Mbinda: Elogio Fúnebre do Comité Central do MPLA

O documento foi lido, terça-feira (18), no Cemitério do Alto das Cruzes, em Luanda, pelo secretário-geral do Partido, camarada Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, na presença do Presidente do MPLA e da República de Angola, Camarada José Eduardo dos Santos e de centenas de pessoas, que acompanharam o abnegado dirigente, até a sua última morada. 

 

Luanda, 19 NOVEMBRO 14 (4ª FEIRA) – No enterro dos restos mortais do secretário do Bureau Político do Comité Central do MPLA para as Relações Internacionais, camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda”, o secretário-geral do Partido, Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, leu, em nome do CC, o seguinte Elogio Fúnebre:  

Sua Excelência José Eduardo dos Santos, Presidente do MPLA e da República de Angola,

Excelência Ana Paula dos Santos, primeira-dama da República, 

Sua Excelência Manuel Vicente, vice-presidente da República,

Sua Excelência Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó”, presidente da Assembleia Nacional,

Suas Excelências venerandos presidentes dos tribunais Constitucional, Supremo e de Contas,

Sua Excelência Roberto Victor de Almeida, vice presidente do MPLA,

Senhores deputados,

Excelência, procurador-geral da República,

Excelentíssimos senhores membros do Governo,

Digníssimos membros do Corpo Diplomático acreditado em Angola,

Excelentíssima senhora ministra dos Negócios Estrangeiros da Namíbia,

Excelências representantes de partidos amigos de São Tomé e Príncipe e Cabo Verde,

Queridos familiares do malogrado, 

Excelências,

Minhas senhoras e senhores!

 

Quis o destino juntar-nos aqui e hoje, familiares, companheiros e amigos de longa data, militantes do MPLA e das suas Organizações Sociais e distintas entidades da sociedade civil, para prestarmos singela e profunda homenagem ao Grande Nacionalista, Patriota e Militante Consequente do nosso Partido, Camarada Afonso Domingos Pedro Van-Dúnem ou “Mbinda”, como era carinhosamente chamado.

 

Camarada Mbinda!

 

A Direcção do MPLA, representada aqui ao seu mais alto nível, os trabalhadores do Partido, os militantes, simpatizantes e amigos do MPLA, neste momento de profunda consternação e dor, prestam-Te uma Profunda e Merecida Homenagem, pelo Teu Exemplo de Dedicação, de abnegação e de Fidelidade ao Partido e ao Povo Angolano.

As militantes da OMA, Organização à qual sempre dedicaste especial atenção e carinho e os militantes da JMPLA, Organização de que fostes um dos principais impulsionadores durante a luta de libertação nacional e dinamizador da sua implantação no País, manifestam-Te grande mágoa e dor por este infortúnio. Vieram, igualmente, para manifestar a sua incomensurável tristeza, acompanhando-Te nesta hora da partida.

Os trabalhadores da Fundação Sagrada Esperança, de que fostes Presidente do seu Conselho de Administração e para quem eras um Pai e um conselheiro, estão profundamente abalados e inconformados com o Teu desaparecimento físico e rendem-Te um merecido tributo.

 

Minhas senhoras,

Meus senhores!

 

O 14 de Novembro passou a ser uma data marcante na trajectória de vida do Camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda”. 

-       Foi a 14 de Novembro de 1961, que o Camarada Mbinda chega a Matadi, depois de empreender uma arriscada fuga com os seus companheiros, a partir de Angola, no decurso das repressões e mortes que se seguiram aos acontecimentos do 4 de Fevereiro e 15 de Março de 1961.

-       Foi a 14 de Novembro de 1975, após a Independência Nacional, que  o  Camarada Mbinda, na qualidade de Mestre de Cerimónia, dirige o Acto de Empossamento do primeiro Governo da República Popular de Angola.

