“Kamacove” da paz já apita no leste de Angola

Luanda, 02 – “Kamacove”, era assim que se chamava o comboio de transporte de mercadorias no período colonial. Com a conquista da independência, a 11 de Novembro de 1975, este importante meio de transporte teve uma vida curta, como consequência da guerra, que levou o país para o descalabro.

O comboio do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) saía do Lobito, rasgando um percurso de pouco mais de mil e 300 quilómetros, levando o essencial para as populações do interior.

“Kamacove”, porque, no tempo colonial, reservava-se no transporte de diversos produtos, sobretudo hortícolas, destacando-se couves, para a então cidade do Luso, hoje Luena, a bela capital da província do Moxico.

Nos anos de 1980, viu-se interrompida a sua circulação, devido à insegurança pela guerra imposta. Esta situação criou um retrocesso no desenvolvimento socioeconómico da região e do país.

Com o alcance da paz definitiva, a quatro de Abril de 2002, o Governo angolano, dirigido pelo MPLA, lançou um desafio pela reconstrução das principais vias. E, como prometera o Presidente do MPLA, Camarada José Eduardo dos Santos, que o comboio voltaria a apitar no Luena em Agosto deste ano, aí está! Para a alegria das populações, não apenas da província do Moxico, mas de toda a região leste e de todo o país.

Este ganho que, a partir de agora, passa a levar alegria, paz e desenvolvimento, constitui a força motriz do bem-estar de todos aqueles que querem ver esta Nação prosperar. É a alavanca para o desenvolvimento do leste angolano.

O Governo do MPLA acaba de demonstrar, mais uma vez, que o país tem um rumo certo. É desta forma que Angola vai crescer mais e distribuir melhor.

A chegada do novo Caminho-de-Ferro de Benguela ao leste do país acaba de levar a esperança de desenvolvimento para uma vida melhor.

Significa que haverá mais oferta de produtos, o custo de vida vai baixar, haverá mais emprego para os jovens e não só. É assim que Angola está a crescer, rumo ao desenvolvimento e à harmonia social. Está, assim, garantida a circulação de pessoas e bens.

Unir o país significa unir os angolanos, como um só povo e uma só Nação, de Cabinda ao Cunene e do mar ao leste.