De Cabinda ao Cunene um Só! Uma Só!
A Luta!
A Vitória!
A Vitória!
Viva o MPLA,
Viva o Camarada Presidente João Lourenço, Viva a OMA,
Viva a JMPLA,
Mulheres Angolanas – Unidas para Transformar os desafios em Conquistas,
Mulheres Angolanas Unidas (…)!
Camarada Archer Mangueira, Membro do Bureau Político, Primeiro Secretário do Comité Provincial do MPLA e Governador do Namibe;
Camarada Emília Carlota Celestino Dias, Secretária-Geral da OMA;
Camaradas Membros do Comité Nacional; Camaradas Dirigentes e Quadros do Partido;
Caros Convidados; Minhas Camaradas,
É com elevada honra e particular satisfação que nos encontramos aqui, nesta terra de beleza singular, de gente trabalhadora e resiliente, para em nome da Direcção do Partido e, em Particular do Camarada João Lourenço, Presidente do MPLA, proceder a abertura da II Reunião Ordinária do Comité Nacional da Organização da Mulher Angolana, que se realiza no Município do Tômbwa, Província do Namibe, no quadro da Jornada Político-Patriótica “OMA em Movimento”.
Namibe, com a sua beleza sublime e fascinante, marcada pelo deserto, montanhas e pelo seu vasto litoral e vida selagem, oferece-nos um cenário apropriado e acolhedor para a realização desta importante reunião, num ambiente de reconhecida hospitalidade do seu povo, que tão bem sabe receber e acolher.
Permitam-nos, por isso, antes de mais, dirigir uma saudação muito especial ao Camarada Archer Mangueira, Membro do Bureau Político, Primeiro Secretário do Comité Provincial do MPLA e Governador da Província do Namibe, na sua qualidade de anfitrião.
Às estruturas do Partido, do Governo e às autoridades da Província, expressamos o nosso profundo reconhecimento
pelo caloroso acolhimento e pelas condições criadas para que esta importante reunião se realize neste ambiente de fraternidade e camaradagem.
Saudamos, com igual apreço, a Camarada Emília Carlota Celestino Dias, Secretária-Geral da OMA, os membros do Comité Nacional, os dirigentes e quadros do Partido e todas as camaradas que, vindas das diferentes províncias, fizeram longas distâncias para estarem hoje aqui connosco.
Quero aqui destacar, que a maior parte das Camaradas saiu de Luanda de autocarro na “Caravana Patriótica OMA em Movimento”, atravessaram as províncias do Cuanza Sul, Benguela e a Huíla, vencendo durante o percurso várias etapas e o cansaço para chegar ao Namibe, queremos dizer: a vossa presença aqui é uma demonstração de compromisso, de força e de militância efectiva na Organização.
Aliás, a OMA conhece o caminho da luta, o valor da perseverança e sabe que nenhuma adversidade deve ser motivo para recuar.
Fazendo jus à palavra de ordem que tão bem traduz o espírito das nossas camaradas:
FAÇA CHUVA OU FAÇA SOL, A OMA NÃO RECUA!
Camaradas,
A OMA é, por si só, uma organização que, ao longo da sua história, tem sabido interpretar as aspirações da mulher angolana e afirmar-se como uma força indispensável na construção da nossa sociedade.
Esta II Reunião Ordinária acontece na sequência do VIII Congresso Ordinário da OMA, que procedeu ao balanço e à renovação de mandatos, elegeu um novo Comité Nacional, composto por 299 membros, e, sobretudo, definiu a estratégia que deverá orientar a intervenção da OMA durante o quinquénio 2026–2031.
Temos, portanto, diante de nós uma organização renovada, com uma nova legitimidade conferida pelo Congresso e com uma estratégia clara da sua acção Política, voltada para o apoio a Mulher Angolana nas suas diferentes dimensões.
Esta reunião, para além de apreciar questões relacionadas com a vida interna da organização, vai abordar de acordo com a sua agenda de trabalho, a realidade das nossas comunidades e avaliar o papel que a OMA deve continuar à desempenhar na promoção da inclusão social e económica das mulheres.
