Luanda, 13 de junho de 2026
A importância da preservação da memória histórica, da modernização da gestão documental e da valorização do legado institucional esteve no centro da palestra alusiva ao Dia Internacional dos Arquivos, realizada sexta-feira (12 de junho) no Complexo Turístico Futungo II, em Luanda.
Promovido pelo Centro de Documentação e Investigação Histórica (CDIH) do Comité Central do MPLA, o encontro reuniu especialistas, académicos e quadros do Partido para debater o papel estratégico dos arquivos na conservação da história e na transmissão do conhecimento às futuras gerações. A palestra consolidou-se como momento de reflexão sobre os desafios contemporâneos da preservação documental e a importância institucional dos arquivos.
Digitalização de arquivos como resposta aos riscos documentais
Ao abordar o tema “A importância da digitalização dos arquivos e os seus desafios”, o Secretário do Bureau Político para as Tecnologias de Informação e Comunicação, Pedro Sebastião Teta, defendeu que a digitalização constitui uma resposta eficaz aos riscos que ameaçam a documentação física.
Segundo o prelector, os documentos em papel estão sujeitos à degradação natural, à humidade, à ação de insectos e a ocorrências como incêndios e inundações, fatores que podem provocar perdas irreparáveis de informação histórica. Pedro Teta destacou que a digitalização vai muito além da simples reprodução de documentos, representando um sistema moderno de gestão da memória institucional.
Entre as principais vantagens, apontou a preservação dos conteúdos, o acesso rápido à informação, o reforço da segurança documental e a otimização dos espaços de armazenamento. O especialista sublinhou ainda que os sistemas digitais permitem controlar o acesso aos documentos, registar as consultas efetuadas e criar cópias de segurança em diferentes locais, garantindo maior proteção do património documental.
Arquivos como instrumentos essenciais nas instituições
Na sua intervenção sobre “A importância dos arquivos nas instituições”, a docente universitária Constança Ceita destacou o valor dos arquivos como instrumentos essenciais para a organização, preservação e disponibilização da informação.
A académica considerou que os arquivos desempenham um papel fundamental na produção do conhecimento, na investigação científica e na salvaguarda da memória coletiva. Defendeu igualmente a necessidade de reforçar a cultura arquivística nas instituições, assegurando a correta classificação e conservação dos documentos.
Constança Ceita referiu ainda o trabalho desenvolvido por instituições como o CDIH do MPLA, o Centro de Documentação da Presidência da República, o Arquivo Nacional de Angola e o Arquivo Histórico Militar, responsáveis pela preservação de importantes acervos documentais do País.
Legado institucional e preservação da história política
Por sua vez, o historiador Patrício Batsîkama, ao dissertar sobre “O legado dos líderes e das instituições – caso MPLA”, realçou a importância estratégica dos arquivos na preservação da história política e institucional.
O investigador explicou que o legado difere da simples herança, por representar um património de valor estratégico que permite compreender o percurso das instituições e dos seus líderes. Para o académico, a documentação histórica constitui uma fonte indispensável para a produção do conhecimento e para a preservação da verdade dos acontecimentos.
Patrício Batsîkama defendeu igualmente que a valorização dos arquivos contribui para o fortalecimento da identidade institucional e para a transmissão da memória histórica às novas gerações.
Compromisso com preservação e modernização
A palestra enquadrou-se nas comemorações do Dia Internacional dos Arquivos, assinalado anualmente a 9 de junho, e reafirmou o compromisso do MPLA com a preservação do seu património documental, a valorização da memória histórica e a modernização dos processos arquivísticos. O evento consolida-se como demonstração de responsabilidade institucional na guarda e transmissão do acervo histórico do Partido.





