Luanda, 9 de junho de 2026
Personalidades da vida política, diplomática e social do País enalteceram segunda-feira, na Sede Nacional do MPLA, em Luanda, o legado político, diplomático e humano deixado por Manuel Domingos Augusto, durante o acto oficial de abertura do Livro de Condolências em sua homenagem. A cerimónia consolidou-se como momento de tributo ao antigo Secretário do Bureau Político para as Relações Internacionais, falecido no passado dia 5 de junho de 2026.
A cerimónia foi presidida pela Vice-Presidente do MPLA, Mara Quiosa, e contou com a presença do Secretário-Geral do Partido, Paulo Pombolo, membros do Secretariado do Bureau Político, dirigentes partidários, deputados da Assembleia Nacional afetos à bancada parlamentar do MPLA, ministros, o governador provincial de Luanda, Luís Nunes, entre outras individualidades, refletindo a importância institucional do homenageado.
Ambiente de consternação e homenagem
O acto foi marcado pela execução do Hino do MPLA e pela interpretação da Sinfonia Kapossoka, num ambiente de profunda consternação e homenagem, consolidando a dimensão simbólica e emocional do tributo ao diplomata de carreira.
Tributos de destacadas personalidades
O deputado Norberto dos Santos “Kwata Kanawa” recordou Manuel Augusto como um amigo de longa data e um dos mais destacados diplomatas angolanos, ressaltando a sua dedicação à militância partidária e ao serviço do Estado. “Perdemos um amigo dos seus amigos, um diplomata de carreira que sabia fazer diplomacia“, afirmou, destacando igualmente o papel desempenhado pelo malogrado nos processos diplomáticos que contribuíram para a consolidação da paz e estabilidade na região austral de África.
A membro do Conselho de Honra do MPLA, Luzia Inglês “Inga” lembrou o percurso de Manuel Augusto desde os primeiros anos da Independência Nacional, realçando a sua formação, disciplina e dedicação às relações exteriores. Segundo a dirigente, Manuel Augusto foi um dos quadros que mais se identificou com o trabalho diplomático desenvolvido pelo histórico dirigente Afonso Van-Dúnem Mbinda, tornando-se posteriormente uma referência incontornável da diplomacia angolana e alcançando o cargo de ministro das Relações Exteriores.
A deputada Luísa Damião considerou que Angola perdeu um dos seus mais destacados quadros, destacando o seu contributo para o fortalecimento da diplomacia parlamentar e para a afirmação do País no plano internacional. “Angola perde um grande quadro, o MPLA perde um intrépido militante“, afirmou, acrescentando que Manuel Augusto deixa às novas gerações um legado de responsabilidade, dedicação ao trabalho e partilha de conhecimentos.
O deputado Boavida Neto enalteceu os valores humanos cultivados pelo antigo diplomata, defendendo que o seu exemplo deve continuar a inspirar a prática do bem, solidariedade e serviço ao próximo, consolidando a dimensão ética do seu legado.
Livro de Condolências aberto ao público
O Livro de Condolências permanecerá aberto para que militantes, amigos, simpatizantes e cidadãos possam prestar a sua última homenagem a Manuel Domingos Augusto, figura que marcou várias gerações da diplomacia angolana e da vida política nacional. O acto consolida-se como reafirmação da importância do seu contributo para a construção da política externa angolana e para o fortalecimento das relações internacionais do País.






