
Luanda, 15.02.2026
A homenagem prestada na terça-feira, 10 de fevereiro, na Urbanização Nova Vida, à residência de Elias Dya Kimuezo, integrou a 3ª edição das Jornadas dos Heróis da Liberdade do nacionalismo angolano. O acto destacou o valor do reconhecimento em vida aos protagonistas da história cultural e política de Angola.
Centralidade da cultura na memória colectiva
Chefiada pela Vice-Presidente Mara Quiosa, a iniciativa da Direcção do MPLA reafirmou a centralidade da cultura na preservação da memória colectiva e na transmissão dos valores históricos às novas gerações.
Gesto de solidariedade e reconhecimento
Para Gabriel Henriques Leitão, sobrinho do homenageado, o momento confirma que o Partido nunca se afastou do percurso de Elias. Aos 90 anos, o artista recebe um gesto de solidariedade que reconhece uma vida marcada pela coerência, pela resistência e pela fidelidade às raízes culturais angolanas.
Resistência linguística e cultural
Gabriel recordou os tempos de discriminação e preconceito linguístico enfrentados pelo músico. Apesar das pressões e dos apupos, Elias manteve-se firme, cantando em Kimbundu e recusando renegar a sua identidade, transformando a resistência cultural num acto permanente de dignidade.
Música como arma de luta
A escritora Marta dos Santos sublinhou que Elias combateu com a voz. Enquanto uns lutaram com armas e outros com a escrita, ele fez da música um instrumento de luta, consciência e afirmação nacional, traduzindo em canções aquilo que muitos não podiam dizer.
Elevação do semba ao reconhecimento internacional
Cantando sempre em Kimbundu, Elias elevou o semba a um patamar de reconhecimento internacional. O título de Rei da música angolana resulta de um percurso sólido, construído antes e depois da independência, validado pela consistência histórica e cultural da sua obra.
Legado de união e identidade
Ao associar Partido, Estado e cultura, esta homenagem reafirma que só quem tem percurso deixa legado. Elias Dya Kimuezo permanece como símbolo de união, resistência e identidade nacional, uma memória viva que continua a educar, inspirar e orientar gerações.
Valorização das línguas nacionais
A trajetória de Elias Dya Kimuezo constitui um exemplo de resistência cultural e afirmação identitária num período em que a utilização das línguas nacionais era frequentemente desvalorizada ou mesmo reprimida.
A sua opção incondicional pelo Kimbundu como língua de expressão artística representou não apenas uma escolha estética, mas um acto político de resistência, contribuindo decisivamente para a preservação e valorização do património linguístico e cultural angolano.
Cultura como pilar da libertação
A homenagem a Elias Dya Kimuezo reforça o reconhecimento de que a luta de libertação nacional não foi travada apenas no campo militar, mas também no plano cultural, onde artistas, escritores e músicos desempenharam um papel fundamental na mobilização das consciências e na afirmação da identidade angolana.
O Projecto Heróis da Liberdade, ao incluir figuras como Elias Dya Kimuezo, consolida uma visão abrangente da história nacional, reconhecendo que a construção de Angola como Estado independente e soberano resultou do contributo de diversos actores, desde os combatentes armados até aos agentes culturais que, através da sua arte, ajudaram a manter viva a chama da resistência e da esperança.
A presença da Vice-Presidente do MPLA e de membros do Secretariado do Bureau Político na residência do artista simboliza o compromisso do Partido em honrar os seus heróis culturais em vida, garantindo que o seu legado seja devidamente reconhecido, preservado e transmitido às gerações futuras como fonte de inspiração, orgulho e identidade nacional.
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