luta contra a Sida, da Polícia Nacional, autoridades tradicionais e entidades religiosas.

A campanha, a decorrer até ao dia 10 de Dezembro próximo, tem como lema a “violência no mundo do trabalho”.

/ER/AB

/Fotos: DG

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