EMÍLIA CARLOTA DIAS HOMENAGEIA MÁRTIRES DA BATALHA DO KUITO

Cuito, 22 de junho de 2026

A Secretária-Geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), Emília Carlota Dias, visitou na manhã de segunda-feira (22 de junho) o Memorial da Batalha do Kuito, na província do Bié, onde depositou uma coroa de flores em homenagem aos mártires sepultados naquele cemitério histórico do país.

Em ato simples, mas carregado de simbolismo, a dirigente prestou tributo aos combatentes que tombaram em defesa da Pátria, sublinhando a importância da preservação da memória histórica para a formação cívica e patriótica das novas gerações. O gesto consolidou-se como reafirmação de compromisso com a honra dos que sacrificaram suas vidas pela independência e soberania nacional.

Preservação da memória histórica e legado patriótico

A dirigente enfatizou que a guerra ficou para trás e que, doravante, o compromisso deve ser com a promoção do desenvolvimento e do bem-estar das populações. Acrescentou que o memorial é um monumento de grande importância histórica e que é necessário continuar a preservá-lo e a valorizá-lo, como forma de honrar o legado dos bravos filhos de Angola que, com firmeza e resistência, defenderam o País e o Povo angolano.

A perspetiva consolidou-se como reafirmação de que a memória histórica serve não apenas ao tributo do passado, mas também à orientação do presente e do futuro.

Resistência e dignidade do povo do Kuito

A Secretária-Geral da OMA destacou que os bravos combatentes e o bravo povo desta região, com determinação, conseguiram resistir às investidas dos inimigos da paz, com dignidade, respeito e bravura. Sublinhou que a geração mais jovem deve seguir o exemplo e o legado destes filhos de Angola, prosseguindo o processo de paz e de reconciliação nacional.

O apelo consolidou-se como reafirmação de responsabilidade geracional na preservação de valores de resistência e na construção de futuro baseado em paz e reconciliação.

Reflexão sobre o custo humano da guerra

Em outra intervenção, afirmou que, perante a resistência da cidade do Kuito, é justo curvar-se perante os homens e mulheres que enfrentaram a ação armada dos inimigos. “Guerra nunca mais”, frisou, lembrando que o conflito armado ceifou a vida de muitos filhos e filhas de Angola e deixou profundo sofrimento em famílias, vizinhos e comunidades inteiras.

A reflexão consolidou-se como reafirmação de compromisso com a paz e reconhecimento do custo humano irreparável da guerra, servindo como apelo à preservação da paz conquistada.