OPINIÃO: Grandes desafios na terra dos angolanos – Eduardo Magalhães*

“O maior desafio de João Lourenço é, sem sombra de dúvidas, substituir o Camarada Presidente José Eduardo dos Santos”.

 

Luanda, 22 SETEMBRO 17 (6ª FEIRA) - A nova realidade política e histórica de Angola, onde o povo acaba de escolher, democraticamente, o seu novo Presidente da República, Camarada João Lourenço, impõe-nos a necessária reflexão sobre os grandes desafios que ele terá pela frente.

Os compromissos de campanha estão voltados para a diversificação da economia e mais investimentos nos sectores da educação e da saúde, essencialmente. Como chegar a isso?

Numa recente entrevista, concedida à agência espanhola de notícias EFE, João Lourenço reafirmou a necessidade de realizar reformas importantes no País. Este é um passo delicado, que exigirá muita habilidade do novo Chefe de Estado. O diálogo e a concertação com sindicatos e associações de empregados e de empregadores será um bom teste desta habilidade político-administrativa.

A diversificação da economia, para a redução da dependência excessiva da venda do petróleo, pode ser um dos mais importantes actos de governação de João Lourenço.

Gerar postos de trabalho e o desenvolvimento da economia é uma aspiração de toda a sociedade. Este apoio será de fundamental importância, para que todos os outros passos sejam dados, com a necessária tranquilidade.

O maior desafio de João Lourenço é, sem sombra de dúvidas, substituir o Camarada Presidente José Eduardo dos Santos. A história recente do nosso País leva-nos à convicção de que é uma tarefa que exige muita disciplina e dedicação, para que ao povo seja transmitida a necessária segurança de que a escolha nas urnas foi a mais acertada.

O diálogo com os países vizinhos e a manutenção do estatuto de modelo de paz e de reconciliação são, também, desafios de grande relevância para o Camarada João Lourenço.

A paz social, a estabilidade interna e a convivência pacífica com os países vizinhos são factores de grande relevância, para que Angola prossiga com a sua vocação de referência positiva em todo o Mundo.

O combate à corrupção será um desafio considerável para o próximo Presidente angolano. Estamos a falar aqui de uma mudança de postura e, até mesmo, de cultura. A corrupção não é algo presente apenas entre políticos e agentes públicos. Pequenos desaprumos, praticados por cidadãos comuns, na vida quotidiana, contribuem para as grandes corrupções e, por isso, o desafio será o seu combate, da base ao topo.

A experiência de João Lourenço será aplicada, certamente, na sua plenitude, pois todos os desafios podem ser superados, quando os poderes públicos e o povo andam de mãos dadas. E isso será feito, na terra dos angolanos.

*Jornalista/jurista

PortalMPLA/EM/AB

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