Uma atenção particular deve ser dada à situação das cooperativas agrícolas, agropecuárias e socioprofissionais, enquanto instrumentos importantes para a organização da produção, geração de rendimentos, criação de emprego e melhoria das condições de vida das famílias.
Neste sentido, este Comité Nacional vai avaliar o impacto de alguns programas sociais promovidos pelo Executivo, na vida das famílias em situação de pobreza e vulnerabilidade.
Tendo como exemplo o Kwenda, os resultados alcançados até aqui, demonstram a dimensão desta importante iniciativa do Executivo Liderado pelo Camarada João Lourenço Presidente do MPLA e da República de Angola: onde mais de Um milhão de famílias já beneficiaram de transferências monetárias directas, enquanto o componente de inclusão produtiva apoiou mais de 54 mil beneficiários, dos quais 28 mil mulheres, através da distribuição de kits profissionais, mudas e animais destinados ao reforço dos meios de subsistência.
Estes números, representam famílias e, sobretudo, mulheres que hoje têm maiores possibilidades de sustentar os seus agregados, desenvolver uma actividade produtiva e melhorar as suas condições de vida.
É aqui que a OMA deve estar presente, para acompanhar o impacto destas medidas, ouvir as beneficiárias, saber
sobre o que mudou nas suas vidas e contribuir para que os programas de protecção social possam evoluir cada vez mais para mecanismos de inclusão produtiva e de autonomia económica.
Queremos uma OMA capaz de identificar, em cada comunidade, quem precisa de apoio, mas também quem tem capacidade para produzir, empreender, organizar-se em cooperativa e criar riqueza.
Por isso, a avaliação que esta Reunião fará sobre as cooperativas e sobre o impacto dos programas sociais deve resultar em propostas concretas, capazes de reforçar a participação da mulher na produção nacional, particularmente no meio rural e nas periferias urbanas, onde continuam a existir grandes reservas de capacidade produtiva, mas também muitas mulheres na informalidade.
Estimadas Camaradas,
A OMA deve continuar a ser uma organização presente, actuante e capaz de transformar as preocupações das mulheres em acções que produzam resultados que visam melhorar as suas condições de vida.
A OMA deve continuar a trabalhar para garantir a emancipação das Mulheres, a igualdade de direitos e de
oportunidades, particularmente nos domínios da educação, do emprego, da actividade económica, da participação política e social.
Uma mulher que possui uma formação, que tem uma profissão, desenvolve uma actividade económica, consegue gerar rendimento e participa nas decisões da sua família e da sua comunidade, estará mais preparada para construir o seu próprio futuro.
A OMA deve prestar assim, uma atenção especial às mulheres empreendedoras, que procuram criar o seu primeiro negócio, e advogar junto das Instituições afins na mobilização de apoios, para impulsionar as suas acções, contribuindo deste modo, para o desenvolvimento económico do País.
Devemos incentivar a formação em gestão, literacia financeira, utilização das novas tecnologias, formalização dos pequenos negócios e o acesso aos mecanismos de financiamento e de apoio existentes.
A realidade económica do País exige que a mulher deixe cada vez mais de ser vista apenas como beneficiária e seja reconhecida como agente económico, produtora de riqueza e parceira activa do desenvolvimento nacional. As políticas públicas nacionais já apontam para a inclusão produtiva, o empreendedorismo, o associativismo e a participação das mulheres rurais na economia.
Estimadas Camaradas,
O segundo dia, após os trabalhos desta II Reunião Ordinária do Comité Nacional, está reservado a um importante programa de formação e apresentação de painéis temáticos, que serão conduzidos por membros do Secretariado do Bureau Político.
Serão abordadas matérias de grande relevância para a nossa organização feminina, com particular destaque para a educação política e ideológica, bem como outros temas de interesse para o reforço das competências, da consciência política e da capacidade de intervenção das nossas militantes, dirigentes e quadros.
Recomendamos, por isso, aos membros do Comité Nacional que tirem o máximo proveito desta acção de formação, participando de forma activa e responsável, colocando questões e partilhando experiências, para que os conhecimentos adquiridos possam ser posteriormente multiplicados nas estruturas de base da Organização da Mulher Angolana.