Descrever quem foi o Camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda” é um exercício nada fácil, sobretudo porque estamos diante de um Insigne, Consequente, Convicto e Brilhante Combatente, Nacionalista e Patriota, Político e Diplomata, diante de um exemplo de devoção à nossa luta, que sempre soube colocar-se ao serviço da revolução e do Povo Angolano.

As memórias que temos do Camarada Mbinda, da sua persistência, da sua determinação, bravura e firmeza, do seu espírito batalhador, dos sacrifícios suportados, dos perigos cruzados e superados, das lutas travadas em vários domínios e frentes da nossa acção política, ao longo do nosso processo político e revolucionário, elevam-no para o púlpito dos Grandes Homens ao serviço da Pátria.

O seu estilo afável e de trato fino, a sua preparação de elevado nível moral, cívico, ético e patriótico, a sua serenidade, o seu humanismo, a sua humildade e simplicidade, o sentido de responsabilidade, a sua visão e convicções políticas e ideológicas enriquecem o acervo de valores e constituem uma incontornável referência para todos nós e para as gerações vindouras.

O Povo Angolano, os militantes, simpatizantes e amigos do MPLA perdem um Valoroso e Grande Filho, um Grande Amigo, um Grande Companheiro e um Grande Camarada de todas as horas e momentos, de quem se esperava mais, ao longo do percurso que muito ainda temos a trilhar. Certamente, vamos sentir a sua ausência, a falta dos seus conselhos, da sua inteligência e perspicácia.

Pelas suas distintas qualidades, a inesperada partida do Camarada Mbinda deixa um profundo vazio e constitui uma perda irreparável para o Povo Angolano e para as fileiras do MPLA.

 

 Minhas senhoras,

Meus senhores!

 

O Camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda”, filho de Domingos Pedro Van-Dúnem e de Isabel Afonso “Mana Veia”, nasceu aos 07 de Setembro de 1941, de uma família humilde e tradicional de Luanda, na localidade da Ilha do Cabo, tendo passado parte da sua juventude no Bairro Praia do Bispo.

Foi sexta- feira, a 14 de Novembro de 2014, que recebemos a triste notícia do passamento físico do Camarada Mbinda, Membro do Comité Central, do Bureau Político e Secretário para as Relações Internacionais do MPLA.

 

Minhas senhoras,

Meus senhores!

 

Ao longo do seu percurso, distinguiu-se como Militar, Político e Diplomata, factos de elevado significado sobre os quais faremos uma breve incursão.

Desde muito cedo compreendeu que os laços que uniam os angolanos, que aderiram a causa da libertação da Pátria forjavam-se, nos locais de trabalho, na família, na igreja e nas actividades dos clubes e noutras áreas importantes da vida do Povo Angolano;

Assim, o Camarada Mbinda integrou o Ginásio Futebol Clube. Esta associação teve como principal promotor, Tomás Sebastião dos Santos, integrando outros jovens, como Mário Santiago, José Eduardo dos Santos, Brito Sozinho, Francisco de Almeida, Balduíno Bwanga, Pedro de Castro Van-Dúnem “ Loy” entre outros;

Sob capa de associação desportiva de carácter recreativo e cultural, tinha como objectivo despertar nos jovens a consciência nacionalista e patriótica, congregar e mobilizar estudantes para a luta pela  independência nacional;

Esta acção só foi interrompida após a grande vaga de repressão e mortes promovida pelo poder colonial português, que se seguiu a independência do Congo-Léopoldville, a 30 de Junho de 1960, aos 04 de Janeiro, 04 de Fevereiro e 15 de Março de 1961;

Neste contexto, muitos angolanos foram obrigados a sair do país. O Camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda”, com 20 anos de idade, empreendia uma fuga para o Congo-Léopodville, com outros companheiros de luta, como José Eduardo dos Santos, Brito Sozinho “Longa Marcha”, Mário Santiago, Domingos Sebastião dos Santos “Mano Mingo”, Luís Gonzaga, Artur Silvério, todos integrantes do Ginásio Futebol Clube, para dar voz e materialização ao Manifesto do MPLA;

