Presidente José Eduardo dos Santos deseja êxitos ao ANC

O secretário do BP do MPLA para as Relações Internacionais, camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda”, transmitiu (17) uma mensagem aos delegados, reunidos em Conferência Nacional do Partido do Governo na África do Sul. Na foto, os presidentes Dos Santos e Zuma, na Ilha de Robben.

 

Luanda, 18/12 – O secretário do Bureau Político do Partido para as Relações Internacionais, camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda”, transmitiu uma mensagem de encorajamento do Presidente do MPLA, Camarada José Eduardo dos Santos, ao ANC da África do Sul, reunido, desde segunda-feira (17), em Conferência Nacional.

O Camarada Presidente desejou êxitos nos trabalhos da conferência do Congresso Nacional Africano, que decorre na cidade sul-africana de Manga­ung, antiga Bloemfontein.

O camarada Mbinda, discursava, assim, na sessão inaugural dessa conferência, em que quatro mil e 500 delegados, em representação de todas as estruturas provinciais do partido governante na África do Sul elegem, até quinta-feira (20) os seis dirigentes de topo do ANC para os próximos cinco anos.

 

Relações forjadas na história comum

 

Na sua comunicação, o dirigente angolano elogiou os “avanços da democracia interna no ANC” e realçou o facto de ser o “mais antigo partido político do nosso continente, que existe há mais de 100 anos”.

Mbinda disse serem várias as etapas que constituem o percurso das relações de amizade, de solidariedade e de cooperação entre o ANC e o MPLA, envolvendo, igualmente, os respectivos governos e povos. “Essas relações foram forjadas ao longo da nossa história comum, de luta pela independência, pela liberdade e justiça, cimentadas pelo sangue dos jovens dos nossos países, que partilharam momentos difíceis nas trincheiras das matas de Angola”, sublinhou.

Afonso Van-Dúnem “Mbinda” realçou a ligação histórica entre os dois partidos, recordando a independência de Angola, que foi proclamada no meio de uma invasão militar.

“Pelo norte do país, as tropas do então Zaíre, que apoiavam a FNLA, estavam a 12 quilómetros de Luanda, onde ocorreu a conhecida Batalha do Kifangondo e, no sul, as forças do regime do apartheid progrediram até à localidade do Ebo, onde foram travadas, depois de intensos combates”, disse.

O secretário do BP do MPLA para as Relações Internacionais realçou o papel dos então guerrilheiros do ANC, que levou ao fim dos objectivos do regime de apartheid, que, segundo suas palavras, “pensava poder perpetuar a sua dominação na região, sufocando Angola e outros países da Linha de Frente, onde tentava instalar os seus servidores”.

“Os jovens sul-africanos, guerrilheiros do ANC, que em Angola aperfeiçoavam as técnicas militares, para a luta que era travada no seu país, viram-se, muitas vezes, envolvidos em batalhas contra aqueles que queriam, a todo custo e a mando do regime racista da África do Sul, da época, travar o avanço da luta de libertação nacional”, sublinhou.

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