ANTIGOS COMBATENTES: Discurso do candidato do MPLA

“VAMOS TRABALHAR EM PROGRAMAS CONCRETOS, PARA SUA MAIOR DIGNIFICAÇÃO”.

 

Luanda, 22 JUNHO 17 (5ª FEIRA) – Discurso do candidato do MPLA a Presidente da República de Angola, Camarada João Lourenço, pronunciado, quarta-feira (21), no Encontro Alargado com os Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, no Centro de Conferências de Belas, em Luanda:

“Camarada António Paulo Kassoma, secretário-geral do Partido,

Camaradas membros da Direcção do Partido,

Camarada ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria,

Camaradas antigos combatentes,

Estimados convidados,

Constitui para mim uma grande honra falar e interagir com esta importante franja da nossa sociedade, os antigos combatentes e veteranos da Pátria, neste ano de realização das quartas Eleições Gerais, desde o estabelecimento do multipartidarismo, em 1992.

Viemos homenagear aqueles que, nos maquis, nas cadeias do regime colonial português, na actividade clandestina, nos bairros das principais cidades e vilas de Angola, consentiram sacrifícios de todo o tipo, arriscaram suas próprias vidas para quebrar as correntes da escravidão e nos tornarmos um povo livre e independente, senhor de seu próprio destino, o que viria a acontecer a 11 de Novembro de 1975, sob a liderança do saudoso Presidente António Agostinho Neto.

Lamentavelmente, após essa data memorável da nossa história, que representou o culminar das lutas travadas ao longo de séculos, pelos nossos antepassados, encabeçados pelos soberanos Ngola Kíluanje, Rainha Njinga, Mandume-ya-Ndemufayo, Ekuikui e outros, os angolanos não puderam beneficiar dos ganhos da Independência, devido às guerras de agressão externa, que sofremos a norte e a sul do País, bem como do conflito armado interno fomentado e alimentado do exterior, por interesses de algumas potências mundiais.

Felizmente, esta longa noite escura de sofrimento e destruição terminou a quatro de Abril de 2002, com a paz alcançada, graças ao espirito magnânimo e humanista de um grande estadista, muitas vezes injustiçado, o Presidente José Eduardo dos Santos, o Arquitecto da Paz.

Se os angolanos hoje convivem em plena harmonia, reconciliados uns com os outros, se temos o País ligado por terra e em plena reconstrução das suas infra-estruturas, se gradualmente se está a investir na construção de mais estabelecimentos escolares, universidades, unidades hospitalares, centros de produção e redes de distribuição de água potável e energia, se conseguimos cultivar os campos e deles retirar cada vez mais alimentos para nosso consumo e para a exportação, tudo isso deve-se ao bem mais precioso que é a paz e a reconciliação entre nós.

Caros camaradas,

Os antigos combatentes se bateram por uma Angola livre e independente, onde os angolanos pudessem ver seus sonhos realizados, o que só se vem tornando possível neste ambiente de paz que se vive há relativamente poucos anos.

O MPLA preconize, no seu Programa de Governação, para o período 2017-2022, trabalhar para o desenvolvimento económico e social do País, para o progresso e bem-estar de todos os angolanos.

Contudo, para esta franja muito especial da população, os antigos combatentes, vamos trabalhar em programas concretos, para sua maior dignificação e reconhecimento de seus feitos, por toda a sociedade.

Os antigos combatentes devem beneficiar de prioridade no atendimento, junto das repartições e serviços públicos, em geral, de descontos nos transportes públicos urbanos e interurbanos e de outras benesses, a identificar e estudar pelo futuro Executivo, em conjunto com as associações representativas dos interesses dos próprios antigos combatentes.

Vamos trabalhar, no sentido de aglutinar numa só as diferentes associações representativas dos antigos combatentes, para que um só interlocutor trate com o Estado todos os problemas atinentes às preocupações dos antigos combatentes.

Vamos, também, trabalhar no sentido de a economia nacional contribuir, também de alguma forma, para o Fundo de Pensões dos antigos combates, tornando-o auto-sustentado e com capacidade de gerar receitas próprias, para aliviar o peso sobre o Orçamento Geral do Estado.

Caros camaradas,  

Aos antigos combatentes não viemos pedir seu voto, porque sabemos que, quando nos anos 60 e 70 decidiram tomar a corajosa atitude patriótica de engrossar as fileiras de guerrilheiros, estavam a fazê-lo por Angola, mas também pelo MPLA.

Aos antigos combatentes viemos assegurar que vamos honrar e continuar a defender os mesmos ideais que sempre defenderam, da independência, da liberdade.do progresso social, da defesa dos direitos do homem, no quadro dos ensinamentos de Agostinho Neto, quando dizia: “O mais importante é resolver os problemas do povo”.

A 23 de Agosto, vamos todos votar no 4, na Bandeira do MPLA e no seu candidato, para que possamos dizer que, “com a forca do passado e do presente, vamos construir um futuro melhor, aquele pelo qual todos sonhamos e que estamos hoje em condições de o realizar.

Muito obrigado.

PortalMPLA/Sede Nacional do Partido