Fevereiro com notas positivas

Artigo de opinião de: Emanuel Mangueira da Silva.

 

Luanda, 02 MARÇO 15 (2ª FEIRA) – “O segundo mês do ano foi assinalável em acontecimentos que ditam a continuação das tarefas do MPLA e do seu Executivo em torno dos programas que orientam para o desenvolvimento do país e o bem-estar das populações angolanas.

As comemorações do 4 de Fevereiro, cujo acto central se realizou em Malanje, mais uma vez consagraram os feitos memoráveis de patriotas angolanos que deram início à luta armada de libertação nacional, em 1961, contra todas as formas de dominação da então potência colonial em Angola.

São seculares as etapas deste processo de libertação, tendo sempre em evidência a vontade inabalável dos filhos desta Pátria, em serem donos dos seus próprios destinos.

É assim que, hoje, os angolanos podem orgulhar-se do país que completará 40 anos de Independência, fruto da resistência heróica a todas as tentativas, internas e externas, de subversão da revolução angolana, conduzida pelo MPLA.

O país atingiu um nível de desenvolvimento inquestionável e continua a crescer. É inegável que muito trabalho há pela frente, num Mundo cada vez mais globalizado, competitivo, em constante mudança e num ambiente político de competição permanente.

Neste quadro, o MPLA coloca-se no dever de continuar a liderar as transformações políticas, económicas e sociais, para que Angola seja um país bom para se viver.

A acção enérgica do Partido vem impulsionando as diversas áreas de actividade no conjunto nacional. Resultados são já patentes e testemunhámos várias realizações neste Fevereiro.

Ao nível do trabalho partidário, o Secretariado do Bureau Político transmitiu, aos quadros e dirigentes do aparelho central do Partido, as tarefas essenciais para o ano 2015.

Num encontro, foram esclarecidas as linhas de força do plano geral de actividades, bem como reforçadas as orientações saídas do V Congresso Extraordinário e os traços essenciais da Agenda Política do MPLA.

A Direcção e militantes do MPLA têm, assim, as ferramentas para o aumento da eficácia da acção do Partido, da sua coesão e da sua empatia junto de todas as camadas e estratos sociais do país, no âmbito das suas principais tarefas e acções a materializar neste ano.

“Só com a participação activa dos dirigentes, quadros e militantes do nosso Partido, lograremos o melhoramento da vida interna e maior inserção do MPLA na sociedade”, sublinhou o vice-presidente, camarada Roberto de Almeida, que presidiu o encontro entre o Secretariado do Bureau Político e os quadros do aparelho central do Partido, em Luanda.

A comemoração do quinto aniversário da promulgação da Constituição da República, no dia 5, foi outro acontecimento importante. Uma Constituição que no actual ambiente de paz, proporciona condições políticas e jurídico-constitucionais para a edificação e consolidação de um Estado democrático de direito.

Este é um grande desafio que se coloca, desde já, ao MPLA, porque o aprofundamento da democracia constitui um processo contínuo, complexo e longo.

O mesmo implica a consolidação das instituições democráticas, bem como a realização de eleições autárquicas.

E a actual lei fundamental garante tal realização, pois, como realçou o constitucionalista Carlos Feijó, “temos uma Constituição estável, democrática, que permite o funcionamento regular das instituições do Estado, o exercício das liberdades económicas e sociais e a realização e concretização do direito, liberdades e garantias”.

Registou-se, também, a abertura oficial do ano lectivo 2015, pelo vice-presidente da República, Manuel Vicente, na província do Zaire.

Este acto simboliza o esforço nacional que o Executivo vem desenvolvendo, no sentido de alargar o acesso à escolaridade e melhorar a qualidade de ensino a todos os níveis do sistema de educação, para que o ensino se torne num factor decisivo do desenvolvimento económico, social e cultural.

Para o ano lectivo de 2015, bastante expressivos são os dados estatísticos que apontam para mais de sete milhões de estudantes, no ensino geral, ocuparem as cerca de 69 mil salas de aulas, em todo o território nacional. E, no ensino superior, mais de 269 mil estudantes a preencherem os vários centros universitários, por todo o país.

Ao nível económico, a reconstrução, modernização e o início do funcionamento da linha do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) entre a cidade do Lobito, no litoral e a vila do Luau, no leste de Angola, assumem uma importância capital e estratégica para o país, na medida em que atrai ganhos económicos através do transporte de pessoas e mercadorias pelas províncias de Benguela, Huambo, Bié, Moxico e, naturalmente, outras vizinhas.

Por outro lado, vai contribuir para a diversificação das receitas fiscais e cambiais, através da importação e exportação de mercadorias diversas e, principalmente, de produtos provenientes da República Democrática do Congo e da Zâmbia.

O CFB, com mais de 100 anos de existência, esteve paralisado durante décadas, devido o conflito armado desencadeado pelos inimigos da paz, após a Independência de Angola.

Hoje, aí está, uma obra gigantesca do Executivo angolano, que garante emprego a milhares de trabalhadores.

O Carnaval continua a ser a expressão da riqueza cultural do nosso povo. Em todas as províncias milhares de pessoas dançaram e cantaram ao ritmo das nossas tradições.

A festa popular traduziu-se na representação das danças típicas de cada região, com os seus trajes tradicionais, ao som do batuque, do apito, do reco-reco e de outros instrumentos useiros dos foliões.

Estes e tantos outros factos cobriram, positivamente, o mês, também regado pelo Amor, em alusão ao dia 14, responsável por sentimentos que preenchem a alma de quem quer bem para si e para o próximo.

Estamos em tempos de “criar amor com os olhos secos”.

PortalMPLA/EMS/AB