5ª SESSÃO ORDINÁRIA DO CC: Discurso do Presidente do MPLA

16.03.18 – Dissertação do Camarada José Eduardo dos Santos, no acto de abertura.

 

“Camarada vice-presidente do MPLA,

Camarada secretário-geral do MPLA,

Camaradas membros do Comité Central,

Aceitem as minhas saudações cordiais.

Vamos dar início à 5ª Sessão Ordinária do Comité Central, cuja proposta de Agenda de Trabalho nos permite proceder à avaliação do estado actual do nosso Partido, quer do ponto de vista da execução do calendário das suas actividades, quer do seu grau de organização e funcionamento, tendo em conta que vamos analisar os relatórios de balanço de diferentes órgãos e organismos do Partido.

Trata-se, de facto, de uma radiografia fiel do estado em que nos encontramos, permitindo-nos adoptar medidas por formas a corrigirmos, aprofundarmos e consolidarmos o nosso trabalho partidário, com vista a travarmos com êxito as batalhas políticas que se aproximam.

Os nossos relatórios espelham a nossa acção e os resultados do nosso trabalho que foi globalmente positivo. Isso significa que o nosso Partido alcançou os principais objectivos a que se propôs no ano de 2017, com particular realce para os resultados obtidos nas Eleições Gerais ocorridas nesse ano, ganhas inequivocamente pelo MPLA e seu cabeça-de-lista.

Não podemos, por isso, deixar de nos congratular com os milhares e milhares de militantes que, com sacrifício e muita dedicação, garantiram os nossos sucessos.

Mas, o balanço positivo das nossas acções só faz sentido se elas servirem de base para melhorar o nosso trabalho futuro, nas diferentes esferas da actividade do Partido.

É necessário extrairmos conclusões e, sobretudo, sabermos avaliar quais foram os nossos pontos fracos, onde claudicamos e fomos menos incisivos e quais as causas que motivaram uma prestação que não correspondeu ao programado.

Temos necessidade de incrementar as nossas acções nos domínios da organização, mobilização, controlo e disciplina, o que implica a correcção dos métodos de trabalho, com base no princípio da direcção colectiva e responsabilidade individual, que pode transformar-se num catalisador para a revitalização da acção partidária.

Por outro lado, temos de nos preocupar com o aperfeiçoamento das nossas estruturas organizativas, com o planeamento adequado do trabalho, com a criação de melhores condições materiais e sociais na Sede do Partido e nas sedes provinciais, com a motivação política dos quadros e militantes e, também, com a melhoria do sistema de informação e comunicação.

A par disso, a melhoria da acção do Partido também passa pelo respeito do princípio de prestação regular de contas de todos os órgãos que o integram, como forma de controlarmos a execução das tarefas e de podermos aferir o êxito ou o fracasso das orientações, estratégias e planos.

Só deste modo podemos aspirar a atingir a perfeição que todos desejamos ardentemente, visando, entre outros objectivos, apoiar o Executivo e manter uma sincronia entre a Direcção do MPLA e o Executivo, bem como a manter a capacidade proactiva do Partido, na sua Bancada Parlamentar e nas diferentes esferas da vida política nacional.

O Partido deve ser um corpo vivo, actuante, dinâmico, sempre em estado de prontidão combativa, em prol da realização dos interesses mais profundos do nosso povo.

Torna-se, por isso, imperioso que o Partido seja cada vez mais forte e com maior capacidade de intervenção junto das comunidades, ganhando, assim, relevância o papel das suas estruturas de base, que têm por tarefa mobilizar e organizar não só os militantes, mas também os cidadãos nas suas áreas de circunscrição territorial.

De facto, as organizações de base têm grande importância na actividade geral do Partido e, sobretudo, na sua ligação com os cidadãos e o povo em geral. Neste sentido, deve-se revitalizar o trabalho de sensibilização e esclarecimento dos grupos de Acompanhamento dos comités de Acção do Partido sobre as tarefas que os mesmos devem realizar no interior das comunidades.

Reiteramos, pois, que o êxito e a eficácia do nosso trabalho dependem da força e da vitalidade das organizações de base que constituem, na verdade, o vínculo do Partido com o povo e com as realidades quotidianas do País.

O MPLA deve, desde já, centrar as suas preocupações no processo das primeiras Eleições Autárquicas, que se vão realizar no País, a fim de prepararmos as nossas estruturas para a mobilização de militantes, simpatizantes e amigos, para a disputa de mais este pleito eleitoral, do qual pretendemos sair vitoriosos.

Isso implica planeamento, organização, trabalho e sacrifício.

Têm sido essas, aliás, as chaves do nosso êxito.

Por isso, a nível do Secretariado do Bureau Político prometi envolver-me, pessoalmente, no grupo de trabalho que vai coordenar a implementação da estratégia do Partido para preparar as condições, durante o ano de 2018, para a participação, com êxito, nas Eleições Autárquicas, na data que for aprovada.

Assim, recomendo por ser mais prudente que a realização do Congresso Extraordinário do Partido, que vai resolver a questão da liderança do MPLA, seja ou em Dezembro de 2018 ou em Abril de 2019.

Declaro aberta a 5ª Sessão Ordinária do Comité Central do MPLA.

Muito obrigado”.

/Sede Nacional do Partido

Foto: DDS