MARA QUIOSA DEFENDE MAIOR PARTICIPAÇÃO DA MULHER AFRICANA NOS ESPAÇOS DE DECISÃO

Luanda, 11 de maio de 2026

A Vice-Presidente do MPLA, Mara Quiosa, defendeu o reforço da participação feminina nos centros de decisão política, económica e social, durante um encontro de troca de experiências entre secretárias-gerais dos antigos movimentos de libertação de África, realizado no Hotel Epic Sana por iniciativa do Secretariado Executivo Nacional da OMA.

No discurso de abertura, Mara Quiosa destacou os “laços profundos” que unem os povos e movimentos africanos, construídos “na luta pela libertação, pela dignidade e pela afirmação de África como continente livre”, reafirmando a relevância histórica das organizações femininas nos processos de independência continental.

Mulheres como força estratégica para o desenvolvimento africano

A Vice-Presidente sublinhou o “papel determinante das mulheres” nas lutas de libertação nacional, na preservação dos valores patrióticos e na consolidação das independências, realçando que elas continuam a ser uma “força estratégica na promoção da paz, da estabilidade, da educação cívica e do desenvolvimento sustentável” em contexto contemporâneo.

Perante um cenário internacional de rápidas transformações, Mara Quiosa afirmou que “África é rica em recursos minerais, mas a sua maior riqueza é o capital humano”, defendendo maior acesso das mulheres à educação, saúde, crédito bancário, literacia financeira e formação técnico-profissional, para que “tenham oportunidades, gerem renda e apoiem as suas comunidades”.

Avanços sob liderança de João Lourenço

Recordou que, sob a liderança do Presidente João Lourenço, o MPLA tem “promovido progressivamente a presença da mulher nas estruturas do Partido e nas instituições”. Contudo, reconheceu que persistem barreiras em espaços de liderança, apelando à “meritocracia, igualdade de oportunidades e valorização da competência feminina” como pilares de transformação institucional.

Mobilização social e cooperação regional

Mara Quiosa exortou as organizações femininas dos movimentos de libertação a assumirem-se como “estruturas de mobilização social, formação política e transformação“, defendendo o reforço de redes africanas de solidariedade e maior cooperação regional. Apelou igualmente a mais participação feminina em setores estratégicos como economia, ciência, tecnologia, governação e diplomacia, consolidando a presença feminina nas áreas-chave do desenvolvimento continental.

Caminho para inclusão e justiça social

Concluindo sua intervenção, Mara Quiosa manifestou que “esta caminhada ainda é longa, mas cada passo torna-a mais curta”, exortando a que se “apoiem, debater os problemas e criar plataformas de justiça social e inclusão”. A Vice-Presidente expressou o desejo de que o encontro produza “reflexões, propostas concretas e mecanismos de cooperação” capazes de fortalecer as organizações femininas e os povos africanos.