A juventude e o futuro de Angola

Artig Oquaresma

Luanda, 19/08 - Diz-se e muito bem que os jovens são o futuro de um país.

São os jovens que, no futuro, irão conduzir os destinos dos seus países, a curto, médio e longo prazo.

Olhando para Angola, em particular, deve-se ver esta questão com alguma cautela e preocupação. A juventude angolana está um pouco perdida.

Necessita de mudanças de hábitos e, quiçá, de alguma mão que a guie na direcção certa.

O dado mais importante é que disto depende, sem qualquer dúvida, o futuro do nosso país, Angola. Tudo o que foi conseguido, até agora, à custa do sangue de muitos, para nos darem a liberdade tão desejada e o trabalho e suor de outros, para nos darem o tão-almejado desenvolvimento, não pode ser posto em causa, por um futuro incerto.

De um modo geral, não querendo atingir ninguém em particular, nota-se na juventude incerteza contaminada que muitos têm em relação ao seu futuro, quando se trata de questões, como a casa própria, de emprego, entre outras. Infelizmente, notam-se, igualmente, comportamentos que, em nada, a dignifica. O alcoolismo e o consumo de drogas é, na minha opinião, um problema gravíssimo de saúde pública, sendo que os jovens, desde idade ainda tenra, já as consomem e de forma desalmada.

As drogas começam a ser, nos dias de hoje, uma grande preocupação também, sendo que se está a tornar num caso sério e que se irá juntar a tantos outros problemas de saúde pública e que periga o futuro da juventude angolana e da própria Nação.

Existem, no entanto, outros males, como a prostituição, que também não tem idade, doenças, principalmente as de cariz sexual, onde a infidelidade entre casais e práticas sexuais inseguras continuam a ser uma constante entre os jovens. Isto é preocupante. Tem que ser encarado como política de Estado.

O Estado angolano tem feito muito esforço, tendente a despertar a juventude, para as questões patrióticas e que realmente deveriam ser as suas maiores preocupações, como o trabalho, o desporto, o lazer e pôr-se de lado os males que tendem a não desaparecer.

No entanto, em nome de um futuro próspero para todos nós e para as próximas gerações, acredito que muito mais terá que ser feito, por todos nós e por cada um.

É necessário haver projectos e iniciativas de grande envergadura, por parte do Executivo, tendentes a atrair os jovens no geral, toda a sociedade, desde os vendedores ambulantes, aos lavadores de carros, aos estudantes, de qualquer nível e bens que possuam.

Caso contrário, poderemos ter, no futuro, graves problemas. Para os evitar é preciso arregaçar as mangas hoje, como se fôssemos depositar uma semente e colher os seus frutos, amanhã.

Creio que, com uma juventude atenta, concentrada nos problemas que realmente são importantes para o país e para o seu futuro, será possível ver um amanhã risonho e promissor para todos.

Não nos podemos, de forma alguma, esquecer que temos um país rico em matérias-primas, com petróleo e outros materiais importantes e de grande valor, com sectores ainda por explorar, como são a agricultura e o turismo, que irão dar um impulso em termos de emprego simplesmente impressionante.

Existem muitas universidades para o bem dos jovens. O país é, nesses termos, propenso para oferecer a todos que o queiram boas condições de vida. 

Basta querer.

A vida não é feita só de festa todos os dias e de divertimento. Requer seriedade e muito rigor. Angola precisa de todos nós, principalmente dos jovens, para que se continue naquilo que os nossos “kotas” começaram a fazer ontem e hoje.

Assim, será possível continuar a sonhar com uma Angola cada vez mais desenvolvida e que a todos nos orgulhe.