A nova Angola: Buco-Zau apaga as marcas da guerra e saboreia a paz

 Cafala

Comentário de Hélder Cafala, politólogo.

 

Luanda, 12/03/13 - Instabilidade política e militar?? Não quero começar a comentar, sem que, antes, traga um dizer meu: “A DEFESA NACIONAL COMEÇA EM CADA UM DE NÓS”.

Assim como a estabilidade politica e militar, para ser uma realidade, tem de ter a participação de todos.

Já há uns dias que têm surgido afirmações, por parte de alguns políticos da oposição, designadamente da UNITA e da CASA/CE, segundo às quais em Cabinda, uma parcela do território nacional de Angola, só se vive na guerra e que lá não há paz. Que lá só há instabilidade.  

Após termos alcançado a Paz em Angola, penso que só quem sofreu, de facto, os horrores da guerra, só quem tem a noção, na prática, do antes e do depois de um conflito armado, a diferença entre os dois momentos, sabe que nem os BOATOS sobre a guerra fazem bem. E para que isso não seja uma realidade, deve contribuir, de todas as formas possíveis, para que a paz seja uma realidade definitiva.

Quando dizemos que a defesa nacional começa em cada um de nós, é para trazer à responsabilidade de cada pessoa as questões que beneficiem o Estado, chamando à atenção para que, dependendo da posição que cada um ocupa na sociedade, devemos assumir-nos como parte dele e com o dever de defendê-lo, de quem põe em causa a integridade e a soberania nacionais.

O que se pede é que todos devemos ser responsáveis pelos nossos actos e palavras. Senão, como exigir algo, se não contribuímos para tal? Como nos vamos afirmar patriotas, se as nossas acções provam o contrário?

Enfim, desde 2002 que o Estado angolano registou o início de uma nova era, de um crescimento que está a mudar a vida das populações, pois, a guerra impedia a nossa livre circulação de Cabinda ao Cunene e do mar ao leste. Impedia o escoamento dos produtos do campo para as cidades e vice-versa. Hoje, por causa da paz, tudo é possível, sem temermos pela vida.

Devemos realçar que a paz conquistada é fruto de uma vontade única e de uma liderança firme. Temos um Arquitecto da Paz.

Para mantê-la (a paz), precisamos, todos, de estar imbuídos no espirito de amor à Pátria e na defesa das instituições do Estado.