PONTO DE VISTA: Moderação e prudência na resolução dos problemas

"Deve ser observado o princípio da supremacia do interesse público, em que a colectividade deve prevalecer à conveniência particular”.

Portal MPLA, 06 MARÇO 18 (3ª FEIRA) – Aos angolanos está aberta a via expressa para, nestes cinco anos, poderem melhorar o que está bem e corrigir o que está mal. Muito trabalho falta por fazer, para que possam colher, em pleno, os benefícios reais da oportunidade que lhes é dada.

Não caberá, apenas, ao Presidente da República, enquanto mais alto mandatário da Nação, fazer com que em Angola seja aplicado o tão almejado modelo de desenvolvimento sustentável, visando a criação de uma sociedade justa, equitativa e culturalmente desenvolvida, em que seja erradicada a fome e a pobreza, assente na igualdade de oportunidades para todos os cidadãos.

Tarefas ingentes chamam por todos os angolanos, que querem melhorar a sua qualidade de vida. Para tal, os cidadãos dispõem de instituições democráticas, que se encarregam de garantir um serviço social digno, em detrimento de palcos não recomendados.

Em Angola urge, de facto, fortalecer o Estado democrático de direito, combater a corrupção, exercer a boa governação, diversificar a economia, combater as assimetrias regionais, promover o emprego qualificado e remunerador, garantir a segurança dos cidadãos, entre muitos outros complementos que a vida exige.

No acto da sua investidura, em 26 de Setembro de 2017, o Presidente da República de Angola, Camarada João Lourenço, indicava que, no domínio da Administração Pública, a nova governação vai promover – como está a fazê-lo - uma reforma que permita o aumento da eficácia dos serviços, onde o mérito, o profissionalismo, a transparência, o rigor e o espírito de serviço serão os parâmetros que devem guiar a nomeação dos governantes, ao nível central e local.

Neste contexto, deve ser observado o princípio da supremacia do interesse público, em que a colectividade deve prevalecer à conveniência particular, pois é o bem-fazer ao povo que está em primeiro lugar. O momento angolano não pode e não vai abrir mão ao interesse público, pelo que as instituições democráticas são chamadas a desempenhar o seu papel insubstituível de resgatar o sentimento de confiança dos cidadãos em si.

Muitos diferendos vão surgindo pelo caminho.

A adopção de práticas correctas, seja no exercício público ou no âmbito da sociedade, como tal, vai exigir o reforço de valores morais, da coesão social e do patriotismo.

Nunca é demais referir que os problemas de Angola e dos angolanos devem ser resolvidos com moderação e prudência, pois nem tudo se compra ou se vende, como a paz e a confiança.

/AB

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