Neto, o Fundador da Nação Angolana, faleceu há 33 anos

Neto

Luanda, 10/09 – “O Fundador da Nação Angolana, o saudoso Presidente António Agostinho Neto, faleceu faz hoje, 10 de Setembro de 2012, 33 anos. Este trágico acontecimento ocorreu na cidade de Moscovo, capital da então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), para onde se deslocara para tratamento médico.

O país, que ele próprio acabava de inaugurar, a 11 de Novembro de 1975, ficou profundamente consternado, com o desaparecimento físico prematuro daquele que ganhou o mérito de vencer o colonialismo português, depois de uma longa luta, secular, contra a ocupação e colonização, travada por N’gola Kiluanji, N’ginga da Matamba, Ekuíkui, Mandume e tantos outros.

Agostinho Neto dedicou toda a sua juventude à causa mais nobre do povo angolano, deixando bem patente, nos anais da história, um legado de honra, cuja dimensão transcende as fronteiras do território nacional.

O seu pensamento político incluía a preocupação de libertar todos os povos do Mundo, ainda submetidos à opressão, sendo este o motivo por que, insistentemente, defendia que na Namíbia, no Zimbabwe e na África do Sul, então sob ocupação colonial e do apartheid, estava a continuação da nossa luta.
Falar da vida e da obra do Camarada Agostinho Neto não é tarefa fácil, porque cada etapa do seu percurso político contém muitos e grandes momentos de glória, que, na devida altura, a história vai-se encarregar de desvendar e enaltecer.

Para um primeiro passo neste sentido, a Fundação António Agostinho Neto iniciou, precisamente no 33º aniversário da sua morte, em Luanda, um ciclo de lançamentos da obra “Agostinho Neto e a Libertação de Angola, 1949-1974, Arquivos da PIDE/DGS”.

Trata-se de uma selecta de importantes documentos da antiga polícia secreta portuguesa, que revelam o itinerário do Presidente Neto e da luta de libertação nacional, nos anos cruciais que iriam conduzir ao nascimento do Estado angolano”.