VOZ DO MILITANTE: Camarada Artur da Silva Júlio

“COMBATE À CORRUPÇÃO, À IMPUNIDADE E À BAJULAÇÃO DEVE SER ACÉRRIMO, EFICIENTE E EFICAZ”.

 

PortalMPLA, 04 DEZEMBRO 18 (3ª FEIRA) – A rubrica “A VOZ DO MILITANTE” é dedicada, neste mês de Dezembro de 2018, ao 62.º aniversário da fundação do MPLA, a assinalar-se no dia 10.

A voz de hoje é a do camarada Artur da Silva Júlio, de 67 anos de idade. Militante do MPLA desde 10 de Dezembro de 1974, exerce as funções de director do Centro de Documentação e Investigação Histórica (CDIH) do Comité Central do Partido.

Como se chama, onde nasceu e que idade tem?

Chamo-me Artur da Silva Júlio. Nasci na cidade do Lubango, província da Huíla, sudoeste de Angola. Tenho 67 anos de idade.

Qual a sua profissão e ocupação actual?

Sou professor universitário e director do Centro de Documentação e Investigação Histórica (CDIH) do Comité Central do MPLA.

Quando e por que razão ingressou nas fileiras do MPLA? O que o anima a manter-se como militante do Partido?

Ingressei nas fileiras do MPLA na localidade da Quilemba, no município do Lubango, província da Huíla, em 10 de Dezembro de 1974, por ter contactos anteriores com militantes clandestinos do então Movimento, quando ainda era estudante no ex-Liceu Nacional Diogo Cão. Militantes que, estando presos no Campo Prisional de São Nicolau, no distrito de Moçâmedes, actual província do Namibe, por oposição ao sistema colonial português. Mantenho-me no MPLA, porque foi, é e será sempre o melhor Partido, para dirigir os destinos de Angola e dos angolanos.

Que funções já desempenhou no MPLA e em que CAP está enquadrado?

Fui e sou militante. Exerci vários cargos e funções de direcção nos órgãos de base, intermédios e central do MPLA, nomeadamente, primeiro-secretário do Comité Municipal da Matala, membro da Comissão Executiva do Comité Provincial da Huíla e primeiro-secretário do Comité de Acção n.º 40, na Vila Residencial do GAMEK, em Luanda. Actualmente, sou membro do Comité Central, enquadrado no mesmo CAP.

No dia 10 de Dezembro deste ano, o MPLA vai completar 62 anos de existência. Que significado tem para si esta data? O que pode dizer sobre a firmeza e a convicção dos seus militantes, nas diferentes etapas da luta para o engrandecimento de Angola?

Esta data significa, para mim, para os militantes, simpatizantes e amigos do MPLA e para a maioria dos milhões de angolanos, o nascimento do MPLA, organização política excepcional, que, possuindo uma surpreendente saga histórica, apesar de todas as vicissitudes, sempre mostrou-se à altura dos acontecimentos e capaz de se adaptar às circunstâncias. Sem perder de vista os ideais e princípios que o nortearam, mesmo renovando-se continuamente, manteve a sua identidade essencial no desenvolvimento histórico da sua acção. Libertou os angolanos do colonialismo, proclamou a Independência Nacional, defendeu a soberania do solo pátrio e projectou Angola rumo ao desenvolvimento.

Que importância atribui ao papel desempenhado pelo MPLA, desde a Luta de Libertação Nacional de Angola até aos dias de hoje? Quais os feitos que mais lhe marcaram?

O MPLA desempenhou e desempenha um extraordinário e fundamental papel na vida dos angolanos: consciencializou, organizou e conduziu o povo durante a Luta de Libertação Nacional, consolidou a Independência, defendeu a soberania nacional, reconciliou os angolanos e projecta, actualmente, Angola rumo ao desenvolvimento e ao bem-estar.

O combate à corrupção, ao nepotismo, à bajulação e à impunidade é uma das bandeiras do MPLA. Acredita no seu êxito em Angola, durante o presente mandato 2017/2022?

O combate à corrupção, à impunidade e à bajulação deve ser acérrimo, eficiente e eficaz, por ser o combate correcto e honesto, sem o qual Angola não atingirá a fase de pleno desenvolvimento económico, social e moral. A corrupção, a bajulação e a impunidade corroem a estrutura óssea e molecular de qualquer sociedade. Por tal, devem ser tenazmente combatidos com os actos do Executivo que estão já em acção e que contam com o apoio de todos os angolanos.

Qual deve ser postura dos militantes do MPLA, para ajudarem a melhorar o que está bem e corrigir o que está mal em Angola?

Os militantes do MPLA devem cerrar fileiras em torno do nosso líder, Camarada João Lourenço e apoiar os planos de acção do Partido e do Executivo, rumo à inevitável vitória, na senda de melhorar o que está bem e corrigir o que está mal.

Que comentários adicionais faz em torno do 62.º aniversário do MPLA e que conselhos deixa para os angolanos, no actual momento da vida do Partido e do País?

Que o MPLA conquiste novas vitórias nos próximos desafios, na organização e na realização das autarquias locais e que a maioria seja para os representantes do nosso Partido.

/JA/AB

/Foto: DDS

 

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