OPINIÃO: Criminalidade atípica a derrotar em Angola - Epinelas Mateus

“Esse é um combate de todos os cidadãos, na perspectiva de que o que é bem feito hoje servirá, também, as gerações vindouras”.

PortalMPLA, 06 AGOSTO 18 (2ª FERA) - No recente pronunciamento do Presidente da República de Angola, Camarada João Lourenço, Titular do Poder Executivo, aquando da tomada de posse do novo comandante-geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida, foi possível avaliar a delicadeza das acções de criminalidade com as quais os cidadãos se confrontam todos os dias.

Uns afectados por esta onda, outros infectados por fazerem parte do crime. Por um lado, o Chefe de Estado lembrou àquela alta patente a necessidade de se dar cobro à alta taxa de criminalidade, que se afigura atípica, tendo mesmo apontado o facto de a força policial não ser o único, mas determinante meio na estratégia da restauração da segurança pública.

Por outro lado e secundando-se nas declarações do estadista angolano, a onda de criminalidade, com o assassinato e violações de pacatos cidadãos e com a destruição, pura e simples, de importantes equipamentos sociais, é de bradar aos céus.

Tanto à noite como de dia, são sabotados ou furtados postes de iluminação pública e de transformação de energia, cabos eléctricos, condutas de água, entre outros bens públicos.

A onda de depredação não tem poupado, igualmente, escolas e hospitais, construídos com recursos debitados aos contribuintes, na expectativa da conformação social.

A propriedade dos particulares também não se livra disso. “Tudo se rouba e tudo se destrói”, afirmou o Presidente da República. Como perceber a onda de vandalismo por este País adentro?

Reitera-se que as acções policiais devem servir para impulsionar outras forças, no combate à criminalidade e à depredação de bens públicos, na expectativa de que haja garantia para a preservação do bem-comum.

Esse é um combate de todos os cidadãos, na perspectiva de que o que é bem feito hoje servirá, também, as gerações vindouras.

/EM/AB

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