Estamos certos de que esta iniciativa contribuirá para termos um Comité Nacional mais preparado, mais esclarecido, mais coeso e capaz de conduzir a OMA nesta nova etapa, em defesa dos interesses das mulheres angolanas e em prol do fortalecimento do MPLA e do desenvolvimento de Angola.
Camaradas,
A realização desta reunião ocorre num momento particularmente importante da vida do nosso Partido.
O Processo Orgânico do IX Congresso decorre de forma positiva e com ampla participação democrática dos militantes, em rigoroso cumprimento dos Estatutos, das Bases Gerais e dos Regulamentos aprovados pelo Partido. A OMA participa neste processo e tem vindo a contribuir para os resultados positivos, até aqui alcançados.
Chamo atenção a tarefa de selecção de futuras candidatas para o Comité Central do Partido e que escolham as melhores, entre as melhores no seio da Organização da Mulher Angolana.
Concluídas, de 1 a 15 de Agosto, as 326 Conferências Municipais, o processo prossegue em Outubro, com as 21 Conferências Provinciais, culminando nos dias 9 e 10 de Dezembro com o IX Congresso Ordinário, que reunirá cerca de 3 mil delegados de todo o País.
Mas o Congresso não pode ser visto como um ponto de chegada. O Congresso será também o ponto de partida para uma nova etapa política.
O nosso maior desafio depois do IX Congresso Ordinário será o de preparar o Partido para a sua participação nas Eleições Gerais de 2027, onde o papel da OMA neste Processo é determinante.
Uma vitória eleitoral não se constrói apenas durante a campanha, mas com antecipação através da organização e mobilização dos militantes, amigos e simpatizantes do Partido, a criação de condições logísticas e materiais necessárias para a concretização das diferentes fases do Processo Eleitoral.
Neste processo, a actualização do registo eleitoral assume importância fundamental. Devemos compreender que esta não é uma questão meramente administrativa, mas uma tarefa cívica e política essencial para a preparação e realização das Eleições Gerais de 2027.
A OMA, pelo seu nível de implantação nas comunidades e pela sua capacidade de mobilização das mulheres e das famílias, deve estar na primeira linha desta tarefa, sensibilizando, mobilizando e esclarecendo as mulheres angolanas, para que nenhuma deixe de cumprir o seu dever cívico e exercer o seu direito de participação na vida política do País.
Cada militante da OMA deve estar devidamente informado e esclarecido sobre o registo oficial oficioso e preparada para exercer o seu direito de voto.
Camaradas,
Estimadas camaradas!
Temos vindo a acompanhar que a actual Direcção da OMA, pretende resgatar a sua mística através da realização de iniciativas políticas e sociais que fizeram da OMA nos anos idos, uma Organização de referência no País.
Contudo, este trabalho de recuperação da sua verdadeira identidade deve ser feito de forma mais estruturada, organizada e bem programada, cujos resultados devem influenciar na mudança para melhor, na vida da Organização e das Mulheres.
Pretendo dizer com isso, que a OMA não pode fazer tudo ao mesmo tempo, os projectos devem ser elaborados e implementados, com principal foco na concretização dos objectivos inicialmente definidos.
É preciso que cada acção a realizar, tenha sempre em conta, as metas preconizadas, os resultados e a avaliação do seu impacto na Organização e na sociedade.
Caros Camaradas!
Sob a firme liderança do Camarada João Lourenço, Presidente do MPLA e Presidente da República de Angola, temos diante de nós importantes desafios políticos e
eleitorais, que exigem uma OMA cada vez mais organizada, mobilizada, coesa e próxima das mulheres e das comunidades.
Este deve ser o nosso compromisso para o novo ciclo que se abre: caminhar juntos, com coragem, disciplina e espírito de missão, levando a esperança a cada família, a confiança a cada comunidade e a nossa determinação a cada canto de Angola.
Faça chuva ou faça sol, a OMA não recua! A OMA avança, o MPLA avança e Angola avança!
COM ESTAS PALAVRAS DECLARO ABERTA A II REUNIÃO ORDINÁRIA DO COMITÉ NACIONAL DA OMA.
MUITO OBRIGADO.

