A festa da Paz

QUARESMA


Artigo de Paulo Quaresma, especialista em Relações Internacionais

 

Luanda, 12 Abril 13 – “Há 11 anos, as armas calaram-se, de uma vez por todas, depois de 30 anos de uma guerra terrível. Essa guerra que muitos pensavam ser interminável, que dizimou famílias inteiras, destruiu cidades, aldeias, mutilou milhares de pessoas, destruiu muitos sonhos. A guerra foi o maior inimigo dos angolanos, de todos os tempos.

Hoje, ainda vemos, de uma forma muito evidente, feridas abertas que esta guerra horrível deixou.

O sofrimento foi muito grande e as feridas são deveras profundas.

Mas, felizmente, em 2002, as armas calaram-se na nossa Angola. A guerra deixou de ser um problema, passando a ser um fantasma e, apenas, uma memória. Muitos pensavam que a guerra era a nossa sina, mas estavam enganados. A Paz veio para ficar.

Angola comemorou, assim, 11 anos de paz. São poucos, é um facto, mas preciosos, sendo que muita coisa boa aconteceu em prol do povo angolano.

É preciso, igualmente, dar os parabéns ao Governo do MPLA, dirigido pelo Camarada Presidente José Eduardo dos Santos, que tornou o sonho da Paz numa realidade para os angolanos. Este é o nosso bem mais precioso.

Há quem tenha a “coragem” de dizer que não. Quem o diz não viu o sofrimento que o povo viveu, de Cabinda ao Cunene, os milhares de mortos, o sofrimento, as violações, os deslocados, só para citar alguns exemplos maus. Quem duvida da força da Paz e tudo o que a mesma implica para este país e o seu povo não merece crédito e tem contra si milhões de angolanos.

Os 11 anos desde o calar das armas têm servido para reconstruir o país. Tem sido feito um esforço tremendo por parte do nosso Executivo nesse sentido. O grande lema, ao fim e ao cabo, do MPLA e do Executivo angolano sempre foi a Paz e o desenvolvimento. Sempre.

Está na hora de desenvolver e de crescer mais. Muito já foi feito, é um facto. Mas muito necessita ainda de ser feito. Não nos iludamos.

A Angola de 2002 não é a mesma Angola de 2013. Nem por sombras. Hoje, temos estradas que ligam praticamente todo o país. Milhares de pontes construídas e reconstruídas por este país fora. Temos muitos hospitais, escolas, creches, lojas, centros comerciais, portos, aeroportos.

A população angolana, independentemente de onde reside, tem à sua disposição, graças a esta tão preciosa Paz, uma oferta de produtos alimentares diversos, benéficos à sua saúde, um acesso melhorado ao ensino, desde a base ao topo. O mesmo se passa na saúde.

Os jovens podem estudar, sem ter medo de fugir da tropa, podem sonhar com um futuro próspero, um futuro melhor e sorridente. Estes são factos e contra factos não há argumentos.

Não podemos afirmar, claro está, que vivemos num paraíso. Longe disso. Existem, ainda, muitos problemas por resolver, que necessitam do empenho de todos os angolanos. Existem problemas de energia, de água, de saneamento básico. Há ainda muitas estradas por reconstruir e muitas coisas a melhorar. No entanto, temos caminhado na direcção certa. E é isto que deve ser o motivo maior de orgulho para esta jovem Nação angolana e seu povo.

Não acreditemos naqueles que querem criar agitação social, promovendo arruaça atrás de arruaça, facultando distúrbios no seio da sociedade. O povo não quer mais saber de confusão, de guerra, de armas. O que se vê é um povo que quer trabalhar, ajudar o seu país a crescer, ver os seus filhos a se formarem, a sorrir, em paz e em união.

Temos hoje um país onde o turismo é uma realidade, o que trará lucros para o país, uma agricultura que já tem dado frutos, sendo que Angola tem uma terra arável de fazer inveja e com recursos hídricos impressionantes que farão da mesma, num futuro próximo, um grande país agrícola, auto-sustentável e exportador de alimentos variados.

A indústria está a crescer a olhos vistos. Na Zona Económica Especial, em Viana, já se produz. Existem fábricas que produzem materiais diversos, feitos em Angola. Isto sem contar com os lucros provenientes do petróleo.

Este caminho, da Paz, do progresso e da felicidade é irreversível. Daqui em diante, teremos apenas conquistas. É necessário ter fé e apoiar o nosso Executivo com os seus diversos projectos. Temos de estar unidos, de mãos dadas e falar a uma só voz. Por uma Angola cada vez mais desenvolvida e por um povo cada vez mais feliz. Parabéns Angola. Viva a Paz”.