O grupo partiu de Luanda no dia 07 de Novembro de 1961, no porão da embarcação Zaire. Os sete jovens chegaram a Matadi no dia 14 de Novembro de 1961, sujeitos a riscos e a difíceis condições de vida, durante sete dias de viagem;

No referido dia, o Camarada Mbinda chega ao então Porto Pesqueiro      de Luanda, local onde apanhou o barco, acompanhado da sua irmã mais- velha Antonica Van-Dúnem, o único membro da sua família com quem confidenciou e partilhou os planos da sua fuga;

Destaca-se, pois em 1962, aquando da criação de uma organização juvenil ligada ao MPLA, por alguns elementos desse grupo em Léopoldville, tendo sido designado por Kudianguelas, cujo principal impulsionador foi o Camarada Brito Sozinho;

Os Kudianguelas esperavam o reconhecimento do Comité Director para se tornarem, de jure, uma organização juvenil do Movimento Popular de Libertação de Angola – MPLA, pois realizavam várias actividades de propaganda, no sentido de mobilizar e congregar a juventude angolana nos Congos Léopoldville e Brazzaville, em torno dos ideais do MPLA. Desta iniciativa, surgiu o “Grupo Dinamizador” dos precursores da JMPLA, com a participação de outros camaradas, de entre os quais Jordão Aguiar, Jorge Freitas, Manuel Borges, José Bernardo Domingos “Kioza”, Sebastião Vicente, Inocêncio Martins, José Miguel “Pau-Preto” etc., etc.;

Em 1962, o Camarada Mbinda e demais companheiros colaboravam no Bureau do MPLA em Léopoldeville na rua Tomber d`Tabora n.º 52. Nessa condição, participou na 1ª Conferência Nacional do MPLA, que decorreu de 04 a 05 de Dezembro de 1962;

A 19 de Novembro de 1963, Afonso Van-Dúnem “Mbinda” é seleccionado, pelo Comité Director do MPLA, para frequentar o curso de Ciências Políticas, na escola da Konsomol, em Moscovo. Este primeiro grupo de quadros é integrado, igualmente, pelos camaradas Luísa Gaspar “Vastok”, Bernardete Ngakumono e eu próprio;

Por orientação do saudoso Presidente António Agostinho Neto, com o objectivo de reforçar os militantes e quadros que se encontravam em Lusaka, o Camarada Mbinda,  a partir de 1965, participou na abertura da 3ª Região Político-Militar, com a instalação do primeiro Bureau ou representação do MPLA em Lusaka – Zâmbia;

  • O Camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda” começou desde cedo a dar os primeiros passos nos corredores da diplomacia do MPLA, na Zâmbia e, posteriormente, na Tanzânia. Nesta qualidade, por diversas vezes, participou em missões secretas para o transporte de armas, da Tanzânia (Dar-Es-Salan) para a Zâmbia (Lusaka) e, deste país, para o interior de Angola;

Pertenceu ao restrito grupo de combatentes, como Aníbal de Melo “Kamaxilo”, primeiro representante do MPLA em Lusaka, Dino Matrosse, Teodoro Carlos, Felisberto Monimanbo, Hoji-yá-Henda, Maria Teodoro, Joaquim Gaspar Cristóvão, Henrique Leonardo Gama “Gil”, Paulo Bonga, Rodeth Gil, Flávio Fernandes “Bombeiro”, José Condessa de Carvalho “Toka”, Alexandre Rodrigues “Kito”, dentre outros, que tomaram parte activa da Operação Relâmpago, que levou o primeiro carregamento de armas e 41 guerrilheiros, dos primeiros na 3ª Região Político-Militar, conhecida por Frente Leste, da estrutura Político-Militar do MPLA;

Nesta altura, o Camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda” granjeou a confiança do Comité Director, passando a exercer a função de Secretário particular do saudoso Presidente Dr. António Agostinho Neto;

Após o 25 de Abril de 1974, participou na Cimeira de Mombaça, que estabeleceu a plataforma de princípios comuns entre o MPLA, FNLA e a UNITA, de negociação do Acordo de Alvor com as autoridades portuguesas, em Janeiro de 1975;

O saudoso Presidente Agostinho Neto escolheu os camaradas Afonso Van-Dúnem “Mbinda” e Alexandre Rodrigues “Kito” para o encontro com o então Marechal Costa Gomes, para abordarem os termos do Acordo de Paz.

