ANGOLA E CHINA REFORÇAM PARCERIA ESTRATÉGICA

Luanda, 30 de setembro de 2026

A Vice-Presidente do MPLA, Mara Quiosa, participou na terça-feira (29 de setembro), em Luanda, nas celebrações dos 77 anos da fundação da República Popular da China. O evento analisou, entre outros aspetos, o grau de cooperação entre Angola e aquele gigante asiático.

Mara Quiosa, que foi efusivamente recebida pelo embaixador da China em Angola, Zhang Bin, fez-se acompanhar pelo Secretário do Bureau Político para a Reforma do Estado, Administração Pública e Autarquias do MPLA, Mário Pinto de Andrade, que também responde pela área das Relações Internacionais. A participação consolidou-se como momento estratégico de reafirmação da amizade entre o MPLA e o Partido Comunista da China e do compromisso com o aprofundamento da cooperação bilateral.

Relações diplomáticas “boas e importantes” para o desenvolvimento de Angola

No final das atividades, Mara Quiosa enalteceu as relações diplomáticas entre Angola e a China, classificando-as como boas e importantes para o desenvolvimento social e económico de Angola.

A Vice-Presidente do MPLA assinalou que a “China se tornou num dos maiores investidores em diversos sectores, incluindo agricultura, mineração e comércio”.

A valorização consolidou-se como reafirmação de que a cooperação económica bilateral e a diversificação dos parceiros de investimento são elementos críticos para o desenvolvimento social e económico de Angola.

Crescimento das relações culturais e patrimoniais

Além do fortalecimento diplomático e económico, Mara Quiosa mencionou “o crescimento das relações culturais e patrimoniais”, sublinhando, entretanto, “a necessidade de continuar a promover essa colaboração em todos os aspectos da vida nacional”.

A Vice-Presidente do MPLA afirmou ainda que “o cenário industrial de Angola tem ganhado força, com investidores chineses, que contribuem para resolver um dos principais desafios do país, sobretudo a empregabilidade”, entendendo, por outro lado, que “o compromisso de Angola e da China consolida as relações e promete um futuro próspero para duas nações”.

A consideração consolidou-se como demonstração de que a dimensão cultural da cooperação e o contributo do investimento estrangeiro para o emprego são elementos críticos para o aprofundamento da parceria entre os dois países.

Zhang Bin: Angola como parceiro estratégico e 43 anos de amizade

O embaixador chinês, Zhang Bin, agradeceu a presença dos participantes, entre os quais membros da diplomacia e do Executivo, e disse que o ato representa, para Angola e a China, o fortalecimento da amizade entre os dois povos.

Zhang Bin referiu-se, igualmente, a Angola como um parceiro estratégico em África, que, ao longo dos 43 anos de amizade, “sempre esteve bem”. “As relações entre Angola e a China sempre estiveram bem e, nisso, as nossas trocas comerciais fluem a cada dia que passa”, afirmou.

A afirmação consolidou-se como reafirmação de que a continuidade da amizade bilateral e a fluidez das trocas comerciais são elementos críticos para a solidez da parceria entre os dois Estados.

China como principal motor da economia mundial

O embaixador da China em Angola, Zhang Bin, revelou que a China contribui com 30 por cento para o crescimento económico global.

Para o diplomata, “no primeiro semestre deste ano, a economia chinesa registou um crescimento estável na ordem de 4,7 por cento e manteve a evolução sólida e a tendência de melhoria”.

“A China continua a ser a fonte de dinamismo mais forte, estável e fiável para o crescimento da economia mundial”, acrescentou.

Neste sentido, Zhang Bin considera a China uma âncora de estabilidade das cadeias industriais e de abastecimento globais, porque as indústrias construídas não só elevaram a eficiência da produção local, mas também a mundial.

“Desde o início deste ano, o conflito internacional perturbou a circulação no Estreito de Ormuz, provocando restrições no fornecimento internacional de petróleo bruto e de matérias-primas essenciais. Isto tirou partido das fortes vantagens no setor das novas energias no mundo, onde a China respondeu de forma ativa, com a redução das importações de petróleo bruto e aliviou significativamente a pressão de subida dos preços internacionais do petróleo”, argumentou.

Zhang Bin entende também que, enquanto os conflitos aumentam no mundo, a China “mantém uma produção eficiente e estável, compensando lacunas de oferta causadas pela paralisação da produção e por perturbações logísticas em algumas regiões”.

Por essa razão, segundo o diplomata, os “meios de comunicação europeus comentaram que a China salvou a economia mundial pela segunda vez desde a crise financeira internacional de 2008”.

A exposição consolidou-se como demonstração de que o papel da economia chinesa na estabilidade global e a sua capacidade de resposta às perturbações das cadeias de abastecimento são elementos críticos para o equilíbrio da economia mundial.

China como polo mundial de inovação científica e tecnológica

“Segundo um relatório da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, a China subiu do 34.º lugar, em 2012, para o 10.º lugar, em 2025, no Índice Global de Inovação”, revelou, nesta terça-feira (29 de setembro), o embaixador chinês em Angola, Zhang Bin.

O diplomata do gigante asiático afirmou que “desde o início deste ano, a chamada ‘Lei de Tao (τ)’ do setor dos semicondutores ganhou destaque, enquanto o programa espacial chinês alcançou novos avanços na recuperação de foguetões, tanto no mar quanto em terra”.

Com essa eficiência, Zhang Bin enfatizou que “foram alcançados novos avanços em tecnologias-chave e fundamentais, incluindo os circuitos integrados, investigação e desenvolvimento de medicamentos inovadores de vanguarda mundial, onde a China está a tornar-se, cada vez mais, um dos principais polos mundiais de inovação em larga escala”.

A exposição consolidou-se como reafirmação de que a inovação tecnológica e o investimento em ciência são elementos críticos para a projeção internacional de um país e a competitividade da sua economia.

O Dia da Fundação da China

O Dia da Fundação da China é comemorado anualmente em 1.º de outubro, data que marca a proclamação da República Popular da China, em 1949.

O feriado, conhecido como Dia Nacional da República Popular da China, é celebrado com grandes festividades, incluindo desfiles militares e eventos culturais em todo o país.

Em 2026, o Dia Nacional é celebrado com uma semana de folga, conhecida como Semana Dourada, que inclui sete dias de descanso, resultando num dos maiores movimentos migratórios do mundo.

O enquadramento consolidou-se como demonstração da relevância histórica da data e da dimensão cultural das celebrações nacionais chinesas.