VP do MPLA considera que riquezas do país devem ser divididas por todos os angolanos

PortalMPLA, 24 JANEIRO 20, (6ª FEIRA)- A Vice-Presidente do MPLA, Camarada Luísa Damião defendeu nesta quinta-feira (23), que as riquezas do país devem ser divididas por todos os angolanos, pelo que o Partido se propôs a combater a corrupção.

Luísa Damião comentava as revelações da investigação jornalística que trouxe a público supostos esquemas financeiros envolvendo a empresária angolana Isabel dos Santos.

A dirigente valorizou o papel investigativo dos jornalistas, que possibilitou chegar às revelações.

“Esta é uma prova do papel que os jornalistas têm na sociedade, um papel muito interventivo, e penso que é uma chamada de atenção aos nossos jornalistas angolanos para se pautarem também por um jornalismo investigativo”, disse Luísa Damião.

Sobre as revelações do ‘Luanda Leaks’, a Vice-Presidente do MPLA disse que “o poder judicial vai agir e está a fazer o seu papel”.

Segundo Luísa Damião, o MPLA propôs-se combater a corrupção, o nepotismo e a impunidade porque “corrói o tecido económico e social, prejudica a vida de todos os angolanos”.

Temos a obrigação de oferecer às novas gerações um país melhor, todos os males nós devemos combater”, afirmou a dirigente do MPLA. Luísa Damião apelou à sociedade para que se empenhe na campanha de moralização da sociedade, no sentido de combater as más práticas e poder “caminhar para uma nova Angola”.

“Uma Angola cada vez mais próspera, mais desenvolvida, mais inclusiva e mais moderna, porque é isso que os angolanos merecem”, frisou.

E realçou: “Pensamos que as riquezas que o nosso país tem devem ser divididas por todos os angolanos para melhoramos, de facto, as condições de vida dos angolanos”. Instada a comentar alegadas divergências internas no que se refere ao combate à corrupção, Luísa Damião assegurou que “o Partido está cada vez mais unido, mais coeso”.

“Estamos a trabalhar no sentido de cumprirmos o programa do nosso Partido e os nossos militantes estão dispostos a ajudar e levar avante esta bandeira da corrupção, porque é um programa que todos os militantes do MPLA aprovaram”, referiu. A também deputada do MPLA sublinhou que os militantes do MPLA não são todos corruptos.

“Podem existir alguns, mas o MPLA tem a vantagem de ser o Partido que se propôs combater a corrupção (…) porque tem consciência que esse é um mal a combater”, salientou.

De acordo com a Vice-Presidente do MPLA, este programa de combate à corrupção “já vem de há algum tempo”, e o que se está a fazer “é só materializar um programa que foi aprovado pelos próprios militantes do MPLA”.

“Portanto, não deve existir essa divisão, porque o programa foi aprovado pelos militantes do nosso Partido”, sustentou Luísa Damião, acrescentando que devem estar “unidos em torno deste programa, porque o MPLA é um Partido que tem responsabilidades acrescidas, porque é o Partido que governa Angola”.

O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ) revelou no domingo mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de “Luanda Leaks”, que detalham esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano, utilizando paraísos fiscais.

/www.mpla.ao

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