Após a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, o Camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda” passa a exercer a função de Director do Gabinete do saudoso Presidente Dr. António Agostinho Neto;

Nessa qualidade, a 14 de Novembro de 1975, foi o Mestre de Cerimónia do acto de empossamento do primeiro Governo da República Popular de Angola;

Em 1970, a Direcção do MPLA nomeou Afonso Van-Dúnem “Mbinda” para coordenar o processo de reestruturação e funcionamento da JMPLA, tendo, nessa qualidade, dirigido uma delegação que efectuou uma digressão a vários países da Europa do Leste, acompanhado por militantes da 2ª e 3ª regiões Político-Militares. O Camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda” prosseguiu com o processo de reestruturação da JMPLA até 1977;

O Camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda” foi eleito membro do Comité Central no 1º Congresso do MPLA, em 1977. Após o desaparecimento físico do saudoso Presidente Agostinho Neto, no quadro da governação, foi notável o seu papel como Comissário Provincial de Luanda, cargo para o qual foi nomeado em 1977;

O Camarada Afonso Van-Dúenm “Mbinda” ganhou maior visibilidade entre 1985 e 1989. Pela ordem de precedência, foi o terceiro ministro da Relações Exteriores da República Popular de Angola, seguindo-se o cargo de Embaixador junto das Nações Unidas em Nova-York, duas funções, que o tornaram num protagonista incontornável da história da diplomacia angolana, tendo prestado, com a sua experiência diplomática forjada na luta de libertação nacional, um notável contributo para a independência da Namíbia, em 1990, o fim do Apartheid na África do Sul e a consequente libertação de Nelson Mandela;

As batalhas diplomáticas travadas para se chegar aos Acordos de Nova York passaram por várias rondas negociais: Mindelo, Gbadolite, Lusaka, Genebra, Cairo, Brazzaville, Franceville, Libreville, Moscovo, Washington, foram algumas das cidades onde Afonso Van-Dúnem “Mbinda”, diplomata de trato fino e conhecedor da geopolítica mundial, discutiu a Paz e a estabilidade da África Austral, em nome do Governo angolano, à luz da Resolução 435 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, de 29 de Fevereiro de 1978;

Foi a ele que coube a honrosa missão de representar o Governo da República Popular de Angola e assinar os Acordos de Nova York, que ditou a Independência da Namíbia e o fim do regime do Apartheid na África do Sul;

Foi eleito membro do Bureau Político em 1980, na sequência do 1º Congresso Extraordinário do MPLA-Partido do Trabalho;

Foi eleito Secretário do Departamento de Relações Internacionais, em duas ocasiões, nomeadamente em 1979 e, mais tarde, em 2010, até à data do seu desaparecimento físico;

Foi deputado da Assembleia do Povo, tendo, neste órgão de soberania, exercido as funções de Coordenador da Comissão das Relações Exteriores. Nas Eleições Gerais de 2012 é eleito deputado à Assembleia Nacional, cujo mandato foi suspenso a seu pedido por incompatibilidade de funções; 

Em 2001, foi nomeado Coordenador da Comissão que elaborou os dois primeiros volumes da História do MPLA;

O Camarada Afonso Van-Dúnem “Mbinda” foi o prefaciador do livro “Política Externa dos Estados e Diplomacia do Presidente da República José Eduardo dos Santos”, do comentarista Belarmino Van-Dúnem. Estava, em fase já avançada, a escrever um livro de memórias, no qual narra os momentos mais marcantes da sua participação e entrega incondicional e abnegada à causa do seu povo, bem como o seu comprometimento com os ideais de liberdade, de paz e de justiça social;   

Foi, até ao seu desaparecimento físico, Presidente da Fundação Sagrada Esperança.

