ANO NOVO 2017: Discurso do Camarada Presidente ao Corpo Diplomático

“ESPERAMOS QUE AS ELEIÇÕES EM ANGOLA DECORRAM NUM ESPÍRITO DE TOLERÂNCIA” – 12.01.17

 

Luanda, 12 JANEIRO 17 (5ª FEIRA) - Discurso pronunciado, nesta quinta-feira (12), no Palácio Presidencial, em Luanda, pelo Presidente da República de Angola, Camarada José Eduardo dos Santos, Titular do Poder Executivo, na cerimónia de cumprimentos de ano novo do Corpo Diplomático acreditado no país.

Excelentíssimo senhor Jean-Baptiste Dzangué, decano do Corpo Diplomático,

Excelentíssimos senhores embaixadores e chefes de Missão Diplomática,

Ilustres convidados,

Minhas senhoras e meus senhores,

É para mim motivo de grato prazer receber os senhores representantes do Corpo Diplomático nesta cerimónia de cumprimentos de ano novo. Ouvi, com muita atenção, as palavras do senhor decano do Corpo Diplomático, a quem agradeço, profundamente, as palavras de amizade e cortesia.

A interpretação que fez da realidade angolana, apontando os seus êxitos e os seus desafios, traduzem, não apenas as qualidades de um observador atento, mas, também, as de um diplomata distinto, o que contribui para a concórdia e a aproximação entre os povos e os países, num espírito de respeito e compreensão mútua.

Este aspecto é sobremaneira importante quando o Mundo vive uma época difícil. São muitos os problemas a que a comunidade internacional tem de fazer face e só colocando, acima de tudo, a vontade política, o espírito de diálogo e o cumprimento dos princípios e normas do direito internacional será possível encontrar soluções para esses problemas.

Nesse contexto, é inquestionável a necessidade de regresso aos parâmetros do multilateralismo universal, para se ultrapassarem mais facilmente os conflitos militares, o clima de incerteza política e a crise económica e financeira, a que o actual espírito unipolar nas relações internacionais conduziu, em diferentes partes do globo.

Felizmente, vai-se formando um consenso de que é urgente inverter-se a inércia negativa dos conflitos e que a paz é fundamental para o desenvolvimento e progresso dos povos e nações, para a promoção da democracia e para a salvaguarda dos direitos humanos.

Essa visão mais realista, pragmática e tolerante nas relações internacionais é tanto mais importante quanto o facto de as Nações Unidas e outras instituições internacionais estarem a desempenhar um papel cada vez mais activo, na tentativa de resolução dos problemas internacionais. É, também, nesta perspectiva que devem ser saudadas algumas alterações que ocorrem e ocorreram recentemente no Mundo.

Acreditamos que o novo secretário-geral da ONU, recentemente empossado, vai dar um notável impulso a uma nova abordagem dos problemas internacionais e que os Estados membros dessa organização universal vão dar o contributo que estiver ao seu alcance para a busca de soluções efectivas para os conflitos actuais, bem como para se evitarem novos conflitos, através de uma diplomacia preventiva mais actuante.

Nós solicitamos um maior apoio à África, na luta contra o terrorismo, o radicalismo religioso e a sua expansão pelo continente; apoio à resolução do conflito no sul do Sudão, para o qual é necessário acabar com a insurreição e dar-se início a uma verdadeira reconciliação; apoio à aplicação dos acordos entre o Governo e a oposição na República Democrática do Congo, para a realização de eleições até Dezembro de 2017, de modo a consolidar-se a confiança no sistema democrático vigente; e também à conclusão da pacificação e estabilização na República Centro-Africana.

Senhores embaixadores,

Minhas senhoras e meus senhores,

O registo de várias eleições em países africanos no ano transacto traduz, de modo satisfatório, o avanço dos processos democráticos no nosso continente.

O ano de 2017 representa também para Angola um ano em que os eleitores angolanos vão ter a possibilidade de renovar a sua escolha sobre quem consideram mais apto para continuar dirigir os destinos da Nação.

A crescente maturidade política do nosso povo vai permitir que essa escolha seja feita com maior consciência, pois dela decorrem as soluções mais viáveis para se ultrapassarem os problemas económicos e sociais actuais e se retomarem os índices mais elevados de crescimento, que estavam entre os mais expressivos do Mundo, há anos atrás.

Estamos certos de que esse processo vai decorrer com transparência e no espírito de harmonia e concórdia.

O apoio e acompanhamento da comunidade internacional, aqui dignamente representada por vossas excelências, permitir-lhe-á avaliar e confirmar, com isenção, o resultado que será ditado pelas urnas, para que não se repitam as cenas lamentáveis, como as que têm acontecido em alguns países africanos, onde, infelizmente, as contestações aos actos eleitorais são acompanhadas pela violência gratuita, promovida pela parte perdedora.

Esperamos que as eleições em Angola decorram num espírito de tolerância e como um caso de referência para o nosso continente.

Senhores embaixadores, eu agradeço, mais uma vez, as vossas palavras de amizade e simpatia proferidas, em vosso nome, pelo senhor decano do Corpo Diplomático e termino desejando um próspero Ano Novo em 2017.

Obrigado”.

PortalMPLA/Sede Nacional do Partido

Foto: Angop