História

O PARTIDO DA VERDADE, DA LIBERDADE E DO POVO

Em 10 de Dezembro de 1956, um grupo de patriotas angolanos deu a conhecer o Manifesto do amplo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), apelando para a constituição, em todo o país, de muitas organizações independentes entre si, de modo a poderem resistir melhor e iludir a vigilância das forças coloniais de repressão ocupantes. Esta é a data oficial da sua fundação.

Nessa linha de actuação, já se haviam criado o PLUAA – Partido de Luta Unida dos Africanos de Angola, o MIA (Movimento para a Independência de Angola), o MINA (Movimento pela Independência Nacional de Angola) e o PCA (embrião do efémero Partido Comunista de Angola), que, fundidos, deram origem ao MPLA, que, rapidamente, galvanizou o povo para a luta contra o Colonialismo, transformando-se no instrumento decisivo para a satisfação das aspirações de independência, de paz e de progresso social.

Com a proclamação da Independência Nacional, pelo MPLA, na voz do saudoso Presidente Agostinho Neto, em 11 de Novembro de 1975, foi posto fim ao colonialismo português.

Iniciara-se, então, o processo de reconstrução do país para a satisfação dos interesses e necessidades básicas do povo angolano. Esse esforço foi condicionado pela guerra, que assolara o país, imposta a partir de dentro e de fora.

Apesar da guerra, o povo angolano, liderado pelo MPLA, defendeu a independência e a soberania nacional, a integridade e a indivisibilidade do solo pátrio.

As mudanças operadas no Mundo, particularmente na década de 1980, encontraram o MPLA, já sob a liderança do Camarada Presidente José Eduardo dos Santos, a dirigir um processo de profundas alterações políticas, económicas e sociais, que marcaram, sobremaneira, o desenvolvimento do Sistema Político Angolano.

Com efeito, desde 1983, o MPLA iniciara um diagnóstico profundo à organização económica e social de Angola e identificou as bases essenciais em que se deveriam assentar as reformas nesse domínio, nomeadamente as estabelecidas no Programa de Saneamento Económico e Financeiro (SEF), tendo-as aprovado na sua 1ª Conferência Nacional, realizada de 14 a 19 de Janeiro de 1985, em Luanda.

O 2º Congresso do MPLA, realizado em Dezembro de 1985, em Luanda, adoptou as grandes linhas de orientação, que imprimiram reformas sensíveis nos métodos e nas formas de direcção da economia e abriram caminho à consagração do Multipartidarismo, o que veio a efectivar-se em Março de 1991.

Entretanto, a dimensão, o alcance e as perspectivas das reformas empreendidas pelo MPLA encontraram sérios obstáculos, por causa da guerra pós-eleitoral (Setembro de 1992/Abril de 2002), que atingiu índices de destruição sem precedentes na história de Angola.

A mais este grande obstáculo, o MPLA reagiu, traçando, no seu 4º Congresso (Luanda, 05 a 10 de Dezembro de 1998), a Estratégia Global para a Saída da Crise Político-Militar e Económico-Social, culminando com o alcance da PAZ DEFINITIVA, a quatro de Abril de 2002, um bem maior à disposição de cada um dos filhos de Angola, que têm o dever sagrado de preservá-lo, para sempre.

Terminada a guerra, o MPLA está empenhado na construção de uma sociedade abrangente, que enalteça o orgulho nacional e a auto-estima dos angolanos, que transforme Angola num país próspero, em que seja erradicada a fome e a miséria, com uma governação eficiente e um Estado forte, democrático e moderno, com um elevado nível de desenvolvimento científico e técnico-cultural, proporcionando ao povo angolano os mais altos padrões de vida e de bem-estar social.

O MPLA pugna por uma cooperação activa e dinâmica com a Comunidade Internacional, com o sector privado e o mundo académico, para implementar formas eficazes e inovadoras de transferência de tecnologia e “know-how”, que acelerem o crescimento e a produtividade nos países em desenvolvimento, como factores de paz, de estabilidade e de modernidade, para que o povo sinta, na prática, os seus efeitos e aplique esses conhecimentos em seu próprio benefício.