 

 Minhas senhoras,

Meus senhores!

 

Pelo sentido de missão e de responsabilidade no cumprimento das inúmeras obrigações no Partido e no Estado, o Camarada Mbinda mereceu as mais altas condecorações, das quais se destacam as seguintes:

  • Medalha “Antigo Guerrilheiro”;
  • Medalha “Antigo Combatente”;
  • Medalha “Clandestinidade”;
  • Medalha “10 de Dezembro”;
  • Medalha “50 anos do MPLA”;
  • Medalha “Hoji-yá- Henda”;
  • Medalha “Deolinda Rodrigues”;
  • Medalha “Militante de Vanguarda”;
  • Diploma de Mérito do 1.º Grau Comandante “Hoji-yá-Henda”;
  • Diploma de Mérito do Ministério das Relações Exteriores.

 

Minhas senhoras,

Meus senhores!

 

É em Lusaka, na Zâmbia, em Agosto de 1968 que conheceu a mulher da sua vida, Luzia Pereira Inglês “Inga” de sua graça, que, tal como ele, também tinha se juntado ao MPLA para combater o regime colonial português.

Com esta jovem de aspecto franzino, mas valente, corajosa e de firmes convicções, contraiu matrimónio, em Setembro de 1970, no campo Vitória é Certa, na Zâmbia.

Testemunharam o surgimento da nova família, o saudoso Presidente Agostinho Neto e esposa, na qualidade de padrinhos do noivo e o Camarada José Condessa de Carvalho “Toka” e esposa foram os padrinhos da noiva.

Com esta mulher destemida como esposa e mãe dos seus quatro filhos, viveu bons e maus momentos, sempre com o apoio incondicional da  companheira dedicada, que, com amor e muito carinho, esteve com ele nos momentos finais, até que partiu deste Mundo dos mortais. 

 

Camarada Luzia Inglês “Inga”!

 

A ti Querida Camarada “Inga”, à Tozinha, ao Kamaxilo, ao Massoxi e à Yana não temos palavras apropriadas capazes de vos consolar, porque esta inesperada partida fragiliza a todos e torna-nos, momentaneamente, vulneráveis.

Sempre estivemos unidos e, por isso, continuaremos a caminhar de mãos dadas. Certamente, continuarão a merecer o carinho, o apoio e a solidariedade da Direcção do Partido.

 

Camarada Mbinda!

 

Nesta hora de profunda dor e consternação a Direcção do Partido, em nome de todos os militantes, inclina-se perante a Tua memória. O Teu exemplo e ensinamentos, que continuarão sempre presentes e saberemos transformar a tristeza e a dor numa fonte permanente de energia, para vencermos os presentes e próximos desafios que se colocam e fazer de Angola o País de progresso, felicidade e bem-estar social, tal como ansiastes com as tuas fortes convicções e, por isso, dedicastes os maiores e melhores anos da tua juventude e da tua vida, na materialização, não apenas do Programa Mínimo, mas, também, do Programa Maior do MPLA, o Partido do teu coração, em cuja Galeria dos Grandes terás sempre um lugar de destaque.

ADEUS, CAMARADA, AMIGO E COMPANHEIRO DE TODOS OS MOMENTOS DA NOSSA LUTA, DA PAZ E DO BEM-ESTAR DO POVO ANGOLANO!

ADEUS CAMARADA MBINDA!

GLÓRIA ETERNA.

QUE A TUA ALMA DESCANSE EM PAZ.

COMITÉ CENTRAL DO MPLA, AOS 18 DE NOVEMBRO DE 2014”.

PortalMPLA/Sede Nacional do Partido