Parlamento: UNITA, CASA-CE E PRS negam solidariedade às vítimas do terrorismo

Comentário: Tomás da Silva, deputado (na foto). “Os deputados do MPLA nunca poderiam deixar de manifestar a sua consternação e solidariedade para com as vítimas dos ataques terroristas registados aqui e acolá no Mundo”. 18.11.15.

 

Luanda, 18 NOVEMBRO 15 (4ª FEIRA) – “A Assembleia Nacional de Angola, reunida em Plenária, nesta quarta-feira (18), votou, no exercício das suas competências politicas e legislativas, previstas na alínea f) do Artigo 166º da Constituição de República, uma resolução sobre a atitude do Parlamento Europeu contra o país e sobre os ataques terroristas, ocorridos, ultimamente, na Nigéria, em França e noutras regiões do Mundo.

Quem acompanhou mais essa Sessão Plenária, terá ficado, seguramente, estupefacto com os resultados da votação.

A deliberação da Assembleia Nacional angolana, depois de profundas discussões registadas entre os deputados dos distintos partidos, foi finalmente aprovada com 145 favoráveis do MPLA, 27 votos contra da UNITA, da CASA-CE e do PRS, juntos e duas abstenções da FNLA.

A questão, profundamente política e ética, que se coloca actualmente, diante de qualquer pessoa atenta, consiste em saber como conseguem a UNITA, a CASA-CE e o PRS votar contra uma resolução que, ao mesmo tempo manifesta ‘consternação com os efeitos dos atentados terroristas recentemente ocorridos em Franca, na Nigéria e noutras regiões do Mundo” e os condena “manifestando, por isso, aos respectivos parlamentos a sua solidariedade e a mais profunda consternação pelas vitimas’?

Os deputados do MPLA nunca poderiam deixar de manifestar a sua consternação e solidariedade para com as vítimas dos ataques terroristas registados aqui e acolá no Mundo, não só por terem um sentido de Estado apurado sobre essas matérias, mas, sobretudo, por o povo angolano ter vivido, na carne e na alma, experiencias manifestamente dolorosas, causadas pelo mesmo terrorismo, ocorrido no seu passado histórico recente.

O mundo sensato condenou, igualmente, os ataques terroristas!

Duas perguntas: Afinal, no Parlamento angolano haverá deputados favoráveis a actos terroristas, que ocorrem nesses dias e que não se apresentam consternados pelas vítimas dessas barbaridades?

Ou tratou-se, somente, de uma mera distracção daqueles deputados da oposição, designadamente da UNITA, da CSA-CE e do PRS, que votaram contra a Resolução?

Questão para a devida consideração”.

(Comentário: Tomás da Silva, na foto)

PortalMPLA/TS/AB

 

 

 

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