OPINIÃO/TAAG nos céus da Europa: recomeço e novos caminhos – Augusto Eduardo

“Que as lições tiradas, ao longo de praticamente uma década, sirvam, para angolanos e europeus, construírem pontes, que tragam boas novas para a civilização” - 13.06.16.

Luanda, 13 JUNHO 16 (2ª FEIRA) - Havia algo de incoerente na proibição dos voos da TAAG para a Europa e este erro foi corrigido, quase uma década depois.
A decisão da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, na sigla em inglês), que foi celebrada em nota da própria TAAG como “um marco significativo para a sua história”, de facto o é.
A TAAG agora pode candidatar-se a qualquer licença comercial, para operar em qualquer dos Estados membros da União Europeia. Não restam dúvidas de que estamos diante de uma boa notícia.
Não fosse pelo actual momento económico vivido de crise económica e financeira global, inclusive no nosso país, seria o caso de debatermos mais o absurdo da proibição.
No entanto, vamos olhar do presente para o futuro e reconhecer que, ao estar no mesmo nível de qualquer grande companhia aérea estrangeira, a voar para a Europa, a TAAG não apenas volta a rasgar os céus europeus tornando-os mais belos com as nossas cores e todo simbolismo da palanca negra gigante, mas reabre, também, inúmeras possibilidades de imprimir uma nova e relevante dinâmica à nossa economia.
Nunca é demais lembrar que a decisão da União Europeia foi anunciada após um processo de inspecção e de auditoria iniciado este ano. É possível, a partir disso, reconhecer que a TAAG volta a ser vista como um veículo de qualidade internacional, gerida sob o cumprimento de elevados padrões de segurança existentes. 
Algo que, igualmente, deve ser sublinhado, pois isso prova que os prejuízos acumulados, ao longo do período de proibição ajudaram a criar resiliências e processos para melhor aproveitamento das oportunidades que agora resultam nos avanços desta empresa angolana e, a montante, o seu posicionamento no mercado internacional.
Que as lições tiradas, ao longo de praticamente uma década, sirvam, para angolanos e europeus, construírem pontes, que tragam boas novas para a civilização, oferecendo soluções de qualidade sempre nos lugares mais improváveis.
Recomeçar com vitalidade para melhorar a visão do futuro e não repetir os erros do passado.
A TAAG esperou a oportunidade e encontrou-a.
PortalMPLA/AE/AB