Juventude angolana: Problemas com boas soluções

CREATOR: gd-jpeg v1.0 (using IJG JPEG v62), quality = 90Artigo de opinião de Paulo Quaresma, analista político: “O facto é que o plano foi aprovado e os frutos já estão à vista”.

 

Luanda, 28 DEZEMBRO 13 – “Foi aprovado, em Conselho de Ministros, o Plano Nacional de Desenvolvimento da Juventude.

Esta é uma notícia que foi recebida, pela maioria dos jovens de Angola, com muita alegria. Este facto foi perceptível quando se efectuou a entrega de 300 casas na centralidade do Cacuaco, a famílias jovens.

Quando se diz que a aprovação do plano foi recebida em festa por parte da maioria dos jovens, entende-se que deve ser recebida desta forma, por toda a juventude angolana.

Na auscultação, que culminou com o Fórum Nacional da Juventude, ficou patente que os maiores problemas dos jovens foram apresentados. Os problemas foram discutidos de forma abrangente e apresentados pelos próprios jovens em todo o país.

Nos encontros, como muitos se devem ainda recordar, estiveram presentes membros do Executivo e, no Fórum Nacional, a totalidade do Executivo, sendo que o encontro foi presidido pelo Presidente José Eduardo dos Santos. Ficou, nessa altura, bem patente a importância estratégica da juventude para o Governo e a vontade política em resolver os seus problemas.
A aprovação do Plano Nacional de Desenvolvimento da Juventude acaba por provar a importância estratégica que a juventude tem para o Governo de Angola e estes são os factos.

Existem, sem dúvida, opiniões contrárias, mas o facto é que o plano foi aprovado e os frutos já estão à vista. As casas começaram a ser entregues e sabe-se que outras fases virão, havendo percentagens meticulosamente estudadas nas novas habitações a erguer em todo o território nacional, exclusivas para os jovens. Contra factos não há argumentos e os cépticos devem ficar atentos e ver a felicidade dos jovens, quando estes recebem a sua primeira habitação.

Outros problemas estruturais da juventude, como são os casos do primeiro emprego e da formação, estão também no plano e conseguimos ver, se analisarmos com pormenor esta questão da juventude, que existe uma orientação bem expressa por parte do Chefe do Executivo, para que todos os sectores da vida nacional dêem prioridade à formação dos jovens e que se repense, nos primeiros empregos, a questão da experiência profissional de dois ou mais anos, que vemos em muitos concursos públicos e que, em última análise, excluem, por defeito, os jovens recém-formados.

Estas ideias concretas foram percebidas também das palavras do Presidente da República no Fórum Nacional da Juventude, que abordou estas preocupações e prometeu tudo fazer para que o Executivo encontre as melhores soluções.

Olhando, de forma directa, para o Plano Nacional de Desenvolvimento da Juventude, facilmente entendemos que a prioridade é reforçar, no curto prazo, a inserção dos jovens na vida activa. Promover o empreendedorismo, facilitar o primeiro emprego, facilitar o acesso à habitação, conceder créditos bonificados específicos para os jovens.

Existem 10 pontos basilares: emprego e formação profissional; educação e ensino; habitação e saúde; infra-estruturas básicas; desporto e lazer; mobilidade e transportes; prevenção rodoviária; segurança e delinquência juvenil; acesso às TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação); participação política e cidadania.

De forma resumida, estes são os pontos fulcrais do Plano Nacional de Desenvolvimento da Juventude e que têm prioridade na maioria dos planos, projectos e estratégias do Executivo, para os próximos anos.

A juventude ocupa um lugar de topo no que diz respeito às prioridades do Governo, porque é o maior factor de desenvolvimento de Angola.

É imperioso que todos os sectores da vida nacional, sem excepção, cumpram, à risca, este plano nacional e apliquem as suas recomendações, projectos, programas concretos e estratégias de longo prazo.

Vamos assistir à promoção de programas juvenis, nas televisões e nas rádios, alocação de mais fundos para promover o empreendedorismo jovem e crédito, reforço da alfabetização, alargamento da rede escolar e de ensino superior em todo o país, a concessão de mais bolsas de estudo, mais incentivos à investigação científica, formação de actores, bailarinos, formação de jovens em todos os sectores da vida nacional, fomento de campanhas nacionais de combate a males sociais que afectam a juventude, como as drogas, alcoolismo, prostituição e outros, contratação de mão-de-obra jovem nas diversas obras de reconstrução em todo o país, fomento de feiras de emprego, angolanização do sector petrolífero virada para os jovens, construção de mais pousadas da juventude, entre muitos outros programas e acções concretas.

Conseguimos, assim, perceber a importância e a prioridade que é dada à juventude, por parte do Executivo, cumprindo-se a promessa feita pelo Presidente José Eduardo dos Santos, no âmbito do Fórum Nacional e, também, o compromisso do seu partido, o MPLA, na última campanha eleitoral, onde muitas vezes se afirmou que ia ser dado um lugar especial à juventude.
A estratégia está lançada e cabe agora ao Executivo levar a cabo, de forma permanente e sem desvios, todas as acções que estão inscritas no plano.
O Chefe do Executivo disse, no Fórum Nacional da Juventude, que os jovens transmitiram ‘uma mensagem muito clara, de que está unida e provou que sabe o que quer e para onde vai. A juventude é, sem dúvida, o maior factor de desenvolvimento do país e temos de saber inseri-la no processo de transformações económicas e sociais em curso, para melhorar a sua qualidade de vida e garantir, também, o futuro das gerações vindouras. O futuro está nas vossas mãos e contamos convosco’.

Os jovens têm a palavra.

In JA, 24.12.13

PortalMPLA/PQ/AB