OPINIÃO: Viva a democracia – Eduardo Magalhães*

“Garantia de que a necessária independência das instituições públicas será mantida em Angola”.

Luanda, 08 SETEMBRO 17 (6ª FEIRA) – A Declaração de Vitória, proferido pelo Presidente eleito da República de Angola, Camarada João Lourenço foi carregado de emoção, elevado sentido de Estado e rico em importantes sinais de pulso firme, para o necessário cumprimento da agenda política, livremente sufragada nas urnas pelos angolanos.

O destaque para os dados oficiais da CNE foi, por exemplo, uma demonstração de respeito às instituições e uma garantia de que a necessária independência das instituições públicas será mantida em Angola.

A crítica foi explícita, quando citou a nefasta frase de que “as eleições só são válidas quando ganhas por nós”, que caracteriza o DNA da UNITA e, agora também, dos outros partidos que lhe seguem, que é incompatível com os princípios do Estado democrático de direito.

Ao fazer um curto retrospecto das tentativas de desestabilização do processo eleitoral, o novo Presidente angolano lembrou que a lei foi violada pelos partidos concorrentes, quando a justiça eleitoral, assegurada constitucionalmente, foi desrespeitada. O Presidente eleito fez questão de lembrar que a desobediência civil, estimulada por essas forças políticas derrotadas nas urnas, demonstra, claramente, a antipatia que elas têm pela democracia.

Os padrões internacionais, respeitados num clima de paz e harmonia e ratificados por observadores internacionais, deram a segurança ao Presidente eleito para afirmar que as eleições em Angola foram livres e justas.

Quando agradeceu ao povo, pelo gesto de patriotismo e civismo, o novo Presidente, João Lourenço, foi criterioso ao mencionar também a sociedade representada através de diversas organizações civis e eclesiásticas, pela disponibilidade para o diálogo. E estas foram exaltadas pelo ambiente de paz criado para a realização do pleito eleitoral.

Mereceram especial destaque na intervenção do novo Presidente da República os militantes do MPLA, por tudo que fizeram para a vitória expressiva nas urnas. As acções de mobilização, que culminaram com a vitória nas urnas, jogaram um papel fundamental na construção deste momento de glória do MPLA.

Os Chefes de Estados e de Governos foram recordados e agradecidos, pelas felicitações enviadas ao novo Presidente e ao MPLA. Com isso, o Camarada João Lourenço aponta para a sua visão de cordialidade e boas relações com todos os países que respeitam as instituições angolanas.

O novo Presidente agradeceu aos líderes dos partidos concorrentes e fez um convite ao diálogo, para que, juntos, possamos construir uma Angola melhor. Como disse no seu discurso, “essa vitória não é apenas do MPLA, mas de todo povo angolano”.

À celebração da democracia, o Presidente eleito advertiu para a importância da harmonia ao apelar que o façam “sem excessos e dentro da necessária tranquilidade e ordem pública”.

Como não poderia deixar de ser, o novo estadista agradeceu ao Camarada Presidente José Eduardo dos Santos e ao Comité Central do MPLA e destacou a certeza da “missão cumprida”.

Viva a democracia.


*Jornalista/jurista

PortalMPLA/EM